terça-feira, 21 de julho de 2015

A última postagem

Bem, parece que não esta dando pra postar e quando postei n gerou um resultado muito satisfatório então acho que o blog vai acabar, não sei por quanto tempo mas não vou conseguir postar mais... Desculpas e fiquem com o post.
Bem então vou colocar as melhores postagens:

5-Pokemon lendas e hacks bizarras top 10

Bem é meio estranho começar 1 top alguma coisa com 1 top alguma coisa mas esse post foi um dos primeiros e o primeiro que marcou até hoje o blog com mais de 660 views para um blog que havia começado com jogos e essa foi a primeira lenda!

http://euseioquevcfaz.blogspot.com.br/2013/01/pokemon-lendas-e-hacks-bizarras-top-10.html

4-Episódio perdido de Simpsons
Essa deu inicio aos mitos e lendas que foram postadas aqui e foi a primeira e uma das primeiras postagens também talvez a que deu inicio ao sucesso do blog no começo

http://euseioquevcfaz.blogspot.com.br/2012/12/episodio-proibido-de-simpsons.html

3-O top alguma coisa mais famoso desse blog- Top 10 melhores personagens de Filmes de Horror
Esse post conseguiu atingir a marca de 3223 views meu ficou fod* pra caramba

http://euseioquevcfaz.blogspot.com.br/2013/06/top-10-melhores-personagens-de-filmes.html
(as iamgens estão com problema)

2-TODA a Série Lendas da Deep Web:
Meu ficou mt foda cada postagem de eu escrevendo o q eu via nos sites q eu acessava. Era bizarro.



http://euseioquevcfaz.blogspot.com.br/search/label/Deep%20Web

1-Em primeiro lugar esta empatado com a serie mais recente que teve Você teria coragem pelo fato de ter muita view para um blog q não era mais acessado os GDG e o clássico Lolita Slave doll


GDG- http://euseioquevcfaz.blogspot.com.br/search/label/GDG

Vc teria coragem-http://euseioquevcfaz.blogspot.com.br/search/label/Coragem

Lolita-http://euseioquevcfaz.blogspot.com.br/2013/06/lolita-slave-doll-18-lendas-da-deep-web.html

e eu não podia esquecer da coisa mais brisada, engraçada e legal q fiz a música mais zuada q criei quando estava entediado
http://euseioquevcfaz.blogspot.com.br/2014/01/gordices-legais.html

sábado, 4 de abril de 2015

Creepypasta- Filmes Snuff postagem especial

A palavra inglesa snuff tem a ver com o ato de se soprar uma vela e extinguir a sua chama. A palavra vem sido utilizada como gíria por séculos para falar de morte, e hoje está indelevelmente associada aos snuff movies, filmes onde pessoas são mortas de verdade em frente às câmeras. Essas produções feitas à surdina e comercializadas no mercado negro da pornografia (e, mais recentemente, na deep web) causam fascínio e medo nos fãs do horror, mesmo que sua existência ainda não tenha sido comprovada.

A expressão snuff movie foi cunhada no livro The Family: The Story of Charles Manson’s Dune Buggy Attack Battalio, de Ed Sanders, onde ele afirma que a Família Manson produzia esse tipo de filme. Numa entrevista reproduzida no livro, um membro anônimo da Família fala sobre uma gravação onde “(…) uma moça jovem de uns 27 anos, cabelo curto… isso… e cortavam a cabeça dela fora”. Esse mesmo anônimo é quem usa pela primeira vez a palavra snuff nesse contexto.



Há muita confusão sobre o que um snuff movie de fato é. Considerando que a pornografia legal e ilegal vem se tornando cada vez mais extrema e os efeitos especiais no cinema de horror cada vez mais convincentes, é compreensível que muitas produções “normais” venham confundidas com esses filmes malditos. Basta lembrar o episódio ocorrido em 1991, quando o ator Charlie Sheendenunciou o filme japonês Guinea Pig: Flowers of Flesh and Blood ao FBI, acreditando que a atriz principal havia sido realmente morta e desmembrada em frente às câmeras, apenas para descobrir que era tudo um espetáculo de látex e sangue falso.



