quinta-feira, 19 de março de 2015

Esculte o Relógio

Se quiser perder todo o rastro da realidade e destruir sua sanidade por completo, simplesmente deve escutar o relógio.

Contudo, permita-me dizer, isto não será fácil. Não é algo com o que você deva brincar. É somente uma


forma simples de perder cada rastro de sua mente, lá dentro dos confins... Do seu lugar. Para conseguir, tem que seguir algumas regras...

A primeira deve ser, você estar em um quarto sem janela nenhuma. Pode ser um quarto qualquer, só não deve ter janelas. A segunda é que, pode começar a qualquer hora do dia, inclusive se decidir começar à noite. Este processo durará 24 horas para ser completo. Terceira, cancele qualquer compromisso que tenha no dia e desligue o telefone. Você não pode ter nenhuma distração. Quatro, esteja seguro que seja um dia tranquilo, sem ventos ou trovões. Por último, para terminar isso, deve colocar no quarto escolhido, um relógio. Esse relógio deve ter um distinto “tic-tac” em cada segundo que vá passando e, como única iluminação do lugar, uma vela. Uma vez que tenha tudo o que é requisitado, quero que faça uma pergunta a si mesmo , e responda com toda a sinceridade: “Quero realmente fazer isso?” Se a resposta for afirmativa, então espero que Deus, Lúcifer ou qualquer que seja sua crença, tenham piedade de sua alma, porque eu, só estou aqui para lhe preparar. Muito bem, agora vamos às informações e esclarecimentos. Em meados dos anos 1800, membros radicais das fés cristãs, muçulmanas e islâmicas, usaram isso como uma forma de “conectar-se” com o Deus de cada cultura. Entretanto, isso foi algo desconhecido, devido à sua natureza extrema e por ser um método tão incomum para se conectar ao sobrenatural. Durante este processo, aquelas pessoas faziam uma oração constante, mas paravam devido aos eventos que se passariam depois. O relógio representava a vida na terra, quão curta pode ser, e a vela representa Deus como a entidade-guia que o ser humano pode ter ao longo da vida. Infelizmente, é muito comum que as pessoas que se aventuram neste processo acabem perdendo a sanidade e, ao longo do dia, devido a isso, chegam a perder a vida. As primeiras 3 horas são as mais leves, principalmente porque nada chega a acontecer realmente. Utilizem este período para se preparar psicologicamente. Essas serão as únicas horas em que podem escolher entre continuar ou abandonar o processo. Na quarta hora, não poderão escapar sob possibilidade nenhuma. A porta se trancará por si mesma e não há forma de movê-la.


5º Hora: Começará a suar abundantemente e a sentir ansiedade. Poderá ver vultos atrás de você, mas em todas as ocasiões, apenas o nada te acompanhará.

6º Hora: Escutará ruídos. Não serão ruídos da casa ou do lado de fora, mas batidas e ruídos secos, em intervalos de dez minutos, sendo um mais forte que o anterior.

7º Hora: Desmaiará. Sonhará. Mas, acredite em mim, esta será a única hora agradável durante o processo, já que reviverá os melhores momentos de sua vida. Cada vitória, lembrança boa e cada grande amigo que você teve, aparecerá para você. Este será o melhor sonho que terá em vida, e, se tiver sorte, talvez poderá ver algumas coisas que acontecerão no futuro.

8º Hora: Você acordará no início desta hora. Ao fazê-lo, terá uma sensação de comodidade enorme, talvez similar aos efeitos de fumar maconha. Para alguns, isso também pode ser considerada outra hora agradável do processo, mas, a partir da hora seguinte, se desencadeará o sofrimento.

9º Hora: Para que entenda da maneira mais fácil, nesse momento é como se você trocasse de uma droga para outra. A calma será substituída por uma carga de adrenalina e energia, similar aos efeitos de qualquer droga estimulante (por exemplo, cocaína). Advertência: antes de tudo, você deve manter o controle. É imprescindível que seu controle seja mantido nesse estado, pois não há forma de saber nem dizer o que você fará.

10º Hora: Com sorte, apenas terá feridas mínimas no corpo, da hora anterior. Agora começará a voltar à normalidade e as emoções se fusionarão. Nesta hora, começará a escutar gritos que parecem vir do outro lado da porta. Tais gritos variam, sendo tanto de uma menininha, como de um homem adulto, entre outros. Eles ocorrem a cada 6 minutos desta hora, que parece uma eternidade.

11º Hora: Adeus, luz de vela. A vela se apagará. Estará na escuridão durante o resto do processo. Geralmente é nesta hora que você pensa que tomou uma decisão terrível.

12º Hora: Curiosamente, a vela se acenderá sozinha. Não se preocupe, esta será outra hora de silêncio. Aproveite para se preparar psicologicamente para o que virá.

13º Hora: É provável que o ocorrido na hora 7 volte a acontecer, mas ao contrário. Não espere momentos agradáveis. Neste sonho, reviverá cada momento doloroso, sofrimento e coisas ruins. Inclusive, poderá ver o sofrimento futuro, e, com segurança afirmo, que será o pior sonho que você teve e terá em toda sua vida.

14º Hora: Acordará para outra hora de silêncio, que só será rompido pelo soluço de seu choro pelo que viu no sonho. Não importa o quão forte você crê que seja, terá a alma cortada em pedações pelo sonho.

15º Hora: Esta parte poderá lhe matar. Aqui, começará a falar com alguém, que apesar de ser invisível, estará ali com você, lhe fazendo companhia. Não tem nome, mas é um tipo de guardião, a quem você poderá chamar de “Protetor”, “Guardião” ou a forma que quiser. Falando assim pode parecer uma coisa boa, porém a primeira coisa que este ser lhe dirá será “Pergunte-me qualquer coisa e te responderei.” Você pode perguntar qualquer coisa de sua vida. O ser lhe responderá com detalhes extremamente precisos, e lhe dará as razões de todos os seus questionamentos, sem se importar que isso implique tragédia, dano, morte (sua ou de outras pessoas), erro ou o que seja. Ao final, se despedirá e irá embora. Aqui você poderá saber, por exemplo, que foi o motivo da morte de uma pessoa que ama. Quem destruiu a vida de alguém que talvez você nem conheça. Toda a ideia que você tinha de si mesmo, será derrubada.

16º Hora: Conversará com seus pais, mas eles não estarão presentes fisicamente. Agora é o seu turno de responder perguntas. Lhe perguntarão coisas que fez durante a vida e, se não responder alguma de suas perguntas, será pressionado com dor, até que não aguente mais e responda. No final, se despedirão e irão embora. Por mais difícil que seja, precisa se concentrar e não acreditar que uma hora inteira de tortura física e psicológica estão sendo infligidas por seus pais. É tudo parte do processo.

