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domingo, 15 de março de 2015

Eu ví parte 2/2

Demorou mais que o normal para carregar a página que eu havia clicado um minuto antes, geralmente é o fluxo de pessoas que navega no servidor do site. Dei uma piscada profunda e senti o peso sobre mim, sono, medo, dor de cabeça, a sensação da merda que poderia dar errado. Quando abri meus olhos a página havia carregado totalmente. Senti um frio na barriga. O site tinha as mesmas características que o outro de antes. Exceto por um vídeo que estava no centro da tela. É claro que eu cliquei no vídeo para carregá-lo, sem pensar.

Novamente aquele ritual de esperar bastante aconteceu, quando o vídeo carregou, fixei meus olhos na tela do computador e esperei um pouco. O vídeo começou todo preto, depois de uns cinco segundos surgiu um quarto, um quarto normal, bem ajeitado por sinal. As paredes eram enfeitadas com poster de bandas de rock americanas, a câmera provavelmente estava do lado da porta porque não aparecia na gravação. O quarto lembrava muito de um adolescente americano, com aquelas prateleiras cheias de CDs de games, revistas e outras coisas.

Uma figura estranha entrou no quarto com um estrondo ao fechar a porta. Estava vestido com uma roupa que parecia ser de um soldador. Ele tinha na testa uma máscara, aquelas que protegem seu rosto de faísca. É claro que não tinha como identificá-lo.

A figura estranha ainda carregava na sua mão esquerda uma bolsa grande. Ela pôs a bolsa gigante na cama e saiu do quarto. Não demorou muito para que eu começasse a ouvir um choro de uma criancinha, porra uma CRIANÇA!! Devia ter umas duas semanas de vida, vestia um macacão e tinha uma toca na cabeça. Eu não sabia o que fazer, simplesmente não tive reação, comecei a ficar traumatizado, meus pelos se arrepiaram, todos, desde a nuca até a perna, minhas mãos tremiam, eu suava feito um porco. Agora não tinha mais volta, a curiosidade tomava conta de mim, venci o medo e acabei destruindo minha sanidade.

Quando a pessoa voltou ela trazia consigo uma maca de passar roupa e uma caixa de ferramentas. Já podia imaginar a merda que aquele babaca ia fazer, e ele fez.

Sem pensar começou a armar a maca, em seguida abriu a bolsa com o recém-nascido e colocou o pobre coitado na maca de costas para ele. O desgraçado abusou sexualmente da criança, estuprou sem piedade, ele fazia com gosto enquanto a criança abria aqueles olhos inocentes e berrava. Seus olhos sangravam e sua pele escorria suor. Eu estava paralisado, não conseguia fazer nada para fechar o programa.

Ela não aguentou mais e então, foi fechando os olhos lentamente enquanto a morte á esperava.

O vídeo então terminou com frases que não consegui identificar, eu nem conseguia pensar. Aquilo definitivamente foi a beira para meu colapso. Não consigo explicar o que se passava em minha mente naquele momento. Acho que fiquei trinta minutos olhando para meu desktop.

Já estava amanhecendo, eu me encontrava sentado no chão de costas para a parede. Quando a escuridão foi indo embora eu rapidamente botei meu cobertor na janela para que não entrasse nenhum raio de luz. Meu pensamento estava só voltado para o ódio. Eu comecei a sentir nojo de tudo e de todos ao meu redor. Eu implorava à Deus o meu perdão e que tirasse aquele vídeo da minha cabeça, mas naquela altura, Deus não ajudaria mais.

Depois de passar o dia todo naquele quarto eu me tornei outra pessoa. Uma pessoa prestes à cometer uma loucura em meio ao caos que rondava sua mente.

Agora era segunda-feira e nada me animava. Trabalho trabalho e faculdade. Pra que viver nesse mundo imundo e nojento? Pra que ir pro trabalho, repetir minha rotina todos os dias e não encontrar uma resposta para aquilo que encontrava-se em minha mente destruída?

Fui até o meu banheiro minúsculo e abri minha caixa de remédios. Não tinha nenhum remédio que pudesse me tirar daquele pesadelo que estava me arruinando. Comecei a vasculhar e achei duas cartelas de paracetamol. Tomei as duas inteiras.

O que esse mundo tem para me oferecer agora? Tristeza, ódio e dor é o que esse mundo tem a me oferecer. Prefiro acabar com isso agora, não quero morrer aos poucos, não quero ficar sofrendo, isso já basta.

Feliz daquele que tem um objetivo, um sonho para viver. Feliz daquele que pensa que o mundo amanhã pode ser melhor.

Se Deus me aceitar, ótimo, irei para um lugar muito melhor. Se Satã me quiser, não estarei no inferno. Inferno meu caro, inferno é aonde nós andamos todos os dias rastejando em seu chão podre e sujo.

De uma coisa você tem que acreditar. Se o inferno é ruim, a Deep web é muito pior.

Essa foi a carta que recebi de meu amigo Lucas, falecido à 4 meses, só agora tive coragem de mostrar isso a alguém.

Fonte: Creepypasta Wikia Brasil

sábado, 14 de março de 2015

Eu ví parte 1/2



Eu demorei um pouco para abrir meus olhos, o sono fazia com que eu cambaleasse de um lado pro outro. O despertador do celular apontava que era 6:42, soltei um grande suspiro.

Era segunda-feira, comecei a vasculhar meu guarda-roupa tentando achar uma roupa decente para ir pro trabalho. Mas eu não tinha vontade de fazer nada. Não porque era segunda-feira, mas porque eu não tinha mas vontade de viver.

Já fazia dois dias que eu consegui de fato acessar a Deep Web, se você não sabe oque é Deep Web, pesquise e descubra.

Era um sábado qualquer em que eu estava em casa descansando do trabalho. Eu não era um adolescente muito ocupado, afinal eu tinha ido morar sozinho aos 19 anos, meus pais tinham se divorciado e eles não me apoiaram nenhum pouco em minha ida pra faculdade.

Estava no segundo ano em cinema. Eu precisava fazer um trabalho sobre algum site polêmico, dar suas informações, história e até fazer um filme dentro desse assunto.

Eu estava navegando em um blog de política, anotando e anotando tudo o que se passava nele. Aquela merda não tinha me rendido nenhuma empolgação. Já eram 11:37. Eu estava decido em fazer meu trabalho sobre aquele blog quando minha caixa de e-mail me avisou de uma nova mensagem.

Era um novo vídeo do AmbuPlay, nele estava o seguinte título: "Lendas da Deep Web: Tráfico de órgãos". Minha mente se voltou toda para aquela palavra. Deep Web, era um passo para meu lindo 10.

Não almocei. Passei a tarde toda pesquisando dentro de blogs e sites de como entrar na Deep web, eu queria uma coisa mais profunda, não apenas baixar o TOR e entrar, não. Até ai eu já estava sabendo dos riscos e das consequências, porém, nada me dizia que aquilo estava errado, não tinha aquela consciência do medo e da razão. Acessei vários vídeos no youtube com tutoriais, vídeo-aulas e outras babaquices que ensinavam esse tipo de acesso. Depois de ter todas as informações necessárias, eu começei a ter medo, e isso me ajudou a pensar bastante antes de navegar naquilo. Juntei as informações precisas, baixei pilhas de programas crackeados para minha proteção na navegação do site, tomei coragem, dei um último resumo em minha mente da merda que poderia acontecer.

Eu não queria fazer isso, no fundo eu queria mesmo pegar um site cocô e falar sobre o que se passava nele. Mas minha curiosidade ganhou do medo.

Eu não acessei aquela simples página do TOR, eu realmente fiquei duas horas farejando aquela merda clicando e clicando em links escrito em russo e alemão enquanto eu bebia meu estoque todo de energético. Era engraçado, a Deep web lembrava muito como a internet era à dez anos atrás, com links embaixo de links. Cada site que eu clicava demorava um minuto para carregar. Algo dentro de mim dizia: pare por ai, pare por favor. Mas você sabe como é a mente humana, mesmo sabendo que aquilo pode destruir sua sanidade, mas a sensação de curiosidade toma conta de você. Depois de quase estar desistindo, eu consegui acessar um site que mudaria minha vida.

O site era todo preto com uma faixa vermelha no canto direito da tela, parecia ser um chat ou algo do tipo. Parecia ser russo. No final da página havia um link muito extenso e embaixo uma frase em vermelho. Acho que fiquei um minuto olhando para aquele link e pensando: o que tem ali? Que merda é aquela? Peguei meu mouse, levei até o X para fechar o programa, olhei para o relógio e vi que era 4:57. Merda, que se foda já é 5 horas da manhã! Voltei ao site e sim eu cliquei naquele link.

Continua...

sexta-feira, 13 de março de 2015

A lenda da criança perdida Final

Criança do mal.jpg

Os Sinais:


Os sinais são simples, você pode ouvir passos na sua casa enquanto todos dormem, você pode ver uma névoa muito espessa, animais olhando fixamente por um ponto, calafrios, cães latindo próximo a meia noite, você pode ver um vulto correndo com o canto dos olhos e por último, você pode ouvir um grito muito agudo. Se você ignorar qualquer um desses sinais, você receberá a visita de Ellen.
Mesmo que você consiga chegar em Nova Orleans, você será impedido pela sua irmã gêmea, cartas mandarão você desistir, mas será impossível não sonhar com a garota, ou ver seus reflexos no espelho.

Você deve estar se perguntando como eu sei disso tudo, mas eu sonho com a garota todas as noites e sei que um dia ela me pegará. Só espero que meus parentes encontrem esse site.

Atualização:

Parece que alguém entrou na casa e libertou os espíritos das outras vítimas. Agora você pode ver outras pessoas além da criança. Ao todo são 23, incluindo a irmã gêmea da Ellen. O autor dessa história não se encontra mais entre nós, e parece que quem conhece a história será visitado por um dos fantasmas. Quem está escrevendo aqui é o irmão dele.

quinta-feira, 12 de março de 2015

A lenda da criança perdida parte 2/3

Um homem alto abriu a porta e andou lentamente em direção a ela, segurando uma serra, um martelo e uma faca curta. Ela gritou. O Homem riu e respondeu "ninguém poderá te escutar gritando daqui!". O homem pegou a faca e cortou um dos pulsos da garota de apenas 8 anos. Ele começou a levantar o vestido da menina, enquanto ela gritava. O homem estuprou a menina violentamente.

A menina estava desesperada, os cintos que prendiam os pulsos dela começaram a ferir sua pele. O Homem enfiou a faca na mão dela. Ele retirou a faca, e enfiou na outra mão. A faca chegou a atingir a madeira, o homem teve dificuldade de retirar a faca, quando ele finalmente conseguiu, pegou a serra e começou a serrar os dedos da menina, que gritava desesperadamente, a serra cortou o dedo médio, o dedo anelar, o dedo indicador, ficaram apenas os dedos polegar e mínimo.

O homem estava se divertindo com a cena. Ele pegou o martelo e quebrou os dois últimos dedos da mão esquerda da criança. Ele saiu logo em seguida, a criança pensou que tudo acabaria, mas ele volta com um tesoura pequena, provavelmente de prata. Ele enfia a tesoura na barriga da criança e abre lentamente, cortando músculos e pele da criança por dentro, depois disso enfiou uma faca no buraco. Através desse buraco o homem "estuprou" a criança novamente.

A cena se repete por um tempo, o homem enfia a tesoura, a faca, e a estupra, até que ele desiste. A barriga dela está toda perfurada, a menina ainda permanece viva por algum motivo misterioso. O homem volta com um facão pra acabar com tudo, cortar a cabeça da criança, ele levanta a arma e... muda de ideia, ele amputa o braço direito da criança, e o costura novamente no lugar. A criança grita enquanto a névoa entra pelas brechas da porta. O homem pega a serra, e serra "suavemente" a barriga da criança. Ele pega as tripas dela e joga no chão, enquanto ele ri, a criança chora e grita desesperadamente.

O homem liberta os pulsos da criança, já sem forças, e depois libera as pernas. O homem joga a criança no chão, que continua viva, mas já sem forças para gritar. O homem sobe correndo as escadas e muda de roupa, sai correndo desesperadamente, mas acrescenta mais uma marca na parede, totalizando 23.

Desde esse dia a criança aparece em espelhos, que são frequentemente usados pra comunicar com fantasmas, usando a roupa que usava quando foi assassinada e um ursinho de pelúcia, quem ignorar os sinais será condenado a sonhar com a garota fantasma te perseguindo, ela te perseguirá na sua casa, quando você olhar pra um canto escuro de sua casa, ela estará lá, apenas observando e esperando pra dar o golpe fatal. Mas há como evitar que você não seja atacado, basta ajuda-la a pegar o seu assassino. Só há um problema nessa história, o assassino está morto, e todos que tentam chegar perto de sua casa somem misteriosamente.

Continua...

quarta-feira, 11 de março de 2015

A lenda da criança perdida parte 1/3


Eu estava em um acampamento no meio de uma floresta abandonada com meus amigos. A gente tinha acabado de pescar e eu comecei a preparar uma fogueira pra assar os peixes. A base estava pronta, só faltava acender, meu pai tinha me falado pra eu não mexer com fogo, e eu obedeci, não queria me machucar. Esperei o Gabriel acender o fogo, os peixes foram colocados na panela, uma das poucas coisas que não era natural no nosso acampamento.

Comemos os peixes, eu lembro até hoje o gosto deles, sempre gostei de peixe, mas parece que eles ficam mais gostosos quando são pescados. Depois nós começamos a contar histórias de terror, o Charles saiu de perto e foi dormir, acendeu o lampião e deitou, ele morre de medo dessas histórias, eu não, sempre gostei de histórias assustadoras. Foi nessa viagem que eu fiquei sabendo da lenda da criança perdida, que vou contar pra vocês.

Era um dia frio de inverno em Nova Orleans, uma névoa fina cobria as ruas da cidade. Ellen andava calmamente pelas ruas de pedra do século XIX, ela ia levar comida pro seu pai, que estava trabalhando em uma sapataria. Seu pai, Jean Louis, ficou alegre com a chegada de sua filha, mas ficou preocupado com ela estar andando sozinha pelas ruas da cidade. "Filha, o que você está fazendo?" perguntou o pai. "A mamãe pediu pra eu entregar comida para o senhor" respondeu Ellen. "Obrigado, mas por que ela não veio?" "Ela está um pouco quente, ela não quer sair da cama." "Tudo bem, eu vou tentar sair mais cedo do trabalho pra ver como ela está, tchau filha, tome cuidado".

Ellen ia visitar sua amiga, Marie, ela não queria ficar perto dos médicos, ela morria de medo dos médicos e todos os instrumentos esquisitos. Ela estava chegando na casa da amiga, quando a névoa ficou muito espessa, o frio aumentou de repente, ela andou mais rápido, mas tomando cuidado pra não rasgar seu vestido branco e longo. Quando ela olhou pra sua esquerda, ela viu o acendedor de lampiões apagando os lampiões, de repente ele saiu voando e uma bola de luz surgiu do lampião. Ele tinha explodido. A menina caiu inconsciente no chão, seu vestido branco estava levemente rasgado e manchado de sangue. Um homem alto carregou a criança inconsciente até a sua casa.

Quando Ellen acordou, ela estava no porão de uma casa grande, toda de madeira. A névoa da manhã conseguia entrar dentro do porão através da porta, que estava na frente da escada. Ela teve dificuldade pra se levantar, ela viu seu vestido coberto de sangue e pensou que estava muito machucada. Ela tentou se levantar e não conseguiu. Quando ela olhou pros seus pulsos, ela viu que estavam amarrados, suas pernas estavam amarradas. Ela estava deitada em uma espécie de cama de madeira.


Continuação:

domingo, 8 de março de 2015

A Experiência do sono parte 2/2


Durante o processo de preparar a cobaia para receber seus órgãos de volta, foi descoberto que ela era totalmente imune ao sedativo que estavam dando a ele. O homem lutou furiosamente contra as amarras que o prendiam à cama quando trouxeram gás anestésico para sedá-lo. Ele conseguiu rasgar mais de 4 polegadas (N/T: 10cm) de couro das amarras de um dos pulsos, mesmo com um soldado de 90kg segurando o mesmo pulso. Levou mais do que o necessário de anestésico para sedá-lo, e na mesma hora em que suas pálpebras se fecharam, seu coração parou. Na autópsia foi revelado que seu sangue possuía o triplo do normal de oxigênio. Os músculos que estavam presos aos seus ossos estavam destruídos, e ele havia quebrado 9 ossos na luta para não ser sedado. A maioria eram pela força que seus próprios músculos haviam exercido.
O segundo sobrevivente era o que primeiro que começara a gritar entre os cinco. Suas cordas vocais estavam destruídas, e ele não era capaz de gritar e implorar para não passar por cirurgia, e a única forma de reação que ele exibia era sacudir sua cabeça violentamente em desaprovação quando o gás anestésico foi trazido. Ele balançou sua cabeça positivamente quando alguém sugeriu, relutantemente, se os médicos aceitavam fazer a cirurgia sem a anestesia. O sobrevivente não reagiu durante as 6 horas de procedimentos para repor seus órgãos e tentar cobri-los com o que restou de pele. O cirurgião de plantão repetia várias vezes que era medicamente impossível o paciente estar vivo. Uma enfermeira aterrorizada que assistia à cirurgia constatou que vira a boca do paciente virar um sorriso toda vez que seus olhos se encontraram.

Quando a cirurgia acabou, o paciente olhou para o cirurgião e começou a grunhir alto, tentando falar enquanto lutava. Acreditando ser algo de extrema importância, o médico pegou uma caneta e papel para que o sobrevivente escrevesse sua mensagem, “Continue cortando.”

Os outros dois sobreviventes passaram pela mesma cirurgia, os dois sem anestésico. Mas ambos tiverem um paralisante injetado durante a operação, pois o cirurgião achou impossível continuar o procedimento enquanto os pacientes riam histericamente. Uma vez paralisados, as cobaias só podiam acompanhar o procedimento com os olhos, mas logo o efeito do paralisante passou e em questão de segundos eles começaram a lutar contra suas amarras. Quando perceberam que podiam falar novamente, começaram a pedir pelo gás estimulante. Os pesquisadores tentaram perguntar por que eles haviam se ferido, por que haviam arrancado as próprias entranhas, e por que queriam tanto aquele gás.

Uma única resposta foi dada: “Eu preciso ficar acordado.”

Todas as três cobaias sobreviventes foram colocadas de volta na câmara, enquanto esperavam alguma resposta para o que seria feito com elas. Os pesquisadores, encarando a ira dos “benfeitores” militares, por terem falhado em seus objetivos, consideraram eutanásia aos pacientes. O comandante do processo, um ex-KGB, viu algumas possibilidades, e quis que as cobaias fossem colocadas novamente sob o gás estimulante. Os pesquisadores se recusaram fortemente, mas não tiveram escolha.

Em preparação para serem seladas novamente na câmara, as cobaias foram conectadas a um monitor EEG (N/T: Eletroencefalograma, que mede as ondas cerebrais), e tiveram suas extremidades acolchoadas em troca do confinamento. Para a surpresa de todos, todos os três pararam de lutar assim que souberam que seriam colocados de volta ao gás. Era óbvio que até aquele ponto, os três estavam lutando para ficarem acordados. Um dos sobreviventes que podia falar estava cantarolando alto e continuativamente; a cobaia calada estava tentando soltar suas pernas das amarras com toda a sua força; primeiro a esquerda, depois a direita, depois a esquerda novamente, como se quisesse se focar em algo.

A cobaia restante estava mantendo sua cabeça longe de seu travesseiro e piscando rapidamente. Como fora o primeiro a ser conectado ao EEG, a maioria dos pesquisadores estava monitorando suas ondas cerebrais. Elas estavam normais na maioria das vezes, mas às vezes se tornavam uma linha reta, sem explicação. Era como se ele estivesse sofrendo mortes cerebrais constantes. Enquanto se focavam no papel que o monitor soltava, apenas uma enfermeira viu os olhos do paciente se fecharem assim que sua cabeça atingiu o travesseiro. Suas ondas cerebrais mudaram para aquelas de sono profundo e então tornaram-se uma linha reta pela última vez enquanto seu coração parava na mesma hora.

A única cobaia que podia falar começou a gritar. Suas ondas cerebrais mostravam as mesmas linhas retas que o paciente que acabara de morrer. O comandante deu a ordem para ser selado dentro da câmara com as duas cobaias e mais três pesquisadores. Assim que entraram na câmara, um dos pesquisadores pegou sua arma e atirou entre os olhos do comandante, depois voltou para a cobaia muda e também atirou em sua cabeça.

Ele apontou sua arma para o paciente restante, ainda preso à cama enquanto os outros pesquisadores saíam da sala. “Eu não quero ficar preso aqui com essas coisas! Não com você!” ele gritou para o homem amarrado “O QUE É VOCÊ?” ele ordenou “Eu preciso saber!”

“Você se esqueceu?” O paciente perguntou “Nós somos você. Nós somos a loucura que vaga em todos vocês, implorando para sermos soltos toda vez dentro de sua mente animal. Nós somos aquilo de que vocês se escondem em suas camas toda noite. Nós somos aquilo que vocês sedaram no silêncio e paralisam quando vocês atingem o paraíso noturno do qual não podem sair.”

O pesquisador ficou quieto. E então mirou no coração do paciente e atirou.

O EEG tornou-se uma linha reta enquanto o paciente gaguejava “tão...perto...livre...”


Fonte: Creepypasta Wikia Brasil

sábado, 7 de março de 2015

A Experiência do sono parte 1/2

















Pesquisadores Russos, no final dos anos 40, deixaram cinco pessoas acordadas por quinze dias, usando um gás experimental como estimulante. Eles foram mantidos em um ambiente selado, e monitorando o oxigênio deles, para que o gás não os matasse, já que possuía altos níveis de toxina concentrada. Para observá-los, havia um circuito interno de câmeras com microfones de cinco polegadas (N/T: aprox. 12 cm) e janelas menores que janelas de vigia dentro do ambiente. A câmara estava cheia de livros e berços para dormir, mas sem lençóis, água corrente e banheiro; também havia comida seca para todos os cinco que duraria um mês.

As cobaias do teste eram prisioneiros políticos declarados inimigos do Estado durante a Segunda Guerra Mundial.

Tudo estava bem nos primeiros 5 dias, as cobaias dificilmente reclamavam, já que haviam sido avisados (falsamente) de que seriam libertados se participassem do teste e não dormissem por 30 dias. Suas conversas e atividades eram monitoradas, e foi notado que elas conversavam constantemente sobre incidentes traumáticos no passado, e o tom geral da conversa tomou um tom sombrio a partir do 4º dia.

Depois de cinco dias, as cobaias começaram a reclamar das circunstâncias e eventos que os trouxeram à atual situação e começaram a demonstrar paranoia severa. Elas pararam de falar um com os outros e de começaram a sussurrar alternadamente nos microfones e a bater nas vigias. Estranhamente eles pensavam que poderiam conseguir a confiança dos cientistas ao se tornarem seus colegas, e tentavam conquistá-los. No começo, os pesquisadores suspeitaram que se tratava de algum efeito do gás...

Depois de nove dias, o primeiro deles começou a gritar. Ele corria por toda a extensão da câmara gritando a plenos pulmões por 3 horas seguidas. Ele continuou a gritar, mas só conseguia produzir alguns grunhidos. Os pesquisadores acreditaram que ele conseguira fisicamente romper suas cordas vocais. O mais surpreendente disse comportamento foi como os outros reagiram a isso... ou não reagiram. Eles continuaram a sussurrar nos microfones até que o segundo prisioneiro começou a gritar. Os que não gritavam pegaram os livros disponíveis, arrancando página atrás de página e começaram a colá-las sobre o vidro das vigias usando as próprias fezes. Os gritos logo pararam.

Mais 3 dias se passaram. Os pesquisadores checavam os microfones de hora em hora para ter certeza de que funcionavam, já que pensavam ser impossível que 5 pessoas não poderiam estar produzindo som algum. O consumo de oxigênio indicava que as 5 pessoas ainda estavam vivas. Na verdade, acontecera um aumento no oxigênio, indicando um nível que 5 pessoas teriam consumido após exercícios pesados. Na manhã do 14º dia, os pesquisadores usaram um interfone dentro da câmara, esperando alguma reação dos prisioneiros, que não estavam dando sinais de vida, e os cientistas acreditavam que estavam mortos ou vegetando.

Eles disseram: “Estamos abrindo a câmara para testar os microfones, fiquem longe da porta e deitem no chão ou atiraremos. A colaboração dará a um de vocês liberdade imediata.”

Para a surpresa de todos, alguém respondeu calmamente em uma única frase: “Não queremos mais sair.”

Discussões começaram a surgir entre os pesquisadores e as forças militares que criaram a pesquisa. Não conseguindo mais resposta alguma através do interfone, foi finalmente decidido abrir a porta à meia-noite do 15º dia.

O gás estimulante foi retirado da câmara e substituído por ar fresco, imediatamente vozes vindas dos microfones começaram a reclamar. Três vozes diferentes imploravam pela volta do gás, como se pedissem para que poupassem a vida de alguém que amassem. A câmara foi aberta e soldados entraram para retirar as cobaias. Elas começaram a gritar mais alto do que nunca, e o mesmo fizeram os soldados quando viram o que tinha dentro. Quatro das cinco cobaias estavam vivas, embora ninguém pudesse descrever o estado deles como “vivos”.

As rações a partir do dia 5 não haviam sido tocadas. Havia pedaços de carne vindas do peito e das pernas tapando o ralo no centro da câmara, bloqueando-o e deixando 4 polegadas (N/T: 10cm) de água acumulando no chão. Nunca determinou-se o quanto dessa água era na verdade sangue. Os quatro “sobreviventes” do teste também tinham grandes porções de músculo e pele extraídos de seus corpos. A destruição da carne e ossos expostos na ponta de seus dedos indicava que as feridas foram feitas à mão, e não por dentes como se pensava inicialmente. Um exame mais delicado na posição das feridas indicou que alguns, senão todos, ferimentos foram auto-induzidos.

Os órgãos abdominais abaixo da costela das quatro cobaias havia sido removido. Enquanto o coração, pulmões e diafragma estavam no lugar, a pele e a maioria dos órgãos ligados à costela haviam sido removidos, expondo os pulmões através delas. Todos os vasos sanguíneos e órgãos remanescentes permaneceram intactos, eles só haviam sido retirados e colocados no chão, rodeando os corpos eviscerados, mas ainda vivos das cobaias. Podia-se ver o trato digestivo dos quatro trabalhando, digerindo comida. Logo ficou aparente que o que estava sendo digerido era a própria carne que eles haviam arrancado e comido durante os dias.

A maioria dos soldados ali presentes eram das operações especiais russas, mas muitos se recusaram a voltar à câmara e remover as cobaias. Elas continuaram a gritar para serem deixadas ali e também pediam para que o gás voltasse, pelo menos elas dormiriam.

Para a surpresa de todos, as cobaias ainda lutaram durante o processo de serem removidas da câmara. Um dos soldados russos morreu ao ter sua gargante cortada, e outro foi gravemente ferido ao ter seus testículos arrancados e uma artéria da sua perna atingida pelos dentes de uma das cobaias. Outros cinco soldados perderam suas vidas, se você contar os que se mataram semanas depois do incidente.

Durante a luta, um dos quatro sobreviventes teve seu baço rompido, e ele começou a perder muito sangue quase que imediatamente. Os pesquisadores médicos tentaram sedá-lo mas foi impossível. Ele havia sido injetado com mais de dez vezes a dose normal de morfina para humanos e ainda lutava como um animal, quebrando as costelas e o braço de um médico. Houve um ponto em que seu coração bateu fortemente por dois minutos, após ele ter sangrado tanto ao ponto de ter mais ar em seu sistema vascular do que sangue. Mesmo depois do coração ter parado, ele ainda continuava a gritar e a lutar por 3 minutos, gritando a palavra “MAIS” sem parar até ficar fraco e finalmente calar-se.

O terceiro sobrevivente estava muito contido e foi levado para um consultório, os outros dois com as cordas vocais intactas continuavam a implorar pelo gás para serem mantidos acordados...

O mais ferido dos três foi levado para a única sala cirúrgica que ali havia. 


Continua...

quarta-feira, 4 de março de 2015

A Floresta parte 2/2

Dia 4:

Ainda não acredito no que encontrei na floresta, ele me ajudou muito, aqueles garotos me encontraram quanto eu estava voltando do mercado e se não fosse por ele, não sei o que teria acontecido, não me preocupo mais com vultos na casa ou sons estranhos, sei que é apenas meu amigo da floresta."
Mais três folhas estavam estragadas, e manchadas por algum fluído preto, porem, de uma delas foi possível traduzir algo.

Dia 7:



Aqueles garotos não apareceram mais na escola, não sei o que aconteceu, ele disse que não faria nada de mais com eles, acho que ele matou os garotos, estou com medo, não consigo me concentrar em nada, eu vejo ele por toda a parte agora até na escola, e ninguém mais vê, minha 
Dark.jpgcabeça chia quando ele está por perto, e ele fica falando coisas estranhas, como retribuição ou algo assim, acho que ele não é meu amigo acho que (parte da pagina danificada pelo fluido preto), enfim, vou dormir."

Mais uma folha muito danificada pelo fluido preto.

Dia 9:


Minha cabeça está chiando, não consigo pensar direito, não lembro das coisas, não lembro se vejo ele sempre ou só algumas vezes, acho que ontem a noite eu sai e fui na floresta e ele me disse que (parte da pagina rasgada) acabasse eu também acabaria, estou cansado e não consigo dormir."

As páginas do diário foram encontradas ao lado do corpo mutilado de Lucas na floresta, não acharam nenhuma pista, a não ser por uma folha branca com um circulo distorcido com um X no meio escrito com o mesmo fluido preto, os garotos que atormentavam Lucas foram encontrados as margens de um córrego próximo a rodovia por um casal de fazendeiros, estavam em decomposição e era possível notar uma expressão de horror em seus rostos. O pai de Lucas ficou muito debilitado com a morte do filho e se mudou para a cidade de sua mãe.
X.jpg

terça-feira, 3 de março de 2015

A Floresta Parte 1/2

Lucas era um estudante muito jovem que havia mudado há apenas dois meses para uma nova cidade, verde, chuvosa, e que dava um impressão deprimente de esquecimento, mas isso era um consolo para ele, em sua antiga e ensolarada morada perdeu horrivelmente ambos sua madrasta e seu irmão mais velho num assalto, Lucas nunca foi sociável, e era sensível, mudando de humor quase sempre, não era tão ligado a sua madrasta porque a mesma apesar de se esforçar não disfarçava que o achava estranho, porem a perda de seu irmão mais velho o traumatizou muito e o deixou em um estado psicológico muito debilitado. Desde que tudo aconteceu seu pai que sempre foi super protetor com ele, acabou ficando ainda mais.

Um garoto inteligente e criativo, Lucas gostava de estudar, e a muito tempo queria sair daquela cidade sem graça, nas horas vagas gostava de aproveitar a natureza de seu jeito. Seus últimos dias foram relatados num diário, cujo o qual foram perdidas muitas folhas.

Dia 1:

Tem dois meses que mudei para essa cidade, eu não costumo escrever em diários mais vou começar a fazer isso agora, acho que vai ser relaxante, mesmo essa dor sem fim não me fez deixar de notar como esse lugar me agrada, meu pai só mudou pra cá por minha causa, a escola é legal também, não falei com ninguém, como já esperava, mas uns garotos mexeram comigo. Não gostei nada disso. A monitora chamou a atenção deles. Como se isso fosse adiantar. Mas ignorei, e ao chegar em casa vi um recado do meu pai na secretária eletrônica dizendo que tinha que organizar algumas coisas então chegaria tarde em casa nos próximos dias, disse para eu não sair e trancar tudo, já que ele não havia achado ninguém para cuidar de mim enquanto ele estava fora, eu comi umas maçãs e sai, fui andar na floresta. Desde que cheguei senti 'algo' naquela floresta, exatamente por isso que gostei dela. Lá não tem pessoas me incomodando, só tem o silêncio, fiquei lá até as primeiras estrelas aparecerem e fui pra casa, fiz tarefas, tomei banho e agora vou dormir.

As páginas 2 e 3 falavam sobre a floresta e algo sobre ódio pelos garotos que o atormentavam. Então não foi possível descobrir nada de concreto nas duas.

Continua...

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