É claro que ninguém acredita em Snuff films. É muito doentio para ser real, certo? Ninguém em seu melhor estado mental conseguiria produzir evidências contra eles mesmos desse jeito, mas ainda fazer dinheiro com isso. Al Goldstein, produtor da revista Screw, tem uma oferta de um milhão de dólares para aquele que encontrar um snuff film real e que seja comercializado. A oferta foi aberta há anos atrás e ninguém conseguiu por as mãos no dinheiro. E por uma boa razão; quer dizer, você não compra um pacote de cigarros e vende por metade ou pelo terço do preço, vende?

Além do mais, até onde sei, ninguém jamais levou um desses filmes para casa, eles não são vendidos, como todo mundo pensa. É muito arriscado. Você paga para vê-los.

Existem em torno de 120 snuff films para serem assistidos neste único cinema (E provavelmente há mais pelo mundo), cada um categorizado por vítima, método de assassinato, se envolve relação intima (E se o ato ocorre antes ou depois da morte) e por “nível de brutalidade”. Pelo menos um filme é sobre uma garota loira e jovem sendo estrangulada até a morte enquanto pratica uma relação forçada. Outro mostra uma criança sendo aberta ainda viva, mas drogada demais para se mover, embora ainda produza sons. Tem um outro filme com um homem sendo pendurado de cabeça para baixo em um gancho de carne e depois tendo seus testículos removidos com um machete, sendo forçado a comê-los antes que morra por perda de sangue.

De acordo com a MPAA, a FCC, o FBI e site Snopes, não existe esse negócio de Filme Snuff. Sim, isso inclui o filme “Faces da Morte (você pode assisti-lo aqui: http://www.youtube.com/watch?v=2padofYIJ1g)". Qualquer coisa que você acha que pode contar algum tipo de assassinato real é falsificado, montagem ou não foi feito para esses fins, como aqueles vídeos nojentos de mau gosto que você encontra em sites da internet.

Existem, confirmados até o momento, entre 30-40 Filmes Snuff circulando por aí. Como por exemplo o filme mudo que retrata um celuloide de nitrato em decomposição, simplesmente intitulado “La mort d'une fille”, e ele é do ano de 1896.

Os filmes variam de violência, mas todos eles incluem cenas de sexo aparentemente ritualizadas, seguidos pelo assassinato de uma jovem de cabelos escuros e sujos e penetrantes olhos azuis, que aparentemente tinha cerca de 20 anos de idade.

Porém, o fato mais estranho... Todos os filmes contem esta mesma garota.Os filmes variam de violência, mas todos eles incluem cenas de sexo aparentemente ritualizadas, seguidos pelo assassinato de uma jovem de cabelos escuros e sujos e penetrantes olhos azuis, que aparentemente tinha cerca de 20 anos de idade.

Porém, o fato mais estranho... Todos os filmes contem esta mesma garota.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Respeite seus pais



03/04/1912

Entro em meu quarto bufando de raiva e ódio; sei que para alguém de minha idade não é normal sentir isso, mas ainda assim eu sinto... Quem ela pensa que é, gritando comigo daquele jeito? Ela se acha a dona da razão, quer sempre estar certa e sempre me dar ordens. Meu pai sim era um grande homem, mas desde que ele morreu ela não faz outra coisa senão mandar em mim! Queria fugir, não vejo a hora de completar a maioridade e sair daqui!

06/04/1912

Bah! Odeio escrever esse diário, mas meu professor me disse que seria uma boa ideia colocar meus pensamentos em algum lugar. Que raiva! Hoje ela me disse para ajudar nas tarefas domésticas; ela não vê que eu estudo e trabalho meio período? O que mais ela quer de mim?