17º Hora: Falará com o homem mais importante de sua vida. Pode ser seu melhor amigo, seu pai, o leiteiro, enfim. Lhe perguntará como e por que se conheceram, e como se deu o vínculo de vocês. Tenha em conta que ele não buscará uma conversação agradável. Se você esquecer de um detalhe, uma mínima vírgula de toda sua relação com esta pessoa, será pressionado novamente por meio de dor, até ir embora. A partir daqui a tortura física fica mais intensa e você pode até sentir o desmembramento de si mesmo. Você sentirá toda a dor de um membro sendo cortado, arrancado ou golpeado. Verá seu sangue. Quanto mais desesperado, mais dor lhe é infligida. Precisa ser muito forte para continuar respondendo as perguntas, ou viverá 60 minutos de uma intensa e insana tortura.

18º Hora: O mesmo que a anterior, mas com a mulher mais importante de sua vida.

19º Hora: Falará com uma pessoa inesperada: você mesmo. Mas no futuro. Acredite, embora você já tenha sentido dor o suficiente, está será a pior conversa que jamais haverá tido. Te dirá coisas que quer e que não quer escutar sobre ti mesmo, e perguntará coisas que não poderá responder. Logo começará a entrar em colapso com você mesmo, gritando com fúria e, provavelmente, o auto-conhecimento seja o único que lhe salve neste momento. Você nunca sabe o que acabará por se tornar no futuro. E se o seu sonho brilhante de se formar e comprar um apartamento, seja interrompido por algum acidente? Cadeira de Rodas? Drogas? Coma? Presídio? Sim, você saberá de tudo. E, provavelmente, não gostará disso.

20º Hora: Após os dolorosos eventos das últimas horas, você começará a se mutilar. Alguns, devo advertir, cometem suicídio neste momento. Não é algo proposital, mas durante 60 minutos você não conseguirá parar de se machucar. Fogo, lâminas, alicates, lixas... Tudo o que você pode imaginar, surgirá na sua frente. É como se você estivesse preso dentro de seu corpo, mas outra pessoa esteja controlando. Você sente a dor, o desespero e tenta lutar. Mas nada adianta.

21º Hora: Se sobreviveu à hora anterior, a música lhe espera. Sim, leu bem, a música. Será música orquestral, algo similar a um coro que canta Cânticos Gregorianos, similar à música de igreja, porém muito mais bonito. No final desta hora, não me pergunte como nem por que, suas feridas saram.

22º Hora: A música acabará. Outra hora de silêncio. Nesta ocasião, você terá tempo para pensar. A luz da vela mudará constantemente a todas as cores do espectro visual.

23º Hora: Você cantará algo similar ao coro anterior, mas não entenderá o que canta. Sua voz será a única que escutará.

Enfim, a 24º hora. A mais interessante. Uns dizem conversar com Deus, outros com o Demônio, não se sabe o que acontecerá com você. Seu corpo será pressionado ao chão por uma força desconhecida e alguém (ou algo) lhe fará perguntas de dez em dez minutos. “Você é feliz?” ou “Você gostaria de mudar?” são exemplos de perguntas. Deve responder de forma rápida e concisa. O interrogante soará como um homem, mas sua voz é de um animal. Aterradora, mas de alguma forma agradável. Logo que a hora termina, poderá se colocar em pé e a porta se destrancará. Se tiver sorte, sairá vivo. Se tiver muita sorte, sairá são. Agora, é você que decide o que fazer com essa informação. Se quiser fazer isso, não será impedido, mas fica um conselho e advertência: há coisas muito além dos terrenos da compreensão humana e, muitas vezes, não há forma de explicar o sobrenatural. Mas, seja o que for, você jamais será o mesmo. É como se prender em uma câmara para sofrer todo tipo de tortura física e psicológica. Você decide. Se quiser perder todo e qualquer rastro de realidade e destruir sua sanidade mental, apenas escute o relógio.

Tic-tac...

Fonte: Medo B

quarta-feira, 18 de março de 2015

Você teria coragem? - O Guarda Roupa



Essa noite, vocês irão brincar com os mortos, ou então, será o brinquedo deles. Você deve fazer isso na hora morta, as 3 da manhã, pois é nesse horário que os demônios ganham força, o horário que eles utilizam para zombar da morte de Jesus.


Feche a porta do seu quarto e apague todas as luzes. Eles não aparecem quando há luz, eles aparecem na escuridão, desafia-los na luz só os deixaram com mais raiva;
O seu espelho deve mostrar o reflexo seu e do seu guarda-roupa, que estarão com as portas fechadas, Obs: ELAS DEVEM ESTAR COM AS PORTAS FECHADAS.
Você irá olhar para o espelho, e irá ver seu reflexo borrado na escuridão, porém você vai perceber que não é você mesmo, verá a sombra que lhe pertence, verá a sombra de todos seus medos e todos seus pecados, todos seus erros.
Você deverá falar 3 fases: "Seres que moram na escuridão, saiam para brincar, seres que moram na escuridão, minha alma vão tomar, seres que moram na escuridão, apareçam para brincar".

Após falar isso, você deverá tomar a maior decisão da sua vida. Eles estão agora no local do seu quarto, para ser mais especifico, dentro de seu guarda-roupa. Você está condenado agora, pois eles querem brincar com o maior brinquedo que já existiu: o seu medo.
Você tem duas escolhas:


abrir a porta do seu guarda roupa e ficar por lá durante um minuto, se nada ocorrer, você será perdoado pelo seu desafio, agora, se você for impuro demais, não sairá vivo de lá.
a segunda escolha é: nunca mais, a noite, abrir a porta de seu guarda-roupa, nunca deixa-la aberta, pois as 3 horas da manhã ele estará lá. Mas você é esquecido demais né, e misteriosamente, as portas sempre aparecem abertas de madrugada...

Clássicos 6- Carazi


O carazi é aparentemente um garotinho de seis anos de idade, com olhos negros e sem íris, pele costurada no lugar da boca e garras nos dedos. Durante a noite, ele entra nas casas, alojando-se em qualquer cômodo, exceto nos quartos. Pode estar escondido debaixo do sofá, atrás da estante ou dentro de uma gaveta. O carazi não é uma criança comum, como você deve ter notado: ele se contorce de tal forma que cabe em qualquer lugar. E ali permanece, esperando.
A partir do momento em que há algum movimento na casa, ele vai investigar. Se ver alguém – você, por exemplo – que se levantou para beber água ou, quem sabe, desligar a TV da sala que foi deixada ligada, ele passa a observá-lo. O efeito é imediato: você começa a sofrer de insônia e não conseguirá mais dormir.


Concentrando-se, você poderá ser capaz de ouvir o carazi. Ou escutará seus passos, ou sua respiração anasalada, ou algum objeto no qual ele possa esbarrar sem querer. Quando ele ver que você está fora da cama, receberá uma espécie de permissão para entrar em seu quarto e lá irá se instalar.


