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domingo, 8 de dezembro de 2013

Jeff The Killer agora ator ?!

Será lançado um filme sobre o Jeff The Killer.
Go To  Sleep (vá dormir)  é um 2014 americano Slasher filme baseado na lenda urbana "Jeff The Killer". Estrelas: Adam West
Danielle Panabaker, Katie Cassidy, Josh Hutcherson, Michelle Tractenberg, Nico Tortorella, Ellen Wroe, Jean Luc Bilodeau, Bobby Campo, Katrina Bowden, Arlen Escarpeta, Meagan Tandy, Derek Mears e Mark Wahlberg. Ele estava indo originalmente para ser lançado nos cinemas em 31 de outubro de 2013, mas em última análise, adiado para 02 junho de 2014. É dirigido por Adam Wingard e feito por Dimension Films e Ghost House Pictures. O filme foi um sucesso de bilheteria e recebeu elogios da crítica por ele é refrescante tom ao gênero slasher. Ele é classificado como impróprio para a violência horror perturbador e, imagens violentas nesga, alguns sexualidade / nudez e linguagem forte breve.

Esse filme promete eu serei um dos primeiros a assistir.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Cordeiro nasce com face humana

Uma ovelha deu à luz um cordeiro morto com face humana. O animal nasceu em uma vila não muito longe da cidade de Izmir, Turquia.

Erhan Elibol, veterinário, realizou o parto cesariano para tirar o cordeiro, mas ficou horrorizado com o rosto do cordeiro que se assemelhava a um judeu.

“Eu já havia visto mutações em vacas e ovelhas antes. Eu já vi uma ovelha de um olho, duas cabeças, cinco pernas. Mas quando vi esse mais recente não acreditei no que viram meus olhos. Sua mãe não podia ter tido ele e eu precisava ajudar o animal.” disse o veterinário de 29 anos.

A cabeça do cordeiro tem feições humanas – os olhos, o nariz e a boca – só as orelhas que ainda são de ovinos.

Veterinários dizem que esta é uma rara mutação mais possivelmente resultada de uma nutrição imprópria desde que a forragem da mãe do cordeiro ficou abundante em vitamina A, relatou a CNNTurk.com.

No Zimbábue, uma cabra deu à luz a um bicho semelhante em setembro de 2009. O bebê mutante que nasceu com feições humanas ficou vivo por muitas horas até ser morto pelos residentes da vila.

O governador da província onde onde a cabra feia nasceu disse que a pequena cabra foi fruto de um relacionamento inatural entre uma cabra e um homem.

“Esse incidente é muito chocante. É a primeira vez que vejo uma coisa maligna dessa. Isso realmente é vergonhoso.” disse o entrevistado. “É uma cabeça humana enquanto o corpo é de uma cabra. É evidente que um homem adulto é o responsável. Forças do mal fizeram essa pessoa perder o controle. Nós costumamos ouvir casos de humanos que cometeram bestialidades mas esta é a primeira vez que um ato desse criou um produto com feições humanas.” ele adicionou.

A criatura mutante era careca. Residentes locais relataram que cães tinham medo de se aproximar do bizarro animal.

Os residentes locais queimaram o corpo da pequena cabra. Biólogos não tiveram a chance de estudar a rara mutação.

Fonte: Criptomania




terça-feira, 1 de outubro de 2013

GTA 5 Quem matou Leonora

Por definição, um Easter Egg consiste em uma “piada interna”, mensagem ou recurso escondidos intencionalmente. A referência ao Ovo de Páscoa se deve à tradição de “caça aos ovos” existente em algumas culturas: doces e afins são escondidos para as crianças encontrarem.

Nesse sentido, um Easter Egg funciona da mesma forma: é algo que não está presente na história principal de um jogo, sendo necessário procurar e, comumente, fazer coisas extravagantes para encontrar as brincadeiras e referências.

Em Grand Theft Auto V, sucesso de vendas logo na pré-venda, a história não poderia ser diferente, sobretudo porque se trata de um game tão grande e tão esperado pelos fãs – além de contar com uma característica de exploração típica da série, dando bastante liberdade ao jogador. Neste artigo, você vai descobrir como ver um fantasma dentro de GTA V, o qual faz referência a uma missão secundária que você pode encontrar enquanto explora a cidade.



1. Em uma das missões secundárias de GTA V, você deve acessar pelo navegador de internet do jogo o site www.whokilledleonorajohnson.com/page15. Essa página apresenta uma dica para Easter Egg em questão.



2. O local a ser encontrado fica no nordeste do mapa (canto superior direito).



3. Chegando lá, você encontra algumas pedras perto do desfiladeiro.



4. Saia do veículo e dirija-se para o local indicado na figura abaixo, um pouco à esquerda das pedras. Não se aproxime muito.



5. A área abaixo delimita mais ou menos até onde você pode chegar.



6. Espere até, aproximadamente, 23 horas – o fantasma aparece apenas nesse horário.



7. Procure trazer um rifle de precisão com mira telescópica (vulgo sniper), pois assim você conseguirá ver a aparição com nitidez sem fazê-la desaparecer.



8. Atirar nela não faz nada e, chegando perto demais, ela simplesmente desaparece.



9. No local exato onde ela estava parada, é possível ler a mensagem sangrenta que indica o nome do assassino: “Jock”.



Caso você tenha lido a notícia do jornal mencionada no primeiro item, acaba confirmando que o marido matou a esposa. Além disso, talvez você reconheça o personagem Jock de outras missões.


Pesquise no site [do gta(o jogo)] e veja bastante sobre a Leonora e escreva todo o desenrolar dessa macabra história
Talvez você consiga concluir essa suposta missão secundária.
O cara que sou um grande fã postou sobre esse easter egg.



Divirta-se ou não.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Obscuros 2# O mistério de Candle Cove

05

 Talvez o episódio abaixo seja o real mas se for... talvez vocês se lembrem:


Meio Foeçado não? Mas para crianças devem ter até traumatizado!!!
 Ai vai uma discussão desse episódio no USA:


NetNostalgia Fórum – Televisão (TV local)

mike_painter65 mike_painter65
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
parece muito familiar para mim….. eu cresci fora de Ashland e tinha 9 anos de idade em 72. Candle cove… era sobre piratas? Lembro de uma marionete de pirata na boca de uma caverna conversando com uma menina

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
SIM! OK eu não sou louco! Lembro-me do pirata Percy. Eu meio que sempre tive medo dele. Parecia que ele era feito a partir de peças de outros bonecos, negócio de baixo orçamento. Sua cabeça parecia de uma boneca de porcelana antiga, parecia uma antiguidade que não pertencia bem naquele corpo. Eu não me lembro qual estação que passava! Embora não acho que foi na WTSF.

Jaren_2005 Jaren_2005
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Desculpe ressuscitar este tópico antigo, mas eu sei exatamente que programa que você quer dizer, Skyshale. Acho que candle cove foi ao ar por apenas alguns meses em 71, não, 72. Eu tinha 12 anos, e eu o assisti algumas vezes com meu irmão. Era no canal 58, mas sei lá de que estação que era. Minha mãe me deixava mudar para ele após o noticiário. Deixe-me ver do que mais me lembro.
Se passava na Enseada da Vela (Candle cove) e era sobre uma menina que se imaginava ser amiga com os piratas. O navio pirata era chamado de Laughingstock (Ridículo) e o Pirata Percy não era muito bom pirata, porque ele se assustava com muita facilidade. E havia música de um caliópe tocando constantemente. Não lembro o nome da menina. Janice ou Jade ou algo assim. Acho que era Janice.

Skyshale033 Skyshale033 Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local? Obrigado Jaren! Memórias me inundaram quando você mencionou o navio Laughingstock e o canal 58. Lembro-me da proa do navio, era um rosto sorridente de madeira, com a mandíbula inferior submersa. Parecia que estava engolindo o mar e tinha aquela voz e risada terrível que lembrava aquele comediante Ed Wynn. Lembro-me particularmente quão chocante era quando eles mudaram o modelo de madeira / plástico do boneco, para a versão de espuma da cabeça falante.

mike_painter65 mike_painter65
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
ha ha eu também me lembro agora. ;) você se lembra skyshale desta parte: “… você tem… que ir… pra dentro.”

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Mike Ugh, eu tive um calafrio lendo isso. Sim, eu lembro. Isso é o que o navio sempre dizia ao pirata Percy, quando havia um lugar assustador que ele tinha que ir, como uma caverna ou um quarto escuro onde estava o tesouro. E a câmera focava no rosto do navio em cada pausa da frase. "VOCÊ TEM… QUE IR… PRA DENTRO.” Com seus dois olhos tortos e aquela espuma vagabunda, e a linha de pesca que abria e fechava sua mandíbula. Ugh. Parecia simplesmente tão barato e horrível.
Vocês se lembram do vilão? Ele tinha um rosto que era apenas um bigode acima de dentes altos e estreitos.

kevin_hart kevin_hart
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Eu sinceramente, sinceramente pensei que o vilão foi Percy o pirata. Eu tinha cerca de 5 anos quando este show foi pro ar. combustível para pesadelos.

Jaren_2005 Jaren_2005
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Aquele não era o vilão, o boneco com o bigode. Esse era o ajudante do vilão, Horace o horrível. Ele tinha um monóculo também, em cima do bigode.Eu costumava pensar que isso significava que ele tinha apenas um olho.
Mas sim, o vilão era outro marionete. O Pega-Peles (Skin-Taker). Eu não acredito que deixavam a gente assistir aquilo na época!

kevin_hart kevin_hart
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Jesus! Jesus! O Pega-Pele. que tipo de programa infantil estávamos assistindo? Eu realmente não conseguia olhar para a tela quando o pega-pele aparecia. ele simplesmente descia do nada em suas cordas de marionete, apenas um esqueleto sujo vestindo uma cartola marrom e capa. e seus olhos de vidro que eram grandes demais para seu crânio. Cristo todo poderoso!