08/04/1912

HAHAHA, ela me disse que me ama e que se preocupa comigo, que só quer o meu bem. Pro inferno com isso! A única coisa que eu quero é sair um pouco da presença dela... Vou até a biblioteca ler alguma coisa, afinal, lá deve ser melhor do que aqui.

09/04/1912

Legal, encontrei um livro sobre espíritos; tem bastante coisas aqui, até um ritual para libertar almas condenadas. Minha mãe diz não querer que eu leia isso; tomou o livro de mim e o escondeu na estante. Eu sei que ele está lá... É só uma questão de tempo até ela ir as compras, e me deixar aqui sozinho.

10/04/1912

Como sempre me deixei levar pela empolgação, ontem fiz um ritual do livro... No livro não dizia o que ele faz, apenas tinha o titulo de ”Criança Triste”; envolvia velas, riscos no chão, essas coisas... Mas foi apenas perda de tempo: a única coisa que consegui foi outra bronca dela que, quando chegou das compras, me viu com o livro em mãos e me fez limpar os riscos do chão! Megera!

11/04/1912

Droga, ela devolveu o livro para biblioteca! Tudo bem... Aquela coisa nem funcionava mesmo, não fiz nada de mais hoje, então não tenho muito que escrever aqui... Deixei leite fervendo no fogão, um copo de leite sempre me ajuda a dormir.

12/04/1912

Não acredito, ela tomou meu leite ontem à noite! Sabia! Ela nunca me enganou com aquele olhar de boazinha... Mas não a confrontei por isso, afinal, quando eu fui ver, o leite não estava mais lá. Sei que ela bebeu, e acho que foi por falta do leite que eu não consegui dormir bem ontem à noite.

17/04/1912

Chega! Já faz cinco dias que ela está roubando meu leite! Vou tirar satisfações com ela, afinal, já faz 5 dias que estou tendo pesadelos... acredito que seja por causa da falta de leite.

18/04/1912

Estranho... Ontem à noite ela jurou que não tomou o leite que fervia... Sei que ela está mentindo, mas é como se uma parte de mim acreditasse nela... Mas tenho problemas maiores agora: tem um buraco na parede que faz com que um ar muito gelado chegue ao meu pescoço durante a noite. O estranho é que durante o dia eu não encontro esse buraco... Amanhã eu procuro melhor, agora deixa eu ir preparar o meu leite...

20/04/1912

Já faz um dia que não escrevo nada, ainda estou tentando esquecer ou entender o que aconteceu na noite do dia 18... Mais uma vez beberam meu leite... e minha mãe não estava em casa! Me assustei com a situação mas logo me convenci de que algum gato deve ter entrado aqui e tomado o leite. Ao me preparar para dormir senti falta da segurança que a presença daquela mulher me faz sentir, mas minha mãe teve que dormir fora está noite devido a negócios... Melhor pra mim, a presença dela me dá segurança, mas também me dá raiva. Mas então o inexplicável aconteceu: aquele vento gelado no meu pescoço me fez acordar, e, ainda meio sonolento, rolei na cama e procurei pelo interruptor na parede. Ao acender a luz o vento gelado parou, e eu, olhando para o lado, vejo uma criança pequena, de cabelos loiros e olhos com bordas brancas e o centro negro... Com um singelo bigode de leite em seu rosto, ele se aproxima de mim e fica tão próximo que duas gotas de seu bigode de leite caem em minha testa (o leite está fervendo... mas nem dou atenção); não sinto medo, apenas um grande arrepio que percorre a minha coluna. Ao chegar perto de meus ouvidos ele disse: “Se você não a quer, vou pegar ela pra mim...”. Era uma voz tão inocente que chegava a assustar... Então me acordei: tonto, me levantei e fui até o banheiro; ao me olhar no espelho vejo pequenas queimaduras na minha testa, que ainda estava um pouco úmida. Passei o dedo na testa e provei... Tinha gosto de leite!