Geralmente, ele se esconde embaixo da cama (talvez isso explique os ruídos noturnos que te atormentam…). As vozes, os arranhões, aquela presença estranha, tudo isso pode ser obra do carazi. O tempo passa e o carazi está há tanto tempo debaixo de sua cama que você passa a vê-lo inclusive de dia. Mas apenas você o vê, e as pessoas pensam que está paranoico. Você tem duas opções: ignorá-lo ou contar tudo e ser taxado como um louco alucinado.


Se estiver pensando em se levantar e apagar a luz, pense de novo. O simples ato de se erguer da cama já é o suficiente para autorizar o carazi a atormentá-lo. Se, por algum acaso, ouvir ruídos estranhos ou sentir uma presença ou mal-estar… Bem, esse texto em nada ajudou, a não ser a informá-lo. Acredito que não haja mais nada a fazer em seu caso. Boa sorte.


terça-feira, 17 de março de 2015

Venha, Siga-me

Nas primeiras semanas após o lançamento de Pokémon Red e Green no Japão, 27 de fevereiro de 1996, pra ser exato, foi registrada uma alta na taxa de mortalidade entre crianças de 10-15 anos....

As crianças eram encontradas mortas por suicídio, normalmente se enforcando ou pulando de lugares altos. No entanto, algumas mortes eram mais estranhas. Alguns casos falavam de crianças que começaram à cortar fora seus próprios órgãos, outras enfiaram a cabeça dentro do forno, e se esganavam com as próprias mãos, colocando o punho garganta abaixo.

As poucas crianças que foram salvas antes de se matarem mostravam comportamentos em comum: Quando perguntadas porque haviam tentado se matar, elas só respondiam com gritos e arranhavam o próprio rosto. Quando expostos à algo que aparentava ter conexões com o evento, o gameboy, não faziam nada, mas quando combinado com um cartucho de Pokémon Red ou Green, os gritos se repetiam, e as crianças faziam de tudo para sair da sala onde o videogame se encontrava.

Isso confirmou a suspeita das autoridades de que os games, de alguma forma, estavam ligados com as crianças e as mortes. Era um caso estranho, porque várias crianças que possuíam o jogo não mostravam esse comportamento, só algumas. A polícia não teve escolha senão perseguir essa evidência, pois não haviam outras.

Confiscando os cartuchos dessas crianças, eles selaram os jogos como evidências importantes que seriam úteis mais tarde. Eles decidiram que a primeira coisa à se fazer era falar com os próprios programadores. A primeira pessoa que encontraram foi o diretor do jogo, Satoshi Tajiri. Quando informado sobre as mortes envolvendo seu jogo, ele pareceu desconfortável, mas não admitiu nada. Mandou a polícia falar com os principais programadores do game, responsáveis pelo conteúdo em si.

Os detetives se encontraram com Takenori Oota, um dos principais programadores do jogo. Diferente de Satoshi, ele não parecia incomodado, mas era muito reservado. Ele explicou que era impossível usar algo como um jogo para causar tais mortes, e também lembrou-os de que nem todas as crianças haviam sido afetadas, ele tentou se livrar dos detetives dizendo que era algum tipo de coincidência ou histeria em massa. Parecia estar escondendo alguma coisa, mas não iria se entregar. Finalmente ele disse algo interessante.

Takenori havia ouvido um rumor sobre a música de Lavender Town, uma das locações do game, que ela podia fazer crianças adoecerem. Era só um rumor, e não tinha muita garantia, mas ainda era algo para apostar.

Ele dirigiu os detetives à Junichi Masuda, o compositor da música. Masuda também havia ouvido os rumores, mas disse novamente que não havia evidência de que a música era a causa. Até pra provar ele tocou a música inteiramente sem nenhum efeito estranho à ninguém, nem os detetives nem Masuda, perceberam nada diferente ou estranho. Apesar de ainda suspeitarem de Masuda e da música de Lavender Town, parecia que eles haviam chegado à outro impasse.

Voltando aos cartuchos confiscados, eles decidiram olhar diretamente nos jogos. Eles sabiam que os jogos que haviam dado esses efeitos estranhos nas crianças, então tomaram cuidado absoluto. Colocando o cartucho e ligando o console, o jogo bootou. A tela título apareceu, e a opção de começar um novo jogo ou continuar apareceu.

Quando eles escolheram continuar o jogo, os stats do jogador apareciam. Eles viam os nomes das crianças que haviam jogado, normalmente “Red” ou outro nome simples. No entanto, o mais interessante era o tempo de jogo e o número de Pokémon que eles possuíam. Em todos os saves o tempo era bem pequeno, e todos tinham apenas um Pokémon no inventário. Os detetives chegaram à chocante conclusão de que não podia ser a música da cidade Lavender, pois era impossível chegar tão longe no jogo em tão pouco tempo e com só um Pokémon. Havia de ser algo do começo do jogo que causou os problemas.

Se não havia sido a música, nem a tela de título, tinha de ser algo nos primeiros minutos do jogo. Eles não tiveram escolha a não ser desligar o jogo e voltar aos programadores. Ao pedir uma lista do pessoal para Takenori, eles descobriram que, surpreendentemente, um programador havia se suicidado pouco depois do lançamento do jogo. Seu nome era Chiro Miura, um programador obscuro que havia adicionado pouco ao jogo. Mais interessante ainda, ele havia pedido que seu nome não aparecesse nos créditos, e então não foi.

Procurando por evidências no apartamento de Chiro, eles acharam muitos bilhetes escritos em marcador permanente. As poucas palavras legíveis eram “Não entre”, “Cuidado” e “VENHA, SIGA-ME” em negrito. Os detetives não estavam certo do significado, mas eles tinham de ter alguma conexão. Procurando mais, eles descobriram que Chiro era muito amigo de um dos designers de mapas, Kohji Nisino, e essa era provavelmente a única razão de Chiro ter tido parte na programação do jogo.

Kohji Nisino, desde o lançamento do jogo, havia se trancado em seu apartamento, saindo pouco, apenas à noite, para comprar qualquer coisa de que necessitasse. Ele falou aos amigos e família que estava de luto por seu querido amigo Chiro, mas os detetives não acreditaram nisso, porque Nisino havia se trancado no dia do lançamento do jogo, poucos dias antes de Chiro ter se matado.

Era perturbador, mas as autoridades finalmente persuadiram Nisino à sentar e conversar com eles. Ele parecia não ter dormido a dias, grandes anéis negros sob seus olhos. Ele fedia, suas unhas estavam pretas e seu cabelo oleoso, grudado em sua testa e pescoço. Ele falava gaguejando e murmurando, mas ao menos tinha algo à dizer.