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Não eram sua cartola e capa costuradas de forma meio doida? Era pra ser supostamente a pele das crianças?

mike_painter65 mike_painter65
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
sim eu acho que sim. lembro que sua boca não abria e fechava, seu queixo simplesmente movia pra frente e pra trás. Lembro-me da menininha perguntando “porque sua boca se move desse jeito?” E o pega-pele não olhou para a menina, mas para a câmera e disse: “PRA MOER SUA PELE”

Skyshale033 Skyshale033 Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local? Estou tão aliviado que outras pessoas se lembram deste programa terrível! Eu costumava ter essa lembrança horrível, um pesadelo que eu tinha. quando a musica da abertura acabava, a tela do programa ficava preta, e todos os personagens estavam lá, mas a câmera ficava apenas cortando a imagem para cada um dos seus rostos, e eles ficavam apenas gritando, e os fantoches e marionetes se contorcendo em espasmos, e apenas gritando, gritando. A menina estava gemendo e chorando como se tivesse passando por isso durante horas. Acordei muitas vezes desse pesadelo. Eu costumava molhar a cama quando eu o tinha.

kevin_hart kevin_hart
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Eu não acho que era um sonho. Eu me lembro disso. Eu me lembro que isso foi um episódio.

Skyshale033 Skyshale033
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Não, não, não é possível. Não havia historia ou qualquer coisa, quero dizer, literalmente, eles ficavam lá chorando e gritando o programa todo.

kevin_hart kevin_hart
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
talvez eu esteja fabricando a memória porque você contou isso, mas eu juro por Deus que eu me lembro de ver o que você descreveu. eles só gritavam.

Jaren_2005 Jaren_2005
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Oh Deus. Sim! A menininha, Janice, eu me lembro de vê-la tremer. E o Pega-pele gritando através dos seus dentes rangendo, sua mandíbula adernando tão selvagemente que achei que ia se soltar dos fios. Desliguei a TV e foi a última vez que eu assisti. Corri para contar ao meu irmão e nós não tivemos a coragem de ligá-la no programa novamente.

mike_painter65 mike_painter65
Assunto: Re: Candle Cove – Show infantil local?
Visitei hoje a minha mãe na casa de repouso. Perguntei-lhe sobre quando eu era pequeno no início dos anos 70, quando eu tinha 8 ou 9, e se ela lembrava de um programa de criança, chamado candle cove. Ela disse que estava surpresa que eu me lembrasse disso, e eu perguntei e ela porque, e ela disse: “porque eu costumava pensar como era estranho. Você dizia” eu vou assistir Candle cove agora mãe “e então você ligava a tv num canal qualquer que só tinha estática e chiados vazios, e começava a assistir uma tela chuviscada durante 30 minutos. você tinha uma grande imaginação com o seu pequeno show sobre piratas.”

Obscuros 7# Futuro Mutante


Não leia caso você tenha problemas cardiacos!


 07

22 de janeiro de 2027: Dr. Hagiru Sato e sua equipe de cientistas do Japão, América, Canadá e Grã-Bretanha começam a trabalhar em uma máquina de transferência de matéria-energia.

11 fevereiro de 2033: Primeira máquina é testada com sucesso depois de mais de uma centena de testes desastrosos. Controvérsias sobre a natureza destrutiva da tecnologia inflama.

18 de julho de 2033: Um incidente catastrófico com uma máquina de matéria-energia destrói a cidade de Hiroshima, com uma devastação que não se via desde as bombas atômicas que foram lançadas quase 90 anos antes. Funcionários do governo japonês implementaram o fechamento e proibição de trabalhos com esta tecnologia, embora as potências ocidentais permitiram que os trabalhos continuassem, apesar do acidente.

22 de abril de 2035: Primeiro avistamento de indivíduos infectados. A maioria são animais, porém alguns humanos também se mostram suscetíveis à infecção. Os infectados são vistos aos arredores das ruínas de Hiroshima.

13 de maio, 2035: A parte norte do Japão fica em quarentena completa. Anarquia logo se espalha através das regiões infectadas. 15% dos seres humanos expostos à doença são imunes e não mostram efeitos colaterais, 84,9% são afetados fatalmente pela doença que causa tumores cancerosos. 0,1% das pessoas expostas são mostradas com mutação de sucesso. O "vírus" é encontrado para examinarem seu material genético, que causa mutações rápidas em indivíduos infectados. Toda a vida animal de grande porte é logo infectada.

01 de janeiro de 2040: 98% de todos os animais no Japão são extintos; os ecossistemas agora são governados por seres infectados com o vírus.

8 de maio de 2048: Força de Defesa Japonesa prende indivíduos infectados para prevenir a quarentena. São vistos ataques coordenados por humanos infectados e pelos animais. Ato nível de inteligência confirmado.

10 de maio de 2048: Eles não conseguem, a nação do Japão deixa de existir.

13 de outubro de 2048: Um navio dos Estados Unidos é atacado e afundado por uma força desconhecida. Mais tarde revelou ser um ataque coordenado por infectados. Uso de armas atômicas para destruir toda a vida no Japão foi considerado, mas negado.

12 de fevereiro de 2052: Alguns habitantes não-infectados do Japão são vistos por observadores exteriores. Os sobreviventes começaram a adotar os infectados em suas religiões. Parte desta religião é uma proibição total de armas e a proibição da violência contra indivíduos infectados. Aquilo é surpreendentemente eficaz para cessar o conflito com indivíduos infectados.

02 de abril de 2055: Casos de infectados se espalharam para a América do Norte. Militares estão preparados para uma tentativa de conter a infecção. Centenas de milhares de pessoas começam a morrer nos Estados Unidos, Canadá e México.

11 março, 2061: O Exército dos Estados Unidos começa a experimentar com a proeza de combate de animais infectados, que são mostrados terem uma ligação amigável aos seres humanos que os tratam bem, muito parecido com os cães. Os testes iniciais excederam as expectativas. Mais tarde, naquele mesmo ano, China, Rússia, Vietnã e Coréia do Norte reagem ao assinar o Pacto Kommu, garantindo a proteção contra o Ocidente agora totalmente dominado.

02 de julho de 2063: A aliança Kommu declara guerra aos Estados Unidos. Infectados usados com grande efeito.

09 de novembro de 2066: A guerra termina. Estados comunistas são dissolvidos, China e Rússia (e todos os da Ásia) estão agora sob a jurisdição da NATO.

25 de dezembro de 2072: As regiões agora divididas que uma vez foram o Japão, começam a se abrir para o mundo exterior. Principalmente através científica trade-off.

01 de fevereiro de 2081: cientistas japoneses começam a se esgueirar para o Brasil que está fortemente infectado. Eles recuperam o DNA de uma das pessoas que acreditam ser um dos primeiros infectados.

Crenças são de que os infectados são, na verdade a próxima fase na evolução, e para encontrar um dos originais seria melhor ajudar o seu entendimento. Há muitas tentativas de clonagem que tentaram mas falharam, porém o experimento final é bem sucedido. O resultado desta experiência, capaz de auto-indução de transferência de energia-matéria, é responsável pela morte de dezenas, antes de fugir.

22 de maio de 2081: Ash Ketchum completa 10 anos de idade, e sai em uma missão para capturar alguns dos maiores animais mutantes conhecidos pelo homem.

Obscuros 3# Earthbound e o caso Paula

Ai vai uma  grande e boa Creepy espero que gostem...
Boa leitura!
Por favor, me ajudem! Estou divulgando isso porque estou desesperado. Uma amiga minha chamada Paula desapareceu na semana passada e a única pista que tenho é o notebook dela, encontrado descarregado no banheiro pelos pais, que também estão completamente desesperados.
Como sempre fomos muito amigos, eu tinha a senha do Facebook dela e imaginei que fosse a mesma do notebook e tive a sorte de estar certo. Então eu liguei ele para ver se encontrava alguma pista, qualquer coisa. Tudo estava normal, tirando uma coisa: O desktop dela, que sempre foi cheio de jogos, tinha apenas uma imagem chamada I see you e um texto incompleto que vou mostrar agora para vocês:

Meu nome é Paula, tenho 21 anos e digamos que eu possa me considerar gamer, escrevo esse texto para que alguém possa me ajudar de alguma forma, estou desesperada, aqui contarei o que aconteceu comigo nos últimos meses, bem, eu sempre gostei dos consoles da Nintendo e há dois meses, no dia do meu aniversário, um amigo muito próximo meu resolveu me presentear com um jogo que eu gostava muito: Earthbound.

Até ai tudo ótimo, fiquei feliz pois adorava o jogo e já tinha zerado ele uma vez. Como eu tinha o final de semana todo livre eu dividia entre sair com meus amigos e jogar um pouco para relembrar minha infância, mas coisas estranhas começaram a acontecer desde então.

O primeiro dia, tirei meu SNES empoeirado do armário e abri um sorriso, senti um sentimento de nostalgia enorme, soprei a fita só pra sentir de novo a emoção de começar um jogo e a coloquei no console. Tudo normal até ai, o jogo rodava perfeitamente.

A medida que ia jogando, ia ficando mais viciada e em todo tempo livre que tinha eu jogava, as vezes faltava a faculdade e me trancava no quarto. Minha mãe começou a me encher muito, falando que eu estava exagerando e que meu comportamento tinha mudado, antes eu me revoltava com ela, agora eu vejo como mudei.

Primeira semana foi uma maravilha, não sentia dificuldades por já lembrar bem das coisas do jogo, na segunda semana ele começou a travar, as vezes eu tinha que desligar e soprar a fita várias vezes. E com as travadas vieram os pesadelos.

Eram pesadelos que eu nunca tive antes, eu estava em uma espécie de maca, tinha fios e canos por toda parte, sentia algo gelado arrepiando meu pescoço e algumas pontadas na mão. Acordava com marcas, furos nas costas da minha mão e nos meus pulsos. No começo nem liguei, os furos eram pequenos e pareciam picadas de insetos.



Já nas outras semanas eu ouvia sussurros, por toda a parte, não só quando eu estava dormindo, pareciam chamar meu nome, isso me dava um medo insano, uma paranóia estranha. Eu não tinha associado isso ao jogo de primeira, pois ele continuava normal, mas comecei a relacionar logo quando estava chegando perto do fim.