21/04/1912

Finalmente estou tranquilo, minha mãe volta hoje... melhor não contar a ela o que aconteceu; afinal, não quero que ela se preocupe comigo, quero apenas a sua presença para me dar segurança... finalmente vou ter coragem para dormir de novo. Venho tendo muitos pesadelos, em que estou sozinho em uma casa abandonada, onde aquela criança aparece e começa a rir de mim.

22/04/1912

Minha mãe não chegou ontem... Talvez ela deva ter se atrasado com os negócios, mas sei que ela deve de chegar em breve...

30/04/1912

Já faz nove dias que ela deveria ter chegado... ela só está um pouco atrasada. Consegui voltar a dormir, mas venho tendo muitos pesadelos onde estou sozinho em uma casa abandonada, e aquela criança aparece e começa a rir de mim. Sinto falta da minha mãe.

31/04/1912

Recebi hoje uma carta de uma tia, ao abrir a carta não consegui conter as lágrimas e entrei em desespero: minha mãe havia cometido suicídio! Na carta minha tia dizia para pegar minhas coisas e ir morar com ela... Sentei em um canto e comecei a chorar. Me senti responsável por ela cometer tal ato, agachado, balançado pra lá e pra cá na parede, até que sem querer bati com a cabeça na mesinha do corredor enquanto estava sentado, de um fundo falso caiu um livro, o livro dos espíritos. Junto com ele um bilhete, era a letra da minha mãe dizia:

Querido Luiz,

Saiba que se faço isso é por que te amo, mesmo que você não de valor a esse amor eu sempre te amarei, já há dias venho sendo atormentada por uma estranha criança que só existe em meus sonhos, uma criança que eu sei que é real, eu sinto. Ela me diz que vai te machucar, a menos que eu parta com ela, e eu prefiro morrer a te ver machucado, não posso fazer isso perto de você e já suportei tempo demais esse espirito que me segue em sonhos, sempre vigiarei por ti meu filho.
Com amor, Mamãe. E no final do bilhete havia uma escrita quase que ilegível. Dizia: ELA ESTA COMIGO AGORA.

- 15/04/2012



Já faz um século que estou aqui sentado, esperando que minha mãe retorne... acho que ela não vai retornar... preciso de uma mãe, estou muito triste... Agora, me diga: como anda seu relacionamento com sua mãe? Vocês brigam muito? Se você não a quer...

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Fonte: Predomínio do Terror

domingo, 22 de março de 2015

Chapolin Colorado e o Inferno de Dante

Não é novidade que o polegar vermelho protagoniza episódios com fortes ligações literárias e históricas. Nesse episódio o argumento não é muito diferente, no entanto o clima macabro exacerbado, fugindo em muitos momentos do humor comum do programa, fez com que o episódio fosse categoricamente cancelado e engavetado sem nem mesmo passar da metade das gravações.

Dante [Carlos Villagran] está sentado em sua escrivaninha, escrevendo em um pedaço de papel. Ele parece muito aborrecido e faz caretas de quem está sem a mínima inspiração.

A música ao fundo - Playing with toys

De repente alguém bate na porta. Dante levanta calmamente e vai até a porta. É Florenço [Ramon Valdez]. Florenço cobra de Dante 50 moedas de ouro que havia lhe emprestado. Dante alega à Florenço que está trabalhando em um novo conto e que dentro de um mês terá o dinheiro necessário, mas não adianta. Florenço relembra que está esperando ser pago a mais de um ano e que também sabe que Dante não paga mais impostos. Florenço não aceita o acordo com Dante e diz que se não receber o dinheiro até o final do dia, voltará a casa de Dante com os guardas para tomar sua casa.

Os dois discutem e Florenço deixa a cena batendo a porta. Dante olha pra câmera e diz: "Ó, e agora, quem poderá me defender?"