Quando foi perguntado se sabia sobre as crianças que morreram e se havia conexão com o jogo, ele respondeu aparentemente com cuidado, escolhendo bem as palavras antes de falá-las. Ele disse que seu amigo Chiro tinha uma ideia interessante para o jogo, algo que ele queria experimentar desde que o projeto havia começado. Nisino conhecia Takenori, o diretor e programador principal, pessoalmente já de muito tempo, então ele podia facilmente colocar um programador mediocre no projeto com alguma persuasão. Parecia que Chiro havia convencido Nisino à colocá-lo no projeto, e havia funcionado.

Os detetives sabiam ter achado algo. Esse programador misterioso, Chiro, tinha de ter algo à ver com isso, alguma coisa... Eles perguntaram qual era a ideia de Chiro, ora ele nunca iria querer tanto participar da criação de um jogo de crianças. Nisino falou que Chiro nunca havia falado muito nisso, fora uns detalhezinhos aqui e ali. Ele queria inserir um Pokémon extra ao jogo, um completamente diferente dos outros. Seria como um extra, uma emoção fora de lugar para o jogador. Não era, no entanto “Missingno.”. Não podia ser. Com o tempo de jogatina nos cartuchos, era impossível as crianças terem tido tempo de encontrar esse Pokémon.

Nissino, por toda a conversa, parecia ficar pior à cada pergunta, os detetives forçaram mais e mais, procurando em sua mente por qualquer informação sobre o jogo e Chiro... E os planos de Chiro...

Foi quando perguntaram dos bilhetes no apartamento de Chiro que ele enlouqueceu de vez. Debaixo do sofá onde estava sentando, ele puxou uma pistola, apontando-a direto nos policiais enquanto se afastava uns passos. Então, rapidamente, levou a pistola à sua cabeça.

NÃO ME SIGAM... Gritou Nisino enquanto enfiava a pistola em sua boca e puxava o gatilho. Foi rapido demais para a polícia reagir. Nisino havia se matado, falando uma frase pouco diferente do que estava escrito num dos papéis de Chiro...

Parecia que todos os suspeitos haviam finalmente morrido... A equipe que criou o jogo original estava se separando, ficando mais difícil de localizar. Como que guardassem um segredo. Quando a polícia finalmente conseguia falar com alguém que havia colaborado no jogo, até mesmo os designers de personagens ou monstros, parecia que eles não tinham nada de interessante à dizer. A maioria nem conhecia Chiro, e os poucos que o conheciam só o haviam visto uma ou duas vezes trabalhando com o jogo. Através de tudo isso, a única confirmação que tiveram era de que Chiro era mesmo o que havia trabalhado no começinho do jogo.

Poucos meses haviam se passado após os suicídios originais, e a mortalidade havia caído dramaticamente. Parecia que o jogo não mais causava problemas à qualquer criança. O recall de jogos que havia sido planejado foi cancelado, pois parecia que o jogo não estava mais atrapalhando ninguém. A polícia já começava à pensar que Takenori estava certo, e que era tudo uma coincidência bizarra... Até que eles receberam o bilhete.

Foi entregue pessoalmente à um dos detetives, diretamente na rua. Foi uma mulher que o entregou o bilhete, uma mulher magra e de aparência frágil. Ela entregou o bilhete rápida mente, dizendo que era algo que ele precisava ver, e sem esperar resposta nem falar outra palavra, ela saiu e sumiu na multidão. O detetive levou o bilhete ao seu escritório e chamou os outros, para lê-lo em voz alta.

Era um bilhete escrito pelo próprio Chiro, mas não era um dos encontrados em seu apartamento. Eles já haviam revirado e limpado o lugar, então, seja de onde veio esse bilhete, ele não estava em sua casa. Estava endereçado à Nisino. Começou bem formal, um olá, como vai você, um abraço para a família, e tudo o mais. Depois de um ou dois desses parágrafos normais, eles chegaram à uma seção que pedia à Nisino que o colocasse na equipe do jogo, pra lhe dar um cargo de programador em Pokémon.

Enquanto a carta continuava, a caligrafia parecia ficar mais malfeita. Ele falava de uma ideia gloriosa que ele havia tido, uma forma de programar algo nunca visto antes em um jogo. Ele disse que certamente iria revolucionar não só a indústria, mas o mundo. Ele continuou dizendo que era muito simples adicionar essa ideia ao jogo. Ele nem teria de adicionar nenhum programa estrangeiro, mas poderia usar o que já estava no próprio jogo. Isso iria, os detetives concordavam, tornar impossível detectar algo obscuro no próprio programa. Era o modo perfeito de esconder seja o que fosse.

O bilhete acabava abruptamente, não havia nada de “tchau”, nada de “diga olá à família”, nada de “aguardo resposta”, nem “obrigado”. Nada do tipo. Só o nome, rabiscado com força de forma à quase rasgar o papel. Só o nome “Chiro Miura”.

Isso foi a gota d'agua para os detetives, eles já não tinham duvida sobre a causa. Chiro havia programado qualquer coisa no começo do jogo, algo enlouquecedor. Para aumentar essa maré de sorte, veio a descoberta de que os programadores trabalhavam em duplas, até o próprio Chiro. Ele havia trabalhado com outro programador: Sosuke Tamada.

Se alguem sabia o segredo do jogo, tinha de ser Sosuke Tamada. Essa era a última esperança de resolver esse mistério de uma vez por todas.

Eles descobriram que Sosuke havia programado muito do jogo, e parecia ser um cara normal e bom empregado. Eles foram facilmente admitidos em sua casa, um lugar normal, e eles entraram na sala de visitas onde sentaram. Sosuke não se sentou, no entanto. Ele ficou na janela do segundo andar, olhando para a rua. Ele sorria um pouco.

Não houveram testemunhas ao seguinte evento, a única coisa que sobrou da conversa foi encontrado num gravador colocado na mesa perto da qual os detetives haviam conversado com Sosuke. O que você lerá à seguir é a gravação sem alterações:

“Sosuke Tamada, que parte você fez nos jogos eletrônicos Pokémon Red e Green?” Perguntou um detetive

“Eu fui um programador.” A voz dele era leve, amigável, até demais “Só isso” Completou.

“Está correta minha informação de que os programadores trabalharam em equipes?” perguntou o detetive.

Dava pra ouvir o som de pés andando pelo chão, “Você está correto...” Disse Sosuke depois de um curto silêncio.

“E o nome de seu parceiro era --” O detetive foi cortado pela voz de Sosuke, agora um pouco medonha

“Chiro Miura... Esse era o nome. Chiro Miura.”

Mais silêncio. Parecia que os detetives estavam um pouco assustados com esse homem. “Poderia nos dizer se Miura agia de modo estranho? Algum comportamento que você observou enquanto trabalhava com ele?”

Sosuke respondeu “Eu não o conheço bem, na verdade. Não nos encontravamos com muita frequencia, apenas de vez em quando para trocar dados, ou quando o grupo todo era chamado para uma reunião... Foram as únicas vezes que eu realmente falei com ele. Ele agia normalmente, se não me engano. Ele era muito baixinho, e eu acho que isso afetava sua consciência... Ele agia como se fosse mais fraco que todos. Ele queria fazer muita coisa para ser reconhecido, isso eu sei. Eu acho que...”