O jogo tinha algumas cenas que eu não me lembrava que tinham, como aparições da personagem Paula (minha xará) em lugares que ela normalmente não aparecia no jogo, e ela simplesmente estava lá, parada, sem fazer nada, não era possível interagir de forma nenhuma com ela. Outras cenas ela apenas falava: I see you.

Era hora da batalha contra o Giygas, de acordo com muitos, um dos chefões mais perturbadores do mundo dos games, para mim era apenas um boss normal. Resolvi fazer algo de diferente, coloquei meu dvd player para gravar a luta. Quando subi o caminho orgânico em direção ao Giygas, esperando a aparição de Pork, me surpreendi quando vi a Paula para lá, do mesmo jeito que tinha visto em outros lugares do game. Não tinha como passar daquela parte do jogo, já estava quase desistindo quando a Paula resolveu falar, mas era uma voz mesmo, e surgia da minha cabeça, dizia: I see you.

O jogo pulou direto para a batalha contra o Giygas. Parecia tudo normal, mas eu já estava tremendo de medo e pensando em desligar tudo, mas algo me mantinha ali, parada, apertando os botões, algo me movia a derrotar o Giygas. Percebi que algumas opções de batalha sumiam a cada turno, e depois apareciam, isso atrasava um pouco minha luta contra ele, mas como isso só acontecia quando dava umas travadas, resolvi relevar. Eu estava perdendo muito HP, tinha quase certeza que não ia conseguir derrotá-lo, fui ficando nervosa, com medo, as vezes levava o dedo para desligar a TV mas hesitava, comecei a suar frio, uma das opções na luta contra o Giygas era o Pray, e essa opção só começou a aparecer quando eu estava quase para perder, cliquei nela e comecei a realmente rezar para que tudo aquilo passasse e eu pudesse ter minha vida normal de novo, fui ficando cada vez mais tonta, algo estranho parecia percorrer minhas veias, o sussuros voltaram, acabei adormecendo.

Não sei quanto tempo passei dormindo, mas tive pesadelos que me deixaram perturbada, era uma parede com sangues por toda parte, barulhos de facas, coisas cortantes. Acordei e rapidamente olhei para a tela de jogo, aquilo me assustou e abafei um grito. Era a personagem Paula, toda ensanguentada, parecia olhar para mim, apesar da baixa qualidade gráfica do jogo, podia-se perceber uma cara de desespero, comecei a chorar de medo e desespero, aquilo não era normal, tudo parecia um sonho, o jogo desligou sozinho e então vi uma luz no teto, parecia querer me puxar, corri desesperada para a sala, apesar de desconhecer o que era aquilo, minha mente pensava o tempo todo: são eles, eles que vieram te buscar. Eu não parava de chorar, minha mãe ainda não tinha chegado do trabalho e eu sentia que podia ser sequestrada a qualquer momento, a primeira reação foi tentar ligar para alguém, meu celular não pegou, então corri com o notebook para o banheiro para escrever essa mensagem, preciso d

Obscuros 6# Marena Mordegard Glesgov

Se você possui problemas cardiacos não leia!




O internauta desavisado navega tranqüilamente no mar de vídeos de meninas se beijando, garotas rebolando e vídeos idiotas de amigos se esbofeteando. O sujeito toma um gole de refrigerante enquanto clica aleatoriamente em diversos vídeos na sidebar do Youtube. Subitamente, uma imagem vermelha com um sujeito no centro lhe chama a atenção. O cara decide parar de ver o clipe do Michael Jackson que estava rolando e resolve ver do que se trata aquele vídeo.

Quando o vídeo finalmente carrega, ali esta um sujeito olhando para a câmera. O fundo não dá pra entender bem, é vermelho mas não é possível localizar o local. O estranho esta parado como uma estátua. Pequenos movimentos mostram que não é um frame congelado. O sujeito não tem expressão e permanece olhando fundo na direção da câmera. Lentamente um estranho ruído começa. Tudo gira ao redor do internauta. Ele sente seu coração bater cada vez mais forte. Um arrepio percorre seu corpo, eriçando seus cabelos. Um tipo louco de confusão começa e num grito aterrador o internauta cai para trás, se debatendo. Enquanto isso, o som do vídeo é cada vez mais alto e o estranho homem continua a olhar impassível para a câmera.

O internauta se debate em um tipo grotesco de frenesi, se arranha compulsivamente aos gritos e enfia os dedos nos olhos. Gritando de dor e ódio ele arranca os próprios globos oculares, pega um estilete sobre a mesa e corta algo incompreensível em latim no pulso esquerdo.

Ele subitamente fica imóvel no centro da sala. Tem as órbitas dos olhos vazias e sangrando. Ele fica de frente com aquela figura do vídeo. Um som de sino toca nos auto falantes. O internauta anda roboticamente até a gaveta, pega um envelope plástico e joga os olhos ali dentro. Abre a outra gaveta, pega um envelope pardo, nele escreve com letras tremidas:

Aos cuidados do Youtube.

Em seguida joga o saco com os olhos ali dentro, fecha o envelope e sai de casa de modo hipnótico como se estivesse sendo controlado por uma força invisível.

A casa fica vazia, iluminada apenas pelo vídeo vermelho do homem estranho. Finalmente ele dá um sorriso e o vídeo acaba!



A Lenda

Há um vídeo no YouTube chamado Mereana Mordegard Glesgorv. Se você pesquisar isto hoje em dia, não encontrará nada. As poucas vezes que encontrar alguma coisa, tudo que você verá é um vídeo de 20 segundos e alguns mais longos com loops infinitos de um homem olhando fixamente para você, sem expressão, depois sorrindo nos últimos 2 segundos. O fundo é indefinido. Esta é apenas uma parte do vídeo original.

O vídeo completo tem duração de 2 minutos, e foi removido do YouTube depois que 153 pessoas que viram o vídeo arrancaram seus próprios olhos e enviaram-os até a sede do YouTube em San Bruno. Foi dito que as pessoas também haviam cometido suicídio de várias maneiras. Ainda não se sabe como eles conseguiram enviar seus próprios olhos depois de arranca-los. A inscrição enigmática que eles cortavam em seus braços ainda não fora decifrado.

O YouTube irá periodicamente colocar os 20 primeiros segundos do vídeo para amenizar as suspeitas, para que as pessoas não procurem pelo vídeo original e enviem-no novamente. O vídeo em si foi visto apenas por um membro da equipe do YouTube, que começou a gritar após os primeiros 45 segundos. Este homem está agora sob sedação constante e é aparentemente incapaz de relembrar o que viu. As outras pessoas que estavam na sala enquanto ele via o vídeo desligaram-o para ele. Elas disseram que tudo o que ouviram na hora foi um som muito agudo e muito alto. Nenhum deles ousou olhar para a tela.

A pessoa que enviou o vídeo nunca foi encontrada, sendo que o endereço IP dava como inexistente. O homem no vídeo também nunca foi identificado!

Obscuros 9# O post-it

Obscuros 10# KillShitck

Na primavera de 1989 a corporação Karvina lançou um jogo curioso, cujo a disseminação entre os estudantes americanos naquele outono foi rápida e fácil. Entretanto o tempo de sua popularidade ter sido foi curta.

O jogo era “Killswitch”.





Na superfície era um variante de mistério com Survival Horror, um percussor das Franquias Myst e Silent Hill. A narrativa mostrava a complexidade pela qual Karvina era conhecida, embora os gráficos fossem monocromáticos, vagas sombras cinzas e brancas em um fundo preto. Uma versão em slow motion de uma música folclórica Checa tocava em looping do começo ao fim durante o jogo. Os jogadores poderiam escolher entre dois personagens: Um demônio invisível chamado Ghast ou uma mulher humana visível, ou um humano visível, Porto. Jogar com Ghast era consideravelmente mais difícil devido a sua invisibilidade total, e os jogadores eram sujeitos a re-iniciar o jogo para jogar com Porto depois da primeira fase, na qual era impossível pular ou mirar. Entretanto, Ghast era claramente o personagem mais poderoso, soprava fogo e fumaça, mas apesar de estar acima da habilidade da maior parte dos jogadores saber de onde sairia o fogo, um demoniozinho jogava fumaça venenosa invisível quando o fogo acabava, Porto se tornava, querendo ou não, a única opção. A habilidade singular de Porto era mudar de tamanho, ela se expandia e se contraia de durante o jogo. Um engenheiro do Kansas alegou ter descoberto o padrão envolvido, mas por razões o quais ficarão óbvias, ele perdeu seu trabalho.

Porto desperta acorda no escuro, com ferimentos nos cotovelos, confusa. Procurando um jeito de sair, ela chega a uma mina de carvão, onde lentamente é revelado que antigamente lá ela trabalhava. Investigando o colapso da mina, por demônios similares a Ghast, empregados mortos, Golems de carvão e inspetores demoníacos da corporação Sovatk, quais os corpos eram vestidos em vermelho, a única cor no jogo. A única cor no jogo. O ambiente, mesmo que primitivo, se torna genuinamente sinistro, conforme o jogo progride. Não há Chefões, em nenhum aspecto; Porto simplesmente tem de se mover fisicamente pelos túneis para alcançar os níveis seguintes enquanto seu tamanho varia vorazmente nos espaços entre as fases.

A história que emerge através das descobertas de Porto com fitas magnéticas, arquivos e trabalhadores de fábrica mutilados, que eram antes seus amigos, e decifrando um código impressionantemente complexo em escritas em uma série de machados de ferro que os jogadores tem de coletar (essa parte do jogo era praticamente comicamente complexa, e muitos jogadores até “Porto881” postar um criptograma na coluna BBS. Tentativas de contatar esse jogador forma sem sucesso, e o nome de usuário não está mais sendo usado em nenhum serviço conhecido) é que o empregado, na pressão para aumentar a produção de carvão, começou a falsificar registros de falhas e trabalhadores falhos, para gerar a desculpa da produção baixa, o qual incentivou a inspeção Sovatk. Oficias foram despachados, cada um para um mineiro, e um extraordinário histórico de tortura foi revelado, com homens vestidos de vermelho de pé ao lado dos trabalhadores, inserindo pequenas facas nas suas juntas quando a produção diminuía ( É de se admitir que não era uma crítica muito sutil das táticas industrias da era soviética, e enquanto a cidade de Karvina era devastada pelo departamento de carvão industrial, mais de uma tese interpretou Killswitch como uma crítica política).