Chapolin aparece por trás de um "sofá" - Eu!

Dante - O Chapolin colorado!

Chapolin - Não contavam com a minha - E derruba alguns vasos de barro no cenário com a marreta.

A cena corta para outra, com outra música de fundo [In a Hurry] e Chapolin finalmente pergunta à Dante o porque ele o chamou. Dante conta sobre Florenço à Chapolin, mas depois acrescenta:

- O pior de tudo, Chapolin, é que tenho certeza que estou prestes a terminar uma das minhas maiores obras.

Chapolin - E o que falta?

Dante - Começar. (piadas típicas do seriado).

Dante continua explicando, agora de maneira mais séria, que tem uma ótima ideia pra uma obra que poderia se tornar um clássico, no entanto não tem inspiração. Chapolin indaga-o sobre a ideia e Dante afirma de maneira convicta, que quer escrever uma obra descrevendo o inferno. Ele volta a insistir que no entanto não tem qualquer inspiração.

Chapolin, de uma maneira muito incomum, olha para câmera com um rosto sério em uma cena que leva 1 minuto inteiro de silêncio.

- Eu posso lhe ajudar. Mas é algo muito arriscado - diz o polegar depois do silêncio amedrontador.

- O que é Chapolin, me fala - Diz Dante ansioso e ao mesmo tempo ciente do olhar perdido de Chapolin.

- Se você quer escrever sobre o inferno, nada melhor que consultar ao Diabo - Diz Chapolin de maneira trêmula, mas convicta.

Dante solta uma gargalhada e diz a Chapolin que ele não acredita no diabo nem no inferno. Ele tira sarro do Chapolin por alguns instantes. De repente o polegar começa a tremer e tremer mais forte quando do nada ele para e se mantém paralisado como quem está com o efeito de sua corneta paralisadora.

Dante interrompe as risadas e começa a chamar pelo Chapolin. Ele começa a ficar preocupado e chama-o sem parar. De repente alguém bate na porta e quando ele abre... recebe a visita do próprio Diabo [Ruben Aguirre]

A cena corta novamente com outra música de fundo [Flying Fists]

Diabo - Você quer conhecer o inferno?

Dante - Não seja ridículo, homem. Do que você está falando? - Fala irritado.

De repente os dois somem deixando a cena completamente abandonada. A câmera anda para direita e encontra Chapolin ainda paralisado com o olhar no nada.

A cena se transfere para outro cenário, claramente, o inferno. Desse momento em diante não se ouve mais nenhuma música de fundo até o fim do episódio. Dante desce alguns degraus acompanhado pelo diabo se colocando no centro da imagem. Dante olha para tudo com um rosto que mostra vividamente a mistura de encanto, surpresa e medo. O cenário como de costume, era de baixíssimo orçamento. Composto por paredes rochosas e vermelhas, com alguns caldeirões desordenados borbulhando fogo. Basicamente o estereótipo bobo de inferno.

- Isso é o suficiente para lhe inspirar? - Disse o diabo sorrindo

- Eu não sei... - disse Dante com o olhar perdido, como se estivesse arrependido.

- Você se sente bem?

- Sim.

- Que pena. - Disse sorrindo. - Talvez isso faça-o sentir pior....

Um grito arrepiante rasga o áudio no mesmo momento em que um homem corcunda [nenhum ator do elenco comum] com uma aparência fantasmagórica aparece. Ele é focado pela câmera até chegar na frente de Dante, com uma varinha. Ele aponta a vara para as pernas de Dante e elas simplesmente desaparecem, com um efeito chroma key comum no seriado. O clima é que não é comum. As expressões de Dante e do Diabo, desde que entraram no cenário do inferno, fugiram completamente no humor da serie. O limite do bizarro fora ultrapassado, diferenciando-se de qualquer coisa já vista em Chapolin antes.