Silêncio. “Sim?” Perguntou o detetive, pressionando-o a continuar. “Você acha que?”

“Eu acho que ele era muito fraco. Acho que ele queria se provar mesmo assim... Eu acho que ele queria ser conhecido por algo especial, algo que faria as pessoas esquecerem o que ele aparentava e olharem para a poderosa mente dentro de sua cabeça... Infelizmente pra ele... Hehheheh... Ele não tinha uma mente muito forte para realizar esse sonho.”

“Porque diz isso?” Perguntou o detetive.

“Era só a verdade” Respondeu Sosuke rapidamente. Dava pra ouvir seus pés andando pelo chão de azulejos. “Ele não era nada especial, mesmo que ele quisesse acreditar nisso. Você não pode se tornar grande, msemo que você acredite. É impossível... De algum modo, eu acho que Chiro sabia disso. No fundo, no fundo, ele sabia.”

Os detetives ficaram calados de novo, incertos de como continuar a conversa. Depois de algum tempo, eles continuaram “Pode me dizer qual foi a parte de Chiro no jogo? O que ele fez exatamente?”

Sosuke respondeu mais rápido do que nunca “NADA... Digo, nada importante. Ele trabalhou em partes obscuras do começo do jogo...” Uma pausa, depois um pouco mais de informação. “Foi a parte do professor Carvalho pra ser exato. Ele trabalhou em algumas das partes do Carvalho, quando você o vê pela primeira vez, sabe...”

“O que mais?” Pressionou a polícia. Eles podiam ouvir na voz de Sosuke. Ele sabia alguma coisa. “Sabemos das mortes e das crianças. Sabemos que foi Chiro o culpado. Ele colocou algo a mais no jogo.”

“O que está insinuando?” perguntou Sosuke. Parecia estar tentando se controlar.

“Só estamos dizendo que, sendo parceiro dele, você está escondendo algo de nós, pois você pode ser tão responsável pela morte daquelas crianças quanto o próprio Chiro!”

“Não podem provar nada!” Gritou Sosuke.

“Então conte-nos o que Chiro fez ao jogo!” Gritaram de volta

“O QUE EU MANDEI!!”

Silêncio. Silêncio absoluto...

“Querem saber, né?” Perguntou finalmente, quebrando o silêncio. “Querem saber o que é tudo isso? Chiro era um idiota. Faria qualquer coisa por um pouco de atenção, qualquer coisa mesmo. Ele também não programava m*rda nenhuma. O que ele fazia de melhor, no entanto, era ser manipulado. Bastava dizer-lhe o que fazer e ele faria. Ele nem questionava. Ele fazia. Só pra ouvir um “obrigado” quando ele acabava, esse era seu motivo. Era tudo que ele queria.”

Ouvem-se dois cliques das armas dos detetives.

“Eu o controlava sem problemas. Ele é muito parecido com Takenori... É claro que ninguém sabia disso, mas EU fui o que teve a ideia do jogo, a ideia de toda a operação. Eu só disse ao camarada o que fazer, e ele me seguia sem duvidar. Ele não sabe de nada, igualzinho ao Chiro.”

Ouve-se o som da janela abrindo, seguido pelos detetives:

“NÃO SE MOVA! VAMOS ATIRAR!”

“Deixe me contá-los sobre a mecânica do jogo...” Continuou Sosuke. Ele falava mais rápido, mas ainda soava assustador. “Considere isso uma dica, OK? Se você anda nas graminhas Pokémons aparecem, e você tem uma luta com eles. É uma parte essencial do jogo, sabem?”

“Saia de perto da janela! Não avisaremos de novo!”

“No começo do jogo você vai nas graminhas sem que Carvalho tenha lhe entregue seu primeiro Pokémon, entendeu? Em circunstâncias normais, foi programado pra que mesmo na graminha, não hajam Pokémons... Eu fiz diferente. Eu manipulei Chiro, disse que era pra por no programa, dei-lhe todas as instruções, e ele fez sem falha. É raro, mas pode acontecer... Pisando naquela grama, um pode aparecer...”

“Sosuke, não queremos atirar!”

“Atirar em mim?” Perguntou Sosuke rindo. “Atirar... EM MIM? Vocês são tão burros quanto Chiro! Quando ele descobriu a verdade ele teve que acabar com tudo! Era culpa dele afinal! Ele se matou por causa disso! Se você está tão determinado à fechar o caso, se querem mesmo saber, joguem vocês mesmos a p**** do jogo! Jogue o dado, quem sabe? Talvez descubram o segredo!”

Ouve-se um tiro, alto o bastante pra distorcer o áudio. Sons de gritos, murmúrios puderam ser ouvidos. A mesa onde estava o gravador quebrou, distorções do som. Silêncio. E então risos. Sosuke ria, e então palavras. “Venha, siga-me.... Venha, siga-me....” E então nada!

O gravador continuou até que a fita acabou. Não havia mais nada lá. A polícia chegou logo á cena, e descobriu Sosuke e os dois detetives mortos. Todos haviam levado tiros, mas não sem lutar. Os detetives haviam levado muitos tiros. Pelo menos dez em cada um. Sosuke morreu de exatamente dois tiros no peito, direto no coração.

O jogo estava causando um massacre. Pelo menos cem crianças haviam morrido. Nisino, morto. Chiro, o fantoche manipulado, morto. Os dois detetives, mortos. E agora, até o criador, a causa dessa atrocidade, Sosuke, morto. O jogo se esticava muito além de sua intenção original. Ele estava matando todos que se envolviam.

O detetive chefe decidiu abandonar o caso. O homem que havia executado o crime estava morto, não havia motivo para continuar o caso. Toda a evidência, cartuchos, bilhetes, notas, todos foram trancafiados, devolvidos para o escuro de onde vieram. Haviam conversas sobre a coisa toda, pequenas conversas aqui e ali, mas os anos passaram e tudo foi esquecido. Eventualmente só sendo lembrado pelos que o viram em primeira mão.

Dez anos se passaram. 27 de fevereiro de 2006 era a data. O detetive chefe, o homem que havia trancafiado as evidências dez anos atrás, se lembrou daqueles terríveis eventos. Apesar de não estar mais na força policial, ele ainda tinha acesso aos arquivos e recebeu ajuda quando pediu. A lembrança do evento o fez olhar pra trás, e abrir o contêiner onde toda a evidência estava.

Ele leu os bilhetes e notas. Lembrou-se daquela mulher que apareceu na rua um dia e lhe deu a prova que mudou todo o caso. Ele se perguntava quem ela era, de onde ela tinha vindo. Talvez fosse a mãe de Chiro... Ou de Sosuke. Era muito tarde para pensar nisso, tarde demais...