Depois de resolver os códigos dos machados, Porto acha uma fita gravada, a qual uma voz masculina fala para ela que o fogo da terra ergueu-se em suas defesas e fluiu no coração dos arruinados, pré-equipamento que eles usaram para acordar e vingar os trabalhadores. Geralmente se assume que o “fogo da terra” são os demônios que parecem Ghast, fumaça de carvão e corpos gasosos habitando as velhas máquinas. As próprias máquinas eram tão “grandes” que os gráficos apenas mostravam apenas dois ou três dentes de engrenagem ou uma esteira de rolagem em vez de todo o aparelho. As máquinas deixavam os inspetores loucos, e eles desapareceram nas cavernas com suas facas (apenas para voltarem para perturbar Porto, é claro). Os trabalhadores eram esmagados e mutilados nos ataques violentos. A própria Porto tinha sido empurrada para dentro de um buraco por uma máquina raivosa, e o seu tamanho variável, se era algo real e não imaginado, implicava em ser o resultado de gases tóxicos que ela inalou enquanto lá.

O que acontece a seguir é a parte mais intuitiva e oculta do jogo. Não há razão lógica para prosseguir no jeito “correto”, e de novo foi Porto881 que veio socorrer a comunidade decadente de Killswitch. Na câmara atrás da fita gravada há uma grande fornalha onde o carvão era transformado em pó. Não se tinha ideia do que ela era destinada a fazer nessa sala. Os jogadores tentavam praticamente tudo, de se sacrficar Porto como se ela fosse o próprio carvão, sendo processada, como se a máquina nunca tivesse “acordado”. Porto881 descobriu a solução, e postou nos quadros de Columbia. Se Porto ingerisse o pó cru, ela iria ter seu corpo controlado, e poderia lutar para chegar às fases finais da mina, que são impossíveis de passar na sua fase gigante, segurando a fita que tinha aquela maravilhosa história.
Entretanto, enquanto ela está rastejando pelo último túnel para surgir na superfície, a tela fica repentinamente branca.

Killswitch, por seu design, se deleta sozinho depois que o jogador termina o jogo. Não é recuperável de nenhuma forma, todos os traços do jogo são removidos do computador do usuário. O jogo não pode ser copiado. Para todas intenções e propósitos apenas existe para aqueles que estão jogando, e então ele se cessa por completo. Não pode ser jogado novamente, sem saber de segredos futuros ou caminhos narrados, não permite que outra pessoa jogue, e o mais importante: é impossível jogar uma vez com Porto e outra com Ghast.

Previsivelmente, a lamentação dos jogadores foi enorme. Várias rotas para resolver os problemas foram feitas, sem nenhuma eficácia. A coisa mais comum e simples de se fazer era comprar mais cópias do jogo, mas a Corporação Karvina apenas lançou no mercado 5 mil cópias e negou lançar mais edições. O texto a seguir é uma cópia de uma imprensa da corporação em Maio de 1990:

“Killswitch foi feita para ser uma experiência de jogo única: como na realidade, ela não pode ser repetida ou revivida. Alguns podem dizer que não é nem possível de ser contada. A morte é o fim; a morte é completa. O destino de Porto e seu amável Ghast são desconhecidos assim como os seus próprios. Foi assim que a corporação Karvina desejou ser e é assim que é, e nós pedimos para nossos clientes que respeitem esse desejo. Tenha certeza que Karvina continuara a providenciar jogos de qualidade para o Oeste, e que Killswitch é a apenas um entre muitos de nossos projetos.”

Mas isso não teve o efeito planejado. A palavra “amável” despertou o interesse dos jogadores obsessivos, até meus comprometidos, até porque Ghast não está na narrativa de Porto em nenhuma proporção. Uma correria para conseguir as últimas cópias do jogo foi iniciada, com a intenção de ser jogadas com Ghast e descobrir o significado do segredo oculto da palavra de Corporação Karvina. A teoria mais popular ela que Ghast em algum ponto se transformaria na fumaça que Porto inalou, mudando o tamanho dela e começando a aventura. Alguns achavam que isso era apenas pensamento positivo, de que se as fases iniciais de Ghast eram passáveis, alguém eventualmente conseguiria jogar com os dois simultaneamente. Entretanto, por essa altura mais nenhuma copia apareceram nas lojas. Jogadores que ainda não tinham terminado o jogo tentaram usar Ghast para jogar mais frequentemente, mas a dificuldade de jogar com esse personagem enigmático persistiam, e nenhum jogador nunca alegou ter terminado o jogo com Ghast. Um por um, a fascinação por Ghast foi se perdendo, fazendo com que os jogadores voltassem para Porto, e um por um, eles finalizavam o jogo para terminar na tela branca.

Achar uma cópia que não foi terminada hoje em dia, infelizmente, é uma coisa muito rara de se acontecer; Uma cópia devidamente embalada foi vendida em uma audiência em 2005 por 733 mil dólares para Yamamoto Ryuich de Tókio. É provável que a cópia que está nas mão de Yamamoto é a última cópia jogável que ainda existe. Sabendo disso, Yamamoto tinha a intenção de mostrar o que jogava para todos os entusiastas, filmando e colocando na internet o seu progresso. Mas, até hoje, o único vídeo que foi postado é um de um minuto e quarenta e cinco segundos de um Yamamoto abatido em seu computador, com o personagem escolhido aparecendo na tela por cima de seu ombro. O quarto está completamente bagunçado, e o som do vídeo discernido como um som de baixa frequência de infrassons.

O vídeo consiste em um Yamamoto visivelmente tremendo, levantando da cadeira em frente ao seu computador enquanto carregando a câmera usada para filmar o jogo. Ele começa a desligar vários eletrônicos na sua casa, por ultimo chegando no que depois foi identificado como o MEM 304 caixa de fusíveis localizada no porão da casa. Yamamoto começa a puxar os fios atropeladamente dos circuitos aparentemente choraminga alguma coisa. O que foi dito foi coberto pelo som de baixa freqüência.

Yamamoto volta para seu quarto. Os últimos frames do vídeo ainda mostram o personagem no monitor do computador.

Yamamoto Sorri.

Obscuros 11# O desafio

Alguns de vocês já devem me conhecer de “A Mágica”. Para os demais acredito que essa seja a primeira vez que terão o prazer. Para os iniciantes, farei uma breve explicação para que entrem em sintonia com a coisa toda e como irá funcionar. Eu faço desafios às pessoas. Pequenos desafios para os corajosos, curiosos ou tolos tentarem. Se você participar dele todo até o final, então você vence. Mas se você for apenas ler as palavras como se estivesse lendo alguma velha história, você irá fracassar... e estará perdendo o seu tempo. Isso só vai funcionar se você fizer exatamente o que eu disser. Qualquer desapontamento que você tiver se ler mas não entrar no jogo será completamente atribuído a você. Eu mesmo te digo e evito que se aborreça – essa história não será assustadora se você não participar. Ela não vai te aterrorizar se você não entrar na brincadeira. Ela não vai te enlouquecer se você não lhe der a chance. De fato, ela vai te entediar. Em vez disso você pode ir ler a informação nutricional da sua caixa de cereal. Qualquer julgamento que fizer sobre a capacidade dessa história de te deixar paralisado é inválido se você não for corajoso o suficiente para tentar O Desafio.
Eu tenho experiência nessas coisas, acredite em mim. Já vi tudo isso antes. Temos aqueles que, entusiasmados, baixaram “A Mágica” e que se sentiram ofendidos por não terem sido aterrorizados, mesmo não tendo seguido as instruções mais básicas. Reclamem suas putinhas! Então temos aqueles penetras, que folheiam o “Thirteen Volume Um” nas livrarias e bibliotecas, tão ansiosos para ver o motivo de tanta euforia que acabam perdendo o passeio. Quase todos estarão lendo da mesma cartilha: Quer que isso funcione? Entre na brincadeira e tente essa merda. Não importa se você tem dezesseis ou sessenta e seis anos; as regras se aplicam a todos igualmente. Isso não é para crianças, é para adultos, então se você se exclui de participar do desafio por algum tipo de complexo de senilidade auto-induzido então estou te dizendo, você está se iludindo amigo. Se envolva. Senão você irá fracassar. Estamos embarcando numa pequena viagem. Dessa vez, diferente de “AMágica”, você não precisa estar sozinho para que funcione. Quanto mais, melhor. Testemunhas são bem vindas.
O Desafio Primeiro passo então: Preciso que você fale com um amigo ou dois. Você pode mostrar a eles essa história até esse ponto ou apenas comunicar a eles da seguinte maneira: Eu quero ver se sou corajoso o suficiente para tentar O Desafio. Vai ser bizarro. Eu queria que vocês viessem comigo. Isso vai levar somente o tempo de irmos até o cemitério mais próximo, não mais que dez minutos.
Marque uma data e um horário para se encontrarem (de preferência no começo da noite). Então você, o instigador, deve preparar o seguinte para o segundo passo: Uma pequena bolsa/mochila... na qual irá colocar... Uma caixa de fósforos Um espelho pequeno Uma caneta Uma única folha de papel em branco Esse livro (NT:Thirteen Volume Dois) ou “O Desafio” impresso Assim que tiver colocado tudo na bolsa, vá até o cemitério e continue a ler a partir desse parágrafo apenas quando tiver chegado lá. Você pode filmar se quiser, para o caso das pessoas não acreditarem que você fez isso tudo até o final. Eu gosto de encorajar esse tipo de coisa...
Interlúdio Daqui pra frente é que a brincadeira começa. Você chegou no cemitério? Isso é muito importante. Todos os seus convidados apareceram? Ah, muito bem! (Bom, eu realmente espero que você esteja no cemitério se estiver lendo isso e não sentado no seu quarto lendo no computador porque está assustado demais para tentar. Se for esse o caso, você deveria deixar pra lá. Isso não vai te levar a nada. Se o seu negócio é com quartos, tente “A Mágica”.) Ok, vamos continuar...
Terceiro passo: Não se aborreça. Como organizador, diga ao seu pequeno grupo para se comportar da melhor maneira possível. Pessoas em luto sendo incomodadas logo fariam os funcionários do cemitério escoltarem vocês até a saída, e isso não é bom. Eu sei que os nervos estarão à flor da pele, e essa excitação vertiginosa pode facilmente levá-los à tolices, mas se acalme e certifique-se de que todos estejam focados e calmos também. Pessoas agindo como idiotas vão arruinar esse desafio, então mantenha as coisas sob controle. Quarto passo: Façam uma caminhada de uns cinco minutos (sozinhos, em pares, todos juntos, tanto faz) e procurem o túmulo mais antigo que puderem encontrar. Será aquele com a data da morte mais antiga, e não a de nascimento. Se não houver nada antes de 1911, encontrem outra merda de cemitério. Só vai funcionar se for antigo.
Quinto passo: Reúnam-se em volta do túmulo.
Sexto passo: Tire a caneta e o papel de dentro da bolsa. Rasgue o papel em quadradinhos que sejam grandes o bastante para escrever uma única letra em cada um e escreva:
A primeira letra do primeiro nome (se houver mais de um nome na lápide escolha aquele que morreu há mais tempo) Escreva a última letra do último nome Escreva a primeira letra de cada parágrafo da seção logo abaixo do Interlúdio, na página anterior – são cinco ao todo, do ‘D’ ao ‘O’. Todos do seu grupo devem escrever pelo menos mais três letras de sua escolha. Mantenham-nas em segredo uns dos outros. Não use a mesma letra duas vezes quando for sua vez de escolher. Pegue o ano da morte. Cada número corresponde a uma letra do alfabeto. 1889, por exemplo, seria um ‘a’, primeira letra do alfabeto, ‘h’, oitava letra do alfabeto, ‘h’ e ‘i’. Se tiver um zero, pule. Em qual mês a pessoa morreu? Adicione da seguinte maneira: Janeiro – g. Fevereiro – a. Março – i. Abril – l. Maio – p. Junho – w. Julho – c. Agosto – r. Setembro – m. Outubro – b. Novembro – u. Dezembro – t. Se a pessoa morreu num dia do mês de número par, acrescente ‘f’, ‘t’ e ‘p’. Se tiver sido num dia ímpar, ‘w’, ‘s’ ‘c’. Coloque todas as letras na sua bolsa. Sem dobrar.
Sétimo passo: vire a bolsa, deixando cair todas as letras a seus pés. Recolha aquelas que caíram viradas pra cima e queime uma delas com um fósforo. Coloque o restante das que caíram viradas pra cima na bolsa. Deixe as que caíram viradas pra baixo.
Oitavo passo: Pegue o pequeno espelho e ande em círculo ao redor das letras viradas pra baixo três vezes, apontando o espelho na direção delas. Se houverem menos de seis letras, reponham a diferença com as letras da bolsa. Todos vocês, se forem um grupo, ou ambos, se for um par, ou só você, se foi corajoso o suficiente pra chegar até aqui sozinho.
Nono passo: Recolha as letras viradas pra baixo, mas não olhe ainda. Acredito que agora você faz parte de um desses três grupos: Um, você está aí, fazendo isso, e você está nervoso. Dois, você está aí, fazendo isso, pensando que é ridículo e que nada vai acontecer. Três, você está no seu quarto. (Tsc, tsc, tsc.) Grupos um e dois, muito bem, estamos quase lá. Logo vocês poderão dizer “Eu realizei O Desafio”.
Décimo passo: Um por vez, virem os pedaços de papel restantes. Esperem por uma palavra que vai aparecer entre as letras como num anagrama. Ela será bem curta. Como ‘oi’. Ou ‘corra’, ou ‘vá’. Qual é a sua palavra?