Dante, agora sem as pernas, é meticulosamente pendurado, por dois homem encapuzados, em uma espécie de balanço em cima de um dos caldeirões. O áudio simplesmente some por alguns segundos, impossibilitando ouvir o que Dante grita. O audio volta e todos na cena somem exceto Dante.

Dante - Ó, e agora, quem poderá me defender?

Um cão entra no lugar como se estivesse farejando o chão até que chega em Dante. O cão dirige o olhar à ele, como que por acaso, e diz com uma voz de mulher [Maria Antonieta] - Ninguém. Você está no inferno, besta.

[ As risadas da "platéia" de uso comum em sitcoms, não são as risadas usadas nos demais episódios, mas sim risadas frenéticas, como se houvessem pessoas assistindo a desgraça de Dante dentro do próprio inferno ].

No mesmo instante um chromakey passa por todo o cenário deixando apenas a cabeça de dante em cena, em zoom, como se sua cabeça ocupasse quase toda a tela. Nas imagens passando ao fundo, mostram outros episódios de Chapolin, aleatoriamente. Algumas imagens do Diabo rindo. Algumas imagens do próprio seriado CHAVES são introduzidas muito subliminarmente.

Nesse momento Dante acorda em uma cama, em um ambiente parecido com um hospital (moderno). Um médico [Ruben Aguirre], que está ao seu lado, lhe pergunta


- Sr. Alighieri... Estás bem?

Dante - Nossa. Sim. Quer dizer que foi tudo um sonho?

Médico - Não. De maneira alguma. Eu sou o diabo.

Dante começa a chorar - Por favor, me tire daqui. Se eu soubesse nunca teria aceitado isso.

Nesse momento a voz do diabo fala enquanto a imagem volta a mostrar o Chapolin, na casa de Dante, ainda paralisado. - O Chapolin Colorado lhe deu essa passagem para o inferno. Isso lhe custou seus movimentos. Bem, pelo menos enquanto você está no inferno. Esse foi o preço que o Chapolin pagou para que você pudesse vir. Agora... Embora o polegar retome seus movimentos quando você voltar, isso lhe custará os seus movimentos físicos.

Os homens de Florenço entram na casa de Dante e Florenço diz - Entrem, peguem o que lhe interessa e destruam o resto, a casa é de vocês.

Ele se depara com o corpo de Chapolin e diz animado - Chapolin! Chapolin colorado! O que está fazendo aqui? - diz muito alegre e risonho. - Chapolin? - Insiste - Chapoliiiin? - Começando a ficar brabo.

Florenço [Don Ramon] olha para câmera e diz

- Bom... - conformado. Em seguida ele dirige a palavra aos encarregados - Podem levar esse aqui também.

E então, o episódio acaba.

Um funcionário anônimo da televisa, que se tornou amigo de Roberto Bolaños pouco depois do seriado sair do ar em 1979, foi o responsável pelo vazamento do suposto roteiro do episódio. Mesmo não existindo nenhuma parte da gravação ou mesmo foto do episódio na internet, o boato que já circulava sobre esse e outros episódios, foram fomentados pelo vazamento do roteiro.

Esse mesmo funcionário acredita que o episódio não foi em frente pelas seguintes razões:

* Bolaños de preocupava muito ao usar clássicos como inspiração, e esse não se parecia em nada com a obra "A Divina Comédia" de Dante Aligieri.

* Bolaños desistiu até mesmo de finalizar as gravações pois sabia que a televisa não aceitaria exibir, por razões óbvias: O episódio destoava fortemente do resto da série.

Em 2008, no Peru, Ruben Aguirre (Professor Girafáles) disse, em uma entrevista, que Bolaños não se sentia comprometido com o humor. Gostava de fazer rir, mas também gostava de fazer chorar, de causar medo, de causar comoção. Por causa disso ele teria brigado seguidamente com a televisa, e que muitos outros episódios foram cancelados, não-gravados, engavetados e etc.






Via: The Creepypasta

sábado, 21 de março de 2015

Você teria coragem? - A Face do Diabo




A Face do Diabo é um jogo que só pode ser jogado por uma pessoa.

Você precisa de 12 velas pretas para jogar e um despertador.

1º Passo: Um pouco antes da meia-noite, se tranque no banheiro e desligue as luzes.


2º Passo: Fique em frente ao espelho e acenda as doze velas.


3º Passo: Feche seus olhos e fique com eles fechados até que o despertador indicando que é meia-noite toque.

4°ABRA OS SEUS OLHOS

sexta-feira, 20 de março de 2015

Postagem 600 especial- Abandonados pela Disney

Talvez vocês não saibam, mas a Disney é a principal responsável por tornar uma pequena vila em uma vila fantasma que hoje é conhecida como “Ghost Town”. Deixe-me explicar, a Disney construiu o “Treasure Island Resort (Resort da Ilha do Tesouro)", que em 1999 teve o nome alterado para “Discovery Island (Ilha da Descoberta)" que esta localizada na Baía de Baker, nas Bahamas.



Discovery Island não era uma vila fantasma. Navios de cruzeiro da Disney realmente desembarcavam no resort e deixava os turistas para relaxarem no luxo.

Outro fato verdadeiro que você mesmo pode comprovar é que a Disney investiu 30 milhões neste paraíso tropical... Sim, trinta milhões de dólares.

Em seguida eles simplesmente abandonaram o local.

Eles culparam as águas rasas (rasas demais para que seus navios operassem em segurança), e sobrou até para os trabalhadores. A Disney disse que como eles eram das Bahamas, eles eram muito preguiçosos para trabalhar em um horário regular.

É aqui que a natureza factual da história acaba. Não era por causa da areia, e obviamente não era porque "os trabalhadores eram preguiçosos demais". Ambas eram desculpas convenientes.

Não, eu sinceramente duvido que essas razões eram legítimas. Porque eu simplesmente não acreditei na história oficial?


Por causa do Palácio de Mogli.

Palácio de Mogli





Perto da cidade litorânea de Emerald Isle na Carolina do Norte, a Disney começou a construção do "Palácio de Mogli" na década de 1990. O conceito era um resort com a temática da selva, com um enorme PALÁCIO, como você pode imaginar, no centro de tudo isso.

Se você não estiver familiarizado com o personagem Mogli, então você deve se lembrar melhor da história Mogli - O Menino Lobo. Se você não o viu antes em outro lugar, você talvez o conheça como um personagem dos desenhos da Disney de décadas atrás. Mogli é uma criança abandonada na selva, simultaneamente criado e também ameaçado por animais.

O Palácio de Mogli era um empreendimento polêmico desde o início. A Disney comprou uma tonelada de terra de alto custo para o projeto, e na verdade houve um escândalo envolvendo algumas das compras. O governo local declarou as casas das pessoas como "domínio eminente" e as vendeu para a Disney. Em determinado ponto, uma casa que tinha acabado de ser construída era simplesmente condenada com pouca ou nenhuma explicação.

A terra agarrada pelo governo era supostamente para o suposto projeto de uma rodovia nunca construída. Sabendo muito bem do que estava acontecendo, o povo passou a chamá-la de "Rodovia Mickey Mouse".

Então, tinha o conceito de arte. Um grupo de camisetas da Disney foram feitas para a reunião com os moradores da cidade. Eles vendiam a ideia, como se fosse ser lucrativo para todos. Quando eles mostraram o conceito... Aquele enorme palácio Indiano, cercado pela Selva e composta por homens e mulheres vestindo tangas e roupas tribais... Bem, basta dizer que eles não aceitaram a ideia.

Estamos falando de um enorme Palácio Indiano. Selva e tangas não relativamente no centro de uma área de luxo, mas sim em uma área xenofóbica do sul dos Estados Unidos. Foