quarta-feira, 11 de março de 2015

A lenda da criança perdida parte 1/3


Eu estava em um acampamento no meio de uma floresta abandonada com meus amigos. A gente tinha acabado de pescar e eu comecei a preparar uma fogueira pra assar os peixes. A base estava pronta, só faltava acender, meu pai tinha me falado pra eu não mexer com fogo, e eu obedeci, não queria me machucar. Esperei o Gabriel acender o fogo, os peixes foram colocados na panela, uma das poucas coisas que não era natural no nosso acampamento.

Comemos os peixes, eu lembro até hoje o gosto deles, sempre gostei de peixe, mas parece que eles ficam mais gostosos quando são pescados. Depois nós começamos a contar histórias de terror, o Charles saiu de perto e foi dormir, acendeu o lampião e deitou, ele morre de medo dessas histórias, eu não, sempre gostei de histórias assustadoras. Foi nessa viagem que eu fiquei sabendo da lenda da criança perdida, que vou contar pra vocês.

Era um dia frio de inverno em Nova Orleans, uma névoa fina cobria as ruas da cidade. Ellen andava calmamente pelas ruas de pedra do século XIX, ela ia levar comida pro seu pai, que estava trabalhando em uma sapataria. Seu pai, Jean Louis, ficou alegre com a chegada de sua filha, mas ficou preocupado com ela estar andando sozinha pelas ruas da cidade. "Filha, o que você está fazendo?" perguntou o pai. "A mamãe pediu pra eu entregar comida para o senhor" respondeu Ellen. "Obrigado, mas por que ela não veio?" "Ela está um pouco quente, ela não quer sair da cama." "Tudo bem, eu vou tentar sair mais cedo do trabalho pra ver como ela está, tchau filha, tome cuidado".

Ellen ia visitar sua amiga, Marie, ela não queria ficar perto dos médicos, ela morria de medo dos médicos e todos os instrumentos esquisitos. Ela estava chegando na casa da amiga, quando a névoa ficou muito espessa, o frio aumentou de repente, ela andou mais rápido, mas tomando cuidado pra não rasgar seu vestido branco e longo. Quando ela olhou pra sua esquerda, ela viu o acendedor de lampiões apagando os lampiões, de repente ele saiu voando e uma bola de luz surgiu do lampião. Ele tinha explodido. A menina caiu inconsciente no chão, seu vestido branco estava levemente rasgado e manchado de sangue. Um homem alto carregou a criança inconsciente até a sua casa.

Quando Ellen acordou, ela estava no porão de uma casa grande, toda de madeira. A névoa da manhã conseguia entrar dentro do porão através da porta, que estava na frente da escada. Ela teve dificuldade pra se levantar, ela viu seu vestido coberto de sangue e pensou que estava muito machucada. Ela tentou se levantar e não conseguiu. Quando ela olhou pros seus pulsos, ela viu que estavam amarrados, suas pernas estavam amarradas. Ela estava deitada em uma espécie de cama de madeira.


Continuação:

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