Obscuros 13# A mulher do forno

Durante o verão de 1983, numa cidade tranquila perto de Minneapolis, Minnesota, o corpo carbonizado de uma mulher foi encontrado dentro do fogão da cozinha de uma pequena fazenda. Uma câmera de vídeo também foi encontrada na cozinha, presa sobre um tripé e apontando para o forno. Nenhuma fita foi encontrada dentro da câmara no momento.


Embora a cena tenha sido originalmente marcada como homicídio pela polícia local, uma fita VHS fora descoberta algumas semanas depois no fundo do poço da fazenda (que aparentemente havia secado no início daquele ano).


Apesar de sua condição desgastada, e o fato da fita não conter áudio, a polícia ainda foi capaz de assistir seu conteúdo. Ele mostrava uma mulher se gravando em frente de uma câmera de vídeo (aparentemente usando a mesma câmera que a polícia encontrou na cozinha). Depois de posicionar a câmera para enquadrar tanto ela quanto seu fogão na imagem, a fita, então, mostra ela ligando seu forno, abrindo a porta, rastejando para dentro, e depois se trancando lá dentro. Após aproximadamente oito minutos, o forno pode ser visto se agitando violentamente, e em seguida, uma fumaça muito escura saia de dentro dele. Para os restantes 45 minutos de vídeo, até as baterias da câmera se esgotarem, o forno então ficou parado na mesma posição estática até a gravação terminar.


Para não assustar a comunidade local, a polícia nunca divulgou nenhuma informação sobre a fita, ou até mesmo o fato dela ter sido encontrada. Os policiais também não foram capazes de descobrir quem havia colocado a fita no fundo do poço...


... ou porque a altura e estatura da mulher do vídeo não chegavam nem perto das medidas do corpo encontrado dentro no forno.


Obscuros 16# White Hand

Conhecido como “White Hand”, ele é supostamente um Pokemon deletado do jogo, roteirizado para aparecer como um dos Pokémon do personagem Buried Alive no ultimo andar da Torre Pokémon de Lavender Town.


É dividido em quatro animações distintas: uma introdução (o "grito" Pokemon), uma inatividade, e dois ataques. Estes ataques são desconhecidos, pois eles são listados como "FIST (PUNHO)" e "BRUTAL".


A animação não chega a ser perigosa, já que a exibição dos quadros do modelo não causam efeitos colaterais. O White Hand é uma mão gigante, suja e decaída, com atenção ao seguinte detalhe: a carne está puxada pra fora do osso, e os tendões do pulso ficam realisticamente visíveis. Quando se usa o primeiro ataque, a mão se transforme em um punho fechado e balança em direção ao oponente.


A animação do ataque "BRUTAL" tem vários quadros de animação ausentes, mas pode se ver que a mão se abre, e em seguida, a animação corta. Depois de alguns segundos, ela reaparece, e se fecha novamente. Nenhum registro foi encontrado sobre esses quadros desaparecidos.


Porém, um dialogo em particular pode sugerir a veracidade da existência do White Hand. Há uma garotinha em frente a torre de Lavender Town que irá lhe perguntar se você acredita em fantasmas. Caso você responda negativamente, ela lhe dirá isso:





Tradução:
- Hahaha, eu acho que não. Essa mão branca em seu ombro, ela não é real.

Obscuros 17# Pesadelo

Meu maior pesadelo ocorreu quando ainda era um adolescente. Eu estava dentro de um hotel, e nele, era um detetive forense.


Cercado por um grupo de policiais, eu fui levado a um quarto de hotel em um andar muito alto. Ao chegar à porta, de número 167, fui colocado lá dentro. Um dos policiais fechou a porta atrás de mim e começou a desesperadamente bloquea-la fora, gritando pela porta e explicando que esta foi uma "simples precaução tomada a fim de evitar que o assassino tentasse voltar à cena do crime para acabar com as provas".


Eu (desconfiado com toda aquela situação, mas focado em meu trabalho), acabei não questionando esta "simples precaução", e fui direto para uma sala de estar. Sentado no sofá, havia um corpo. Um homem que parecia ter uns 30 anos estava morto, sentado com sua cabeça pendurada para trás sobre a almofada do sofá. Perturbadoramente o suficiente, um buraco muito grande atravessava todo seu estômago, assim como o sofá também. Fui até a parte de trás do sofá; entranhas, órgãos desmembrados e espumas ensanguentadas jogadas no carpete. Era muito fácil conseguir enxergar completamente através do buraco no sofá e do estômago do homem. Diante daquilo, eu mantive minha compostura, fiz algumas anotações e decidi seguir em frente.


Caminhei lentamente por uma pequena cozinha até chegar ao banheiro, e sua porta estava aberta. Deitado dentro da banheira, estava o cadáver de outro homem, muito mais velho e massacrado do que o primeiro. Seu corpo estava rasgado da área genital até sua garganta, e a água da banheira estava com coloração vermelho-escuro (graças a quantidade de sangue que escorreu de dentro dele). Fiz mais algumas anotações, e já estava prestes a me virar e sair, quando de repente, ouvi um barulho estranho, como se fosse um pé pisando em uma poça molhada. Desesperado, olhei em volta mais uma vez, quando notei uma mão segurando a base do vaso sanitário. Andei em direção a ela até que vi, lá no canto do banheiro, agachado no espaço entre o vaso sanitário e a parede, um homem, com suas mãos sangrando.


Ele correu pra fora do banheiro e bateu a porta ao sim, prendendo-a com uma cadeira. Fiquei parado, sem reação, ouvindo suas ações do outro lado da porta; objetos sendo arrastados freneticamente, respiração pesada e de repente.... silêncio. Aproveitando a oportunidade, dei um chute na porta e olhei em volta. Nada havia mudado, nenhum sinal de que aquele homem havia passado por aquele lugar. Havia, no entanto, um novo corpo deitado no chão da cozinha. Uma mulher, estranhamente famíliar, estava sem roupas e jogada de bruços no chão. Havia marcas de corte profundo passando por todo seu corpo; pernas, braços, barriga, seios, garganta e no rosto também. Seus olhos foram removidos, mas todo o corpo estava estranhamente limpo. Sem sangue, sem sinais de mutilação, além dos cortes profundos e de seus olhos perdidos.