Fechando o contêiner de novo, ele viu um outro logo atrás desse. Ao pegá-lo ele leu o escrito em cima. “Evidência #2104A” Ele abriu, e olhou dentro. Dentro da caixa haviam exatamente 104 cartuchos de Pokémon Red/Green, cada um em condição perfeita, intocados desde o lançamento, 10 anos atrás.

Ele pegou um, Pokémon Red. Ele não via um desses há muito tempo. Ele não sabia o que estava pensando, mas foi em sua mesa e pegou um Gameboy velho. Ele o havia recebido há muito tempo, mas ainda funcionava. Era do filho dele, que havia morrido alguns anos atrás. Sua mulher também estava morta... Colocando o cartucho no slot do Gameboy, ele ligou o sistema.

A tela título. E então o menu para continuar ou começar uma nova partida. “Tanaka”... Esse era o nome do garoto que o havia jogado primeiro. Provavelmente morto, assim como todos os outros. O detetive escolheu “Novo jogo”, e começou. Era normal. Ele andou por aí, falou com sua mãe, e saiu. Ele foi em direção à grama

Em sua cabeça ainda ecoavam as palavras de Sosuke. Apesar de ele nem estar lá, apesar de nunca ter visto Sosuke em sua vida, ele o via, o escutava. “Venha, siga-me...”

Ele chegava mais perto e mais perto... Só um ou dois quadrados de distância “Jogue o dado, quem sabe? Talvez descubram o segredo pessoalmente!”

Ele entrou na grama. A tela não fez nada de primeira. Nada mesmo. Só ficou lá, e o detetive também, parados, como se o tempo tivesse parado pros dois. A tela piscou preto, o clássico fundo de batalha apareceu.

Os olhos do detetive arregalaram. Ele leu o que havia na tela:

“Venha, siga-me, venha, siga-me, venha, siga-me. Sinto sua falta papai. Sinto sua falta amor. Sentimos tanta falta de você....”

Ele tinha lágrimas em seus olhos, escorrendo por seu rosto. Telas e mais telas de texto, o homem as lia rapidamente. Sua mulher e seu filho. Falando com ele, chamando ele, chorando com ele. Queriam vê-lo, amavam ele, ele os amava!

“Eu tambêm te amo” gemeu o homem, chorando.

“Venha, siga-me, seja criança de novo! Queremos vê-lo e abraçá-lo, e ficar com você pra sempre...”

“E SEMPRE, E SEMPRE...”

“Não se afaste. Pode nos ver também... Sentimos sua falta... Venha, siga-me... Nós te a--”

Tela preta, o queixo do detetive caído, seus olhos arregalados... A tela acendeu de novo, Carvalho o levava pra longe da grama “Venha, siga-me...” Dizia ele....

“NÃO!” Gritou o homem, jogando o jogo no chão e depois tentando pegá-lo de novo e levando o console à sua face. “TRAGA-OS DE VOLTA, TRAGA-OS PRA MIM!” O jogo continuava normal, sem responder ao detetive. “Minha esposa, meu filho, me ouçam! Tragam-nos de volta!”

Vozes... Centenas delas. Ele virou pra trás. Haviam crianças, centenas de crianças, algumas sem olhos, outras com anéis no pescoço, algumas todas queimadas. Elas gritavam, tentando alcançá-lo.

“Traga minha mãe, meu papai, meu bichinho” diziam elas, tentando pegar o jogo, suas mãos tremiam com dor e horror. “Eu não quero que eles vão, traga eles de volta!”

“Não! Gritou o detetive. “É meu! Minha família está aqui, não toquem nisso” Ele estava claramente aterrorizado.

“Venha, siga-me...” Disse uma voz. O detetive olhou pra cima, e no canto da sala, estava Sosuke. Ele estava no canto, alto, bonito, e limpo. Sorrindo de orelha a orelha “Venha, siga-me...”

O detetive levantou, se afastando, tentando afastar as crianças, pegando o jogo firme em suas mãos. “O que está acontecento aqui? O que? Onde está minha família?”

Sosuke sorriu com generosidade “Vou te mostrar. Te ajudarei à se livrar das crianças! Siga-me” Sosuke abriu uma gaveta. O detetive se espremendo entre as crianças, olhou pra dentro.

Lá estava, coberta de poeira, sua velha arma de quando ele estava na força. Ela a havia guardado, querendo esquecer tudo o que viu. Mas agora ele não mais havia como algo que matava e feria. Ela brilhava, era a luz! Podia libertá-lo!

“Apenas siga-me.” Disse Sosuke, entregando a arma na mão do detetive e puxando a mão até a cabeça “Puxe o gatilho, só isso!”

O detetive virou e viu as crianças, rastejando, agarrando suas pernas e puxando, elas queriam o jogo. Ele olhou pra Sosuke e sorriu.

“Minha família... Vou segui-los.” E puxou o gatilho. BANG! Seu cérebro se espalhou pelas paredes e ele caiu no chão, morto.

Dias depois o corpo foi descoberto, jogado no chão, sangue em volta. Em uma mão uma velha pistola, na outra um velho Gameboy com Pokémon Red. A bateria há muito vazia, e só uma tela preta restava...

Esse foi o último assasinato que as autoridades permitiriam. O ultimo detetive sobrevivente ao caso, pessoalmente pegou todos os 104 cartuchos e queimou todos, tendo a certeza de não deixar nada. Para que mais nenhuma vida fosse tomada.

Mas a história ainda não acabou. Dizem que o código sobreviveu, e até foi parar nas versões americanas do jogo. Se você tem um game antigo de Pokémon, você pode colocá-lo no velho Gameboy, ligar o sistema e jogar os dados... Quem sabe? Talvez descubram o segredo pessoalmente!


Fonte: Crepypasta Wikia Brasil

Clássicos 5- O Devorador

Estou em meu quarto, chorando e gritando de medo, meus pais já estão mortos, foram decapitados e devorados por ele, morreram na minha frente e eu não consegui fazer nada além de ficar olhando ele lamber o sangue deles, o relógio começa a badalar e isso significa que ele esta vindo até mim, a cada badalada ele se aproxima farejando meu medo, ele esta perto, sinto sua presença em meu quarto, a porta se abre, e então eu o vejo…. (Gritos!)


Apos quatro anos fora do Brasil eu volto, não porque eu quero, mas sim porque preciso enterrar meus pais e meu irmão, morreram de uma forma brutal por uma espécie de seita ou culto monstruoso, eles foram encontrados sem a cabeça e com o estômago devorado, quem foi o monstro que fez isso com ele?

Duas semanas se passaram e eu não consigo parar de pensar, como a policia e a perícia conseguiram fechar o caso falando que não existe nada na qual demonstre um suspeito, como o mundo pode ser tão injusto? Meu pensamento não para por um minuto, só penso em vingança, em matar, eu vou vingar você meu maninho, eu prometo!


Volto a tomar antidepressivos graças a minha psiquiatra que me aconselhou a escrever novamente neste diário, eu odeio ter que escrever nisso mas a única coisa que consegue me deixar calmo é escrever nestas malditas folhas, mas quando fecho os olhos eu só lembro do rosto do meu irmão e de seu corpo sem a cabeça...


Misteriosamente chegou em minhas mãos o diário do meu irmão através dos correios, inicialmente fiquei com medo de começar a ler e achar coisas na qual eu não deveria achar, mas a curiosidade é maior então decido ler…


Dia 28/05/2012


Hoje é meu aniversário, estou tão feliz por estar fazendo 13 anos! O melhor presente que achei foi um livro chamado O devorador, é um livro de terror com alguns rituais estranhos, um dia ainda farei para ver se isso existe!


Dia 02/06/2012


Estou louco por esta entidade chamada O devorador, dizem que sua história é a seguinte: Ele era o servo de uma seita, sua fome era tão grande que ele começou a comer pequenos animais vivos, mas nada satisfazia e então matou sua esposa e a devorou, matou seus pais e os devorou, matou toda sua família e a devorou e no final, devorou a si mesmo para satisfazer sua fome, O diabo então satisfeito com a sua gula o premiou transformando ele em um demônio no qual seu poder é atormentar suas vitimas com ganância para que no final quando não sobrasse nada eles a devorassem.


Dia 08/07/2012


Ontem fui dormir na casa de um amigo e algo muito estranho aconteceu, decidimos fazer o ritual de invocação do Devorador, fizemos um pentagrama invertido em sua sala e envolvemos com vela suas pontas, e pronunciamos as seguintes palavras:


Eu invoco o senhor da fome, da dor, da destruição, o senhor daquilo que existe entre os desejos, aquele no qual não devemos pronunciar o nome, aquele no qual daremos as nossas cabeças como troféu, aquele no qual irá nos vigiar ate chegarmos a insanidade e quando estivermos desesperados e ele estiver totalmente cansado de jogar irá nos matar e acabar com todos aqueles que nos amamos, eu invoco O DEVORADOR!


Por um momento todas as luzes da casa se apagaram e eu vi em minha mente milhares de olhos nas paredes me observando, me vigiando, então eu e meu amigo caímos desmaiados e acordamos no outro dia com os pais dele rindo porque dormimos na sala, não existia pentagrama, não existia nada, isso foi muito estranho.


Dia 09/07/2012


Meu amigo me ligou desesperado falando que sonhou com varias crianças chorando e elas estavam sem suas cabeças, e quando ele acordou ele viu em seu armário uma cabeça sem olhos com sangue escorrendo por todos orifícios e ouviu a seguinte palavra: O DEVORADOR TE OBSERVA!


Dia 15/07/2012


Eu não posso acreditar, DEUS PORQUE!? PORQUE!? Meu amigo está morto e seus pais também! Ele matou seus pais e depois se matou! Eu…. não posso acreditar!


Dia 16/07/2012


Vejo um e-mail do meu amigo e então decido ler, nele está escrito:


Nós nunca devíamos ter feito isso, agora nós somos dele, lhe desejo sorte amigo, irei obedecer as vozes e acabar com tudo isso, tenha sorte, tenha fé, que Deus te siga em sua jornada pois creio que ele me abandonará depois disso, Adeus meu irmão!


Vejo uma palavra escrita com fonte baixa, aproximo meus olhos e leio:


O DEVORADOR VAI TE PEGAR!


Dia 05/08/2012


Deus… Por que? Esta noite sonhei com crianças sem cabeça me olhando, dizendo que minha cabeça será um troféu dele, daquele que não pode ser nomeado, elas estão sem olhos e chorando lagrimas de sangue, por favor Deus, esteja comigo nesta hora.


Dia 15/08/2012


As crianças me dizem para matar minha família e acabar com isso, salvar as almas deles e condenar apenas a minha, mas eu nunca poderia fazer isso, porque meu irmão não esta aqui agora? Será que ele vai atrás do meu irmão? Meu Deus o que fui fazer?


Dia 18/08/2012


Acordo as 3 da manha com as crianças me dizendo, acorde por favor, salve sua família! Então pego minha câmera e meu diário e vou ate o quarto de meus pais, então eu o vejo, Devorando minha mãe, e arrancando a cabeça de meu pai, eu corro ate o meu quarto e me escondo… Estou em meu quarto, chorando e gritando de medo, meus pais já estão mortos, foram decapitados e devorados por ele, morreram na minha frente e eu não consegui fazer nada alem de ficar olhando ele lamber o sangue deles, o relógio começa a badalar e isso significa que ele esta vindo ate mim, a cada badalada ele se aproxima farejando meu medo, ele esta perto, sinto sua presença em meu quarto, a porta se abre, e então eu o vejo….


Horas já se passaram desde que acabei de ler o diário de meu irmão, o que seria este tal devorador e como eu poderia encontra-lo? Começo a beber sem parar e lanço o diário de meu irmão na parede, então uma foto avulsa cai, pego lentamente e leio a seguinte frase:


Agora você sabe sua história, você sabe o nome daquele que não deve ser nomeado, agora você será um troféu dele…


O DEVORADOR ESTÁ ATRÁS DE VOCÊ



Fonte:Creepy Crawler

segunda-feira, 16 de março de 2015

Eu quero ver a noiva morta

Eu lembro que 2006, logo que eu comprei o meu PC e instalei a internet, meus amigos da escola me falaram dessa lenda da noiva morta. Você tinha que abrir o navegador Explorer e digitar www.euqueroveranoivamorta.com.br. Depois disso, você seria acordado durante a noite pelo choro de uma mulher. Ao ouvir esse choro, você não poderia sair do seu quarto, pois se caso você saísse para o corredor, veria uma estranha mulher.

— Só isso? – perguntei para meu amigo que contava sobre a lenda. Mas ele respondeu: — Antes fosse, acontece que a noiva morta vai correr atrás de você, se pegá-lo, você está fudido!

Essa foi a palavra que ele usou: “fudido”.

Como todo jovem na idade de 15 anos, eu fiquei curioso. Naquela noite, eu acessei a internet e digitei o endereço no navegador. Nada aconteceu, pois não existe nenhum site nesse endereço de www.euqueroveranoivamorta.com.br.

Pensei que era apenas uma história que contaram para me assustar. Eu pensei. Durante a noite, acordei. Mas não acordei por causa de uma mulher chorando. Acordei para ir ao banheiro. Levantei-me da cama e caminhei tranqüilo pela escuridão, uma vez que eu já tinha me esquecido da lenda. Porém, assim que saí do banheiro, escutei um gemido baixinho, um choro contido. Olhei para o fim do corredor e, mesmo estando escuro, eu consegui distinguir o contorno de uma pessoa. Dava para perceber que era uma mulher. Usava um vestido branco. Ela estava com a cabeça baixa e chorava. Fiquei paralisado. Não sabia o que fazer, se chamava meus pais, se corria para meu quarto ou se acendia a luz do corredor. A mulher levantou a cabeça e mostrou sua face cadavérica. Ergueu seus braços e veio em minha direção. Só lembro de sair correndo para meu quarto e trancar a porta com chave. Me escondi debaixo das cobertas e só saí de lá quando o dia raiou. Não contei nada para meus pais. Estava com muito medo. Na escola, falei para meus amigos o que aconteceu. Nenhum deles acreditou, todos disseram que eu estava inventando. Passei o dia inteiro pensando naquele rosto cadavérico da mulher. Depois disso, minhas noite foram um inferno. Teve uma noite em que eu quase mijei na cama, pois não tive coragem de sair do quarto para ir ao banheiro. Em algumas noites, eu podia ouvir alguém chorando atrás da porta do meu quarto. Era muito assustador.

Entrei na internet e procurei saber mais detalhes sobre a lenda. Achei um site em que falava sobre o assunto. Ali explicava um jeito de se livrar da maldição da noiva morta: eu tinha que enviar um determinado link para o e-mail de uma pessoa. Se ela acessasse o link, eu estaria livre e nunca mais seria perturbado. Copiei o link e mandei para um amigo. Menti pra ele dizendo que era um link da Playboy. Eu nunca soube se ele abriu ou não o link, pois no dia seguinte, o encontraram morto. A morte dele foi causada por infarto. Pode ser coincidência ou não, mas o corpo dele foi encontrado caído no corredor. Foi algo terrível. Gosto de pensar que a morte do meu amigo em nada teve haver com o link que enviei para ele.

Não sei o que pode ter acontecido, mas eu nunca mais vi a noiva morta.



domingo, 15 de março de 2015

Eu ví parte 2/2

Demorou mais que o normal para carregar a página que eu havia clicado um minuto antes, geralmente é o fluxo de pessoas que navega no servidor do site. Dei uma piscada profunda e senti o peso sobre mim, sono, medo, dor de cabeça, a sensação da merda que poderia dar errado. Quando abri meus olhos a página havia carregado totalmente. Senti um frio na barriga. O site tinha as mesmas características que o outro de antes. Exceto por um vídeo que estava no centro da tela. É claro que eu cliquei no vídeo para carregá-lo, sem pensar.

Novamente aquele ritual de esperar bastante aconteceu, quando o vídeo carregou, fixei meus olhos na tela do computador e esperei um pouco. O vídeo começou todo preto, depois de uns cinco segundos surgiu um quarto, um quarto normal, bem ajeitado por sinal. As paredes eram enfeitadas com poster de bandas de rock americanas, a câmera provavelmente estava do lado da porta porque não aparecia na gravação. O quarto lembrava muito de um adolescente americano, com aquelas prateleiras cheias de CDs de games, revistas e outras coisas.

Uma figura estranha entrou no quarto com um estrondo ao fechar a porta. Estava vestido com uma roupa que parecia ser de um soldador. Ele tinha na testa uma máscara, aquelas que protegem seu rosto de faísca. É claro que não tinha como identificá-lo.

A figura estranha ainda carregava na sua mão esquerda uma bolsa grande. Ela pôs a bolsa gigante na cama e saiu do quarto. Não demorou muito para que eu começasse a ouvir um choro de uma criancinha, porra uma CRIANÇA!! Devia ter umas duas semanas de vida, vestia um macacão e tinha uma toca na cabeça. Eu não sabia o que fazer, simplesmente não tive reação, comecei a ficar traumatizado, meus pelos se arrepiaram, todos, desde a nuca até a perna, minhas mãos tremiam, eu suava feito um porco. Agora não tinha mais volta, a curiosidade tomava conta de mim, venci o medo e acabei destruindo minha sanidade.

Quando a pessoa voltou ela trazia consigo uma maca de passar roupa e uma caixa de ferramentas. Já podia imaginar a merda que aquele babaca ia fazer, e ele fez.

Sem pensar começou a armar a maca, em seguida abriu a bolsa com o recém-nascido e colocou o pobre coitado na maca de costas para ele. O desgraçado abusou sexualmente da criança, estuprou sem piedade, ele fazia com gosto enquanto a criança abria aqueles olhos inocentes e berrava. Seus olhos sangravam e sua pele escorria suor. Eu estava paralisado, não conseguia fazer nada para fechar o programa.

Ela não aguentou mais e então, foi fechando os olhos lentamente enquanto a morte á esperava.

O vídeo então terminou com frases que não consegui identificar, eu nem conseguia pensar. Aquilo definitivamente foi a beira para meu colapso. Não consigo explicar o que se passava em minha mente naquele momento. Acho que fiquei trinta minutos olhando para meu desktop.

Já estava amanhecendo, eu me encontrava sentado no chão de costas para a parede. Quando a escuridão foi indo embora eu rapidamente botei meu cobertor na janela para que não entrasse nenhum raio de luz. Meu pensamento estava só voltado para o ódio. Eu comecei a sentir nojo de tudo e de todos ao meu redor. Eu implorava à Deus o meu perdão e que tirasse aquele vídeo da minha cabeça, mas naquela altura, Deus não ajudaria mais.

Depois de passar o dia todo naquele quarto eu me tornei outra pessoa. Uma pessoa prestes à cometer uma loucura em meio ao caos que rondava sua mente.

Agora era segunda-feira e nada me animava. Trabalho trabalho e faculdade. Pra que viver nesse mundo imundo e nojento? Pra que ir pro trabalho, repetir minha rotina todos os dias e não encontrar uma resposta para aquilo que encontrava-se em minha mente destruída?

Fui até o meu banheiro minúsculo e abri minha caixa de remédios. Não tinha nenhum remédio que pudesse me tirar daquele pesadelo que estava me arruinando. Comecei a vasculhar e achei duas cartelas de paracetamol. Tomei as duas inteiras.

O que esse mundo tem para me oferecer agora? Tristeza, ódio e dor é o que esse mundo tem a me oferecer. Prefiro acabar com isso agora, não quero morrer aos poucos, não quero ficar sofrendo, isso já basta.

Feliz daquele que tem um objetivo, um sonho para viver. Feliz daquele que pensa que o mundo amanhã pode ser melhor.

Se Deus me aceitar, ótimo, irei para um lugar muito melhor. Se Satã me quiser, não estarei no inferno. Inferno meu caro, inferno é aonde nós andamos todos os dias rastejando em seu chão podre e sujo.

De uma coisa você tem que acreditar. Se o inferno é ruim, a Deep web é muito pior.

Essa foi a carta que recebi de meu amigo Lucas, falecido à 4 meses, só agora tive coragem de mostrar isso a alguém.

Fonte: Creepypasta Wikia Brasil
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