Antes que eu começasse a estudar o corpo, de repente, duas pálpebras se abriram, afundadas profundamente nos recessos dos buracos dos olhos da moça. Dentro de sua boca aberta e escancarada, outra boca se abriu e sorriu. Seus dedos tremiam ligeiramente. Agora, tudo fazia sentido; aquele homem havia assassinado a mulher, dissecado seu corpo e estava usando sua pele como uma espécie de terno. E aquele rosto familiar... Quando me dei conta, cai pra trás na mesma hora. “MÃE?!”. O homem se levantou lentamente, olhou pra mim com aquele sorriso horrível estampado em seu rosto, e gritou: "Não estou bonita, filho?!".




E então, acordei.

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Carta Obscura De Yu-Gi-Oh



Acredito que muita gente conheça Yu-Gi-Oh!, certo?
Achei legal esta história, devido ao fato de que estes cards estavam envolvidos em tanta discussão algum tempo atrás.
Aqui vai uma história sobre uma carta estranha, que um rapaz diz ter encontrado...


"Eu estava dando uma olhada nos cards de Yu-Gi-Oh! dos meus irmãos, para ver se eu poderia vender alguns deles, vi alguns bons como Red Eyes Darkness Dragon e The Great Winged Dragon of Ra. Então me deparei com um cartão muito estranho. Ele não tinha nome e seu Ataque e Defesa eram 6.
O número de série era 0. O ano do cartão era de 1966. Era um cartão Besta / Efeito e a descrição era '...' . Achei muito estranho. A foto era de uma menina que parecia que tinha sido possuída. O tipo de cartão era escuro. Eu ignorei por um tempo. Então a peguei novamente. Até que peguei o card, e levei para o scanner.
A carta é esta:






Eu clareei a imagem no Paint por causa do fundo negro do card.
Estudei o cartão um pouco para descobrir Yu-Gi-Oh! foi criado em 1997, não 1966. Isso era estranho. Mostrei o cartão ao meu irmão e ele não tinha memória do mesmo.
Levei o cartão para uma Comic Shop próxima e eles me chutaram para fora e disseram que não queriam nada comigo ou com meu cartão.
Pensei algo do tipo "o que será que tem esse cartão?". Eu joguei-o no lixo e fui para a cama. Mais tarde naquela noite eu acordei com uma som estranho vindo do andar de baixo. Desci as escadas e encontrei o cartão no meio da minha sala de estar.
"Mas o que..." eu pensei, meu irmão está está me pregando uma peça em mim.
Eu gritei: "Porra, Roger! Pare de brincar comigo!"
Meus pais estavam em um sono profundo e, felizmente não me ouviram.
Roger, meu irmão, acordou e veio me perguntar o que estava acontecendo.
Respondi: "Isso! Você tirou o cartão do lixo e colocou aqui só para me irritar!".
Ele respondeu: "O quê? O que é este cartão afinal? '
"Pare de mentir! Você sabe o que esta carta é!"
"Não, eu realmente não sei." Me olhando muito bravo.
"Sério?"
"Claro, por que eu iria assustar você com um cartão que eu nunca vi antes em minha vida? Ha, boa noite."
Ele foi para a cama. Eu ainda não acreditei nele. O ruído acabou por ser o meu gato.
Acordei pela manhã, e encontrei o cartão no meu bolso, meu irmão deve ter colocado aqui, pensei. Desci as escadas.
"Roger! Verdade? OUTRA VEZ?"
"O quê?"
"Você colocou isso no meu bolso! Eu sei que você fez!"
"O quê? Você mesmo deve ter colocado ele aí!".
"Não! Eu coloquei de volta no lixo! Você fez isso!"
"Não? Mas que cacete, cara, por que eu iria mexer com você por causa de cartão de estúpido?"
"Tá certo, eu acho que posso confiar em você."
Eu joguei o cartão fora. O caminhão de lixo veio e levou embora.
Eu os vi levando todo o lixo embora, agora Roger não vai brincar comigo novamente.
Mais tarde naquele dia, meu irmão saiu para jogar em algum torneio estúpido de Yu-Gi-Oh! no shopping. Fui até o meu quarto para jogar um pouco de XBOX quando vi o cartão, em cima do console, junto com o game do Yu-Gi-Oh! do meu irmão.
Agora eu comecei a ficar assustado.

Peguei o jogo estúpido e quebrei no meio, e desta vez amassei o cartão todo, e joguei novamente no lixo.
Joguei Modern Warfare 2 até o jantar. Roger estava chorando por causa do jogo quebrado.
Eu estava rindo por dentro.

Mais tarde naquela noite eu fui para cama. Eu encontrei o cartão, mas ele quase não estava amassado.
Assim que peguei o cartão nas mãos, ouvi um sussurro, bem baixinho, dizendo:
"Vem brincar ....".
Entrei em baixo dos cobertores e cobri a cabeça.

Eu fui acordado às 2h00 da manhã por Roger, me olhando com uma expressão pálida.
"Ei! O que está acontecendo?"
Nenhuma resposta.
"O que está acontecendo com você?"
Roger, em seguida, me agarrou e me puxou para as escadas, quebrei uma perna por causa disso...
......

Depois que eu me recuperei, eu falei com Roger pela primeira vez desde o incidente.
"Roger? Por quê?"
"O quê?"
"Você quebrou minha perna!"
"Não, você caiu da escada, você deve ter sofrido algum trauma na cabeça ou algo assim..."
"NÃO! Você me puxou para baixo das escadas! Não se lembra?"
"Não, eu estava dormindo quando aconteceu."
"Você estava o que? O que está acontecendo? Desde que o cartão..."
"Este cartão?" Roger me mostrou o cartão.
"O quê? Onde você conseguiu isso?"
"Você me mostrou-lo antes de cair. Você disse: 'Pegue este cartão. Venha jogar Yu-Gi-Oh! comigo!' e eu disse não. Você disse 'Eu vou levar o cartão embora...' E voltou a dormir."
"Verdade? Mas eu não me lembro assim..."
"Sim. Foi o que aconteceu, então você caiu."

Meu irmão ficou muito assustado com o caso do cartão. Ele me disse que em um dos torneios que participou, ele mostrou o cartão para outro menino, que de imediato quis trocar, dizendo que era uma carta rara. Roger trocou o cartão, mas disse que nunca mais viu o tal garoto em nenhuma competição.

Até evito de pensar assim, mas será que aconteceu algo com o novo dono do cartão?"

domingo, 16 de junho de 2013

Obscuros 20# Obra-Prima

Estou deitado a um bom tempo agora. São 5:35 da madrugada e não há muito que eu possa fazer. Sabe qual é a pior parte da minha situação? Estou no mesmo quarto que os meus pais. Eles não param de olhar pra mim e tudo que eu posso fazer é olhar de volta e tentar não gritar. É inevitável. Seus olhos estão focados em mim e suas bocas abertas. Também tem o cheiro forte de sangue e eu me sinto paralisado de medo.

Ali está a coisa. No segundo em que eu fizer qualquer sinal de não estar dormindo mais, estou totalmente fodido. Vou morrer e não há ninguém que por perto que possa me ajudar. Estive pensando em um jeito de sair daqui mas a única idéia que tive foi sair correndo pela porta e correr para fora pela porta da frente gritando por ajuda, esperando que meus vizinhos me escutassem. É arriscado, mas se eu ficar aqui, certamente morrerei. A coisa está esperando que eu acorde para que eu veja sua obra-prima.

Você deve estar se perguntando o que está acontecendo. Eu me antecipo as vezes.

A três horas atrás, ouvi algo gritando do lado de fora da casa. Me levantei para investigar o barulho, fui até a sala, olhei pelas janelas mas não vi nada. Fiquei observando tanto tempo que cochilei no sofá. Eu poderia ter morrido por essa idiotice que cometi. Quando subi as escadas para voltar ao meu quarto, havia sangue no corredor até a porta dos meus pais. Horrorizado, corri de volta ao meu quarto, me escondi de baixo dos meus cobertores como o covarde que sou. Tentei me convencer a dormir de novo, ou acordar, ou qualquer coisa assim, mas estava tentando me convencer de que não era real.

Então escutei a porta do meu quarto abrir. Sendo medroso como eu, olhei por debaixo do meu cobertor para ver o que estava acontecendo. Pude ver algo arrastando meus pais mortos para dentro do quarto. Não era humano, isso posso afirmar. Não tinha cabelo, nem, roupas ou qualquer coisa. Suas costas corcundas conforme ele arrastava meus pais. Andava como um homem-das-cavernas, mas era muito mais esperto do que qualquer um. Ele sabia o que estava fazendo.

Sentou meu pai na beirada da cama e virou o rosto dele para mim. Sentou minha mãe na cadeira perto do meu computador e fez ela olhar para mim. Então começou a passar a mãos nas paredes, sujando-as com sangue até desenhar um círculo com um pentagrama invertido nele. A coisa criou algo que ela gostaria de chamar obra-prima. Para finalizar, escreveu uma mensagem na parede a qual eu não podia ler devido a escuridão.

Então foi para de baixo da minha cama, esperando para atacar.

A coisa mais assustadora agora, é que meus olhos se acostumaram a escuridão após todo esse tempo, e eu posso ler a mensagem que ele escreveu na parede. Não quero olhar para ela. Porque é terrível só de pensar. Mas eu pressinto que preciso ler, antes de ser morto.

Espiei para a obra prima da criatura. Li a mensagem.

"Eu sei que você está acordado."

Obscuros 19# Harvest Moon

Vocês se lembram daquele jogo “Harvest Moon”, no SNES?

(Nota: Joguinho de simulação de fazenda, onde você planta, cuida dos animais, e vive como um fazendeiro. É um jogo que foi muito popular durante os anos 90, com seu lançamento pra Super Nintendo)

Sempre foi um dos meus favoritos, mas quando eu me mudei da casa dos meus pais para um dormitório estudantil, minha mãe vendeu o jogo em uma venda de garagem sem me avisar.
Depois que me formei e consegui uma casa própria, eu decidi tirar a poeira do meu SNES e procurei por uma cópia do jogo. Fui a um “Farmer’s Market” (N/T: Uma espécie de feira, geralmente montada por fazendeiros, que vende de tudo, especialmente alimentos. Mas também vendem-se itens usados) que eu já tinha visitado algumas vezes antes. Fui até à loja de vídeo deles, onde fitas de jogos antigos e VHS eram vendidos.
Buscando na sessão de jogos, eu encontrei uma cópia de “Harvest Moon” para SNES. O jogo estava em perfeitas condições, eu mal podia acreditar. Geralmente o jogo custava entre 60 ou 70 dólares online, mas na loja custou 15. Comprei e voltei para casa.



Quando cheguei em casa, coloquei o jogo no meu SNES e o liguei. Não funcionou de primeira, apareceu apenas uma tela preta. Isso é normal consoles velhos, especialmente os que funcionam com cartuchos. Tirei o cartucho, assoprei, e o coloquei de volta. Liguei o console e fui recebido pelo familiar logo “Natsume”.
Havia dois save files, um vazio e o outro nomeado “JACK”. Comecei um jogo novo, ignorando “Jack”. Joguei por algumas horas, plantando nos campos, cuidando dos animais, falando com os moradores e vendando e comprando como sempre se faz no jogo. Depois disso, fui dormir para trabalhar no outro dia. Não joguei por uns dias, até ter um dia livre.

No sábado, eu liguei o SNES para jogar e fui logo para a tela de “load file”, lá estava o meu arquivo e o “JACK”. Curioso, carreguei “JACK” para ver que tipo de jogo o dono anterior estava jogando. Assim que apertei “carregar”, a lâmpada da minha luminária queimou. Não liguei para isso e continuei a jogar.
O arquivo carregou, e quando mostrou a casa do fazendeiro, onde você sempre começa, algo estava diferente. Como vocês devem saber, você pode se casar e ter um filho em “Harvest Moon”. A esposa do personagem, Ann, estava parada em frente a um berço vazio, uma das “necessidades” de se ter um filho no jogo. Ela não estava parada do mesmo modo de quando você começa o dia, e pensei que fosse algum tipo de erro. Andei até ela e apertei o botão de “falar”, mas a resposta que recebi foi “...”.

Agora eu tinha certeza de que era um erro, mas tudo mudou assim que eu saí da casa. Do lado de fora, o cachorro, que sempre estava por lá também, havia sumido. A fazenda estava cheia de lixo, e as plantações estavam todas mortas, mesmo sendo primavera. A casa e os prédios da fazenda pareciam em ruínas, quebrados, e o local aonde ficava a fonte de água estava cheia de algo marrom, que parecia ser lama. Eu não tenho certeza, uma vez que o jogo tem gráficos primitivos.
Saíndo da fazenda para investigar mais, eu fui até a encruzilhada onde o vendedor geralmente fica com seu caminhão. Mas assim que cruzei a estrada, eu vi o caminhão abandonado no meio dela, parecia que não era usado havia anos. Agora eu pensava que era algum tipo de hack, ou um erro que eu nunca tinha visto antes.

Quando cheguei na cidade principal do jogo, eu não estava surpreso em encontrar todos os prédios do mesmo modo que as casas da fazenda -- em ruínas e abandonados.
Não havia moradores na cidade, mas de repente uma caixa de texto apareceu na parte de baixo da tela com as palavras “VÁ PARA A IGREJA”. Eu sabia exatamente aonde a igreja ficava e fui até lá. Enquanto caminhava, encontrei o padre (ou ministro, shaman, ou seja lá quem ele deve ser) parado do lado de fora.
Cheguei perto dele e apertei “A”, ele disse “Jack, por que você demorou tanto? Venha, venha, precisamos começar.” Então o jogo seguiu em uma coisa tipo filme, o fazendeiro seguindo o padre para dentro da igreja. Lá dentro, o que eu vi era simplesmente repugnante. A cruz estava virada de cabeça para baixo, um tanto quanto clichê, creio eu. As paredes estavam pintadas em um tom escuro, preto-acinzentado, e havia velas pretas montadas em forma de pentagrama em volta do bonequinho de bebê que pertence ao berço da fazenda.
Os bancos estavam ocupados pelos moradores, que pareciam cansados e com os cabelos cinzas, mas novamente os gráficos me deixaram sem certeza.

“Coactum atrum”, o padre disse, pairando sobre o bebê, continuando: “Voco tu ego”.
Então o jogo começou a dar problemas horríveis. Os auto-falentes, que até então não haviam produzido um ruído sequer, apenas os efeitos sonoros, lançaram um som distorcido e a tela ficou preta, mas não por muito tempo. O que eu vi logo em seguida pareciam cenas retiradas de algum mangá. Elas eram pixelizadas, bem mal, claro, mas eu podia ver o que estava acontecendo. A primeira imagem representava o padre segurando uma faca sobre o peito do bebê, os painéis seguintes mostravam-o fazendo o sinal da cruz invertido. Então, como um slideshow, as imagens mudaram, continuando o show. Agora eu sabia que era um hack.

Nas próximas figuras, tentáculos rasgaram o peito do bebê, e se espalharam por toda a igreja e a cidade nas imagens seguintes. Eu estava fascinado que alguém tivera tempo e esforço para colocar tudo isso dentro de um cartucho. Mas o que aconteceu depois me fez mudar de idéia, e me fez tremer. Um retrato pixelizado da minha namorada apareceu, e o slideshow moveu-se rapidamente, como um livro sendo folheado. Mostrava sua barriga crescendo em gravidez. O olhar em seu rosto me encarava, sem expressão.
Quase pulei para fora das calças quando ouvi meu celular tocar o mais alto que podia (Pelo menos parecia estar muito alto naquele momento). Levantei e fui até a cozinha atendê-lo. Era minha namorada, ela estava estática, dizendo que estava grávida! Olhei para a TV, mas a tela estava apenas fora do ar.

Nove meses depois, ela deu à luz a um bebê natimorto.

quarta-feira, 13 de março de 2013

Obscuros 18# Bured alive

O modelo do personagem Buried Alive (muitas vezes referido como seu nome codificado, “Buryman Script”) era para ser enfrentado na história final da Torre Pokémon, até que fora substituído pelo fantasma Marowak. De acordo com os scripts que lhe são atribuídas, o Buried Alive supostamente era o “chefe final” da torre. Assim que você chega ao andar mais alto, a seguinte conversa teria ocorrido com o modelo.



Você está... Aqui...


Eu estou preso...


E eu estou sozinho...


Tão solitário...


Você não quer se juntar a mim?


Depois disto, a batalha se iniciaria. Quando o jogador entrava no "campo de batalha", o modelo de Buried Alive parecia ser um cadáver humano em decomposição, tentando rastejar pra fora da terra. Ele havia sido programado para ter os seguintes Pokemons: Dois White Hans, um Gengar e um Muk.


Curiosamente, um roteiro para as ações de Buried Alive depois que fosse derrotado nunca foi escrito. Caso o jogador o derrotasse, o jogo congelaria.


No entanto, ao perder a batalha, um final específico fora escrito por um programador desconhecido. Nele, o Buried Alive diria: "Finalmente, carne fresca!", seguido por várias linhas de rabiscos.
Ele então arrastava o personagem do jogador para o chão ao redor dele. A cena terminaria com uma típica tela "Game Over", porém, no fundo, uma imagem do Buried Alive devorando o personagem principal seria mostrada.





Especialmente peculiares foram os roteiros escritos para os acontecimentos depois desta cena. O cartucho supostamente baixaria esta imagem na pequena memória interna contida no Game Boy, substituindo a tela do título que, normalmente, aparecia ao ligar o Game Boy. Ao invés disso, sempre que ele era ligado, o jogador se depararia esta imagem, juntamente com o arquivo de som “staticmesh.wav” tocando ao fundo. O objetivo pretendido para este efeito, ao contrário de muitos outros fatores que se conectam a Síndrome de Lavender Town, é desconhecido.


domingo, 3 de março de 2013

Obscuros 15# O Velho hospital

Um homem, sangrando de um ferimento à bala, entra desesperadamente em um prédio alto de tijolos. Ele grita por socorro, e duas enfermeiras saem correndo de dentro de duas enormes portas.


"Relaxe, senhor", uma delas lhe diz. "Nós cuidaremos de você agora mesmo."


Eles colocam-no em uma maca e levam-no por um longo corredor, cheio de pequenas salas de espera. No entanto, de dentro dos quartos, ele ouve sons de gritos abafados e o som de ossos sendo esmagados.


"O que está acontecendo aqui?", perguntou ele, em pânico.


"Estamos levando-o para um lugar onde possamos cuidar de você", uma enfermeira disse com um sorriso.


"O caralho que você está", ele gritou ao ser jogado pra fora de uma maca, caindo no chão em cima de sua ferida. "Mas que tipo de hospital é este?! Vocês deveriam curar as pessoas, e não matá-las!”.


Ele apoiou-se contra uma sala e conseguiu dar uma olhada no que estava acontecendo. Lá, sentado e amarrado em uma cadeira, um homem estava sendo dilacerado por mãos que se projetavam das paredes, e depois, puxavam seus pedaços de volta pra dentro da parede.


"O que é isso?!", ele gritou enquanto as enfermeiras o cercavam e tiravam de seu avental uma seringa cheia de um líquido claro. Ele lutava parar escapar, enquanto elas injetavam as seringas nele.


Enquanto sua visão começava a sumir, ele sussurrou: "Este é um hospital horrível.".


"Quem disse alguma coisa sobre este ser um hospital?", a enfermeira perguntou. "Nós só gostamos de nos alimentarmos dos fracos."


sexta-feira, 1 de março de 2013

Obscuros 14# Vire-se

Vire-se.


Não há nada, certo?


Apenas um espaço vazio. Ar, talvez uma brisa, móveis, escadas, talvez uma janela, que seja, isso não importa.


O que importa é que não mais há ninguém lá, certo?


Sim.


Você sentiu isso?


Essa pequena cócega em suas costas?


Não se preocupe, provavelmente é porque você está lendo histórias assustadoras! Paranoia é algo completamente normal.


Você quer se virar mais uma vez?


Vá em frente.


Agora que você voltou pra cá, vou lhe pedir um favor.


Não se vire novamente.


Você já olhou na direção dele duas vezes, ele já sabe qual será sua próxima ação.


Se você se virar, você vai vê-lo. E se você vê-lo, ele verá você. Você está a salvo, por enquanto, com seus olhos voltados para mim.



Mas você tem que compreender, ele não é burro.

Você acaba de olhar na direção dele pela terceira vez.



Eu não olharia para cima, se eu fosse você.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Obscuros 12# A orquestra cigana

Então, hoje eu estava com meu Pai no Skype, ele ainda vive em Montenegro Já estava de noite e ele estava tomando uns drinques. E Deus sabe, quando aquele homem bebe, ele gosta de falar. Após meia hora dele me contando em como costumava ser um imã para meninas nos seus dias, meu celular tocou. Meu ringtone é uma composição clássica que eu gosto bastante, chamada Por Una Cabeza. Apertei em ignorar e voltei ao computador.

“Desculpa pai, prossiga.”
Sem resposta.
“Pai?”
Nada. Desde que meu celular tocara, meu pai havia se tornado no mínimo dois tons mais pálido.
“Pai, ta tudo bem? Eu perguntei, preocupado.”
“A música, de onde é?” Ele mal gaguejava as palavras para fora.
“É só uma música que eu gosto… Porque?”
“A última vez que a ouvi...”
Meu pai é um cara durão e raramente mostra emoção, e vendo que ele estava afetado por isso, mesmo sob o efeito do álcool, era estranho.
“Me conta o que foi, pai.”
“Eu já lhe contei sobre a Orquestra Cigana? Sem olhar diretamente a mim.
“Não. É outra de suas aventuras?” Brinquei.
Seu rosto se manteve sem expressão, o que tirou o sorriso do meu rosto imediatamente.
O que está escrito a seguir, é o que meu pai me contou, a partir de sua perspectiva.


“Na Yuguslávia dos anos 80, nós costumávamos viver bem, bem melhor do que hoje em dia. Claro, era comunismo e não se tinha tantas chances, mas você tinha um emprego garantido assim que saísse da escola e as taxas criminais eram quase zero. A vida era boa para todos. Bem, quase todos. Haviam pessoas que ainda eram descriminadas. Nesse caso, os ciganos. Sabe sobre eles? Não?


Diz-se que os ciganos são uma tribo da índia que tem se arrastado pelo mundo a séculos. Eles não têm status em lugar nenhum, e a grande maioria são mendigos. Eles, geralmente, tocam música pelas ruas, pedindo por trocados para as pessoas. Alguns os ignoram, alguns os ajudam, outros só são idiotas com eles. Meu colega de quarto Besim e eu costumávamos nos carregar de bebida no fim de semana e sair bebendo e correndo atrás das garotas e dos bares legais da cidade. Em um fim de semana destes, estávamos voltando para casa a pé, e a neve chegava a nossos joelhos. Para garotos jovens como nós, um taxí seria um luxo impagável no momento, então caminhamos estressados até nosso prédio. Quando entramos no corredor principal, a luz estava apagada e ouvimos um som. Alguém tocava música, aquela do seu celular, numa gaita. Besim alcançou o interruptor e ligou a luz. Era um garotinho de uns 6 anos, um cigano. Ao nos ver, estendeu a mão na direção de Besim e perguntou se ele tinha alguns trocados.

Besim não respondeu, só continuou olhando para a criança com os olhos injetados de sangue.


Senti pena da criança. Vasculhei meus bolsos e achei umas moedas.
“Aqui garoto.” Disse, dando o dinheiro.
Nesse momento, guiado pelo que julgo ter sido álcool e raiva, Besim estapeou a mão da criança, jogando os trocados no chão.
“Mas que merda cara?” Me segurei para não gritar com Besim e acordar os vizinhos.
“Essas merdas desses ciganos, sujando meu prédio!” Gritou e olhou para a criança, que se manteve parada, com o braço ainda estendido, olhando diretamente para Besim.
“Some daqui caralho!” Grita mais uma vez Besim, agarrando a camisa da criança e arrastando-a para a porta.

“Para caralho, cara!” Eu agora grito também. Besim, sendo bem maior que eu, me empurra de volta e prossegue puxando a criança.
“E não deixe eu te ver por aqui de novo, seu pedaço de bosta!” Besim ameaça a criança.
Agora, descalça como estava, a criança permanecia na neve, que facilmente chegava até seu quadril. Ainda segurando sua gaita. Eu posso vê-la tremendo de frio.
“Você não quer fazer isso.” disse a criança na voz mais calma possível. Sua mandíbula tremendo com o frio.
“Mas o que?!” Grita Besim, ainda mais enfurecido. “Seu merdinha!”


Tentei pará-lo, mas ele era bem mais pesado e bem mais forte do que eu. Besim andou até a criança e deu um tapa tão forte que fez ela cair na neve. Corri até lá.
“Pelo amor de deus homem, já basta!” Disse, agarrando a jaqueta de Besim, “Vamos entrar de volta!”
Ao que andávamos de volta para o prédio, ouvimos a voz da criança dizer outra vez: “Você não deveria ter feito isso.”
Nos viramos e a criança estava de pé. Puxei a jaqueta de Besim o mais forte o possível pois eu podia sentir que ele ia matar a criança.

Ao invés de sair na neve, Besim tira uma lata fechada que levava no bolso de seu casaco e joga na criança, acertando em cheio a testa. Absurdo foi o quão silencioso foi, a lata batendo, o baque surdo e a criança caindo na neve fofa.

“Seu doente de merda,” Gritei com Besim, direto nos olhos. Corri até o menino. A neve ao seu redor estava ficando vermelha do fluxo sanguíneo saindo do machucado em sua cabeça.
“Você o matou!” Gritei de volta a Besim, assustado de que ele realmente houvesse matado a criança. Besim, parecendo assustado, veio ver o que ele havia feito. A luz da primeira varanda do prédio foi ligada.
“Temos que sair daqui.” Disse Besim.
“Não, ele precisa de ajuda!” Respondi, tentando sentir o pulso da criança..
“Meu Deus cara, é uma porcaria de um cigano, homem. E se alguém nos ver, iremos pra cadeia.”
Foi difícil pensar nisso na hora, estava assustado, então me levantei e corremos para casa. Não tenho orgulho disso. Eu chamei a polícia do meu apartamento para a criança. Não sei se chegaram a pegar ele algum dia.
Ciganos não são exatamente a prioridade.
Passei o dia seguinte gritando com Besim. Nós chegamos até perto de nos atingir com murros em alguns momentos. Ligaria para a polícia acusando Besim, mas ele não seria preso por bater em um Cigano. Me tranquei em meu quarto, sem querer ver aquele homem outra vez na vida.

Adormeci tarde naquela noite. Por volta das 4 da madrugada, ouvi música. Não era particularmente estranho porque Besim costumava ouvir suas músicas toscas quando ficava muito bêbado. O problema é que eu reconheci a música. Era a música que a criança tinha tocado no corredor na noite passada. Achei que a criança talvez tivesse se recuperado e retornado ao corredor. Me levantei, querendo ver se era realmente ele; Se fosse, precisaria tirá-lo de lá antes que Besim descobrisse-o.


Quando saí do meu quarto, congelei. A música não vinha do corredor, do lado de fora. Vinha, de fato, do quarto de Besim. Era claro, sem dúvida em minha mente, era a mesma música da última noite. Lentamente andei até seu quarto e bati de leve na porta.
Sem resposta, e a música continuava a tocar.
“Besim, ta tudo bem?” Perguntei, sem receber resposta.
Precisava olhar dentro. Queria tanto que minha curiosidade não houvesse vencido meu cérebro.Abri a porta. A música parou.
O quarto estava escuro, iluminado apenas por uma fraca luz que provinha da rua. De onde eu estava, podia apenas ver a cabeça de Besim no travesseiro.
Ele estava acordado. Sua cabeça se virou na minha direção, seus olhos abertos. Esbugalhados, melhor dizendo, extremamente assustados.
“Besim?” sussurrei, assustado.
Seus olhos se abriram ainda mais. Abri a porta por completo. Então o vi. Caralho, eu vi ele. Na ponta da cama de Besim, bem ao lado de seu pé descalço, estava o menino cigano ajoelhado. Ele olhava diretamente para mim.
“Mas que merda...” Consegui dizer, conforme meu queixo caia.

A criança aproximou a gaita da boca.
“Sai, agora.” Disse, calmamente, parecendo bastante sério. A luz da lua iluminou-o e pude ver que ainda sangrava pelo ferimento da testa. Não sabia como ele estava vivo com tanto sangue saindo da cabeça.
“O que você está fazendo para ele?” Sussurrei, praticamente paralisado de medo.
“Estão vindo... Você deveria sair agora,” disse a criança, se virando para Besim. Ele pôs a gaita de volta na boca e começou a tocar a música de novo. Fiquei lá por mais meio minuto ou algo assim, sem saber o que fazer. Besim não saiu da cama, ele sim, estava, de fato, paralisado. Seus olhos falavam por ele. Horror. Tudo o que diziam. Horror. Não sei se ele estava com dor, mas com certeza, estava aterrorizado. Quem não estaria?
“Sai, AGORA!”
Pulei. O garoto olhava para mim, seus olhos eram negros,mas posso jurar que ficaram muito mais escuros pois não via mais o branco deles. Tinha que sair. Não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que não era mais seguro. Ao que estava fechando a porta, vi algo que vai ficar comigo para sempre. A criança começou a morder o pé de Besim. E eu não estou brincando. Não foi uma mordida violenta; ele só colocou a boca ao redor dos dedos. Olhei para Besim e pude ver lágrimas saindo de seus olhos, escorrendo por suas bochechas. Ele me implorava por ajuda com seu olhar, mas não poderia fazer nada, eu precisava sair dali, correr para o mais longe que pudesse.

Enquanto saia do apartamento, vi pegadas da neve e água na sala, a criança deve ter trazido quando entrou. Fechei a porta e comecei a descer as escadas. Comecei a ouvir novamente a música, mas, dessa vez, mas complexa, como se não fosse só mais uma pessoa tocando, Não ia ficar por lá para tentar entender. Corri escada a baixo. E pude ver mais neve, muito mais neve, não tinha como só aquele menino ter trazido tanta neve. Quando saí do prédio, parei.

Centenas de pegadas frescas vindo da rua levavam direto ao nosso prédio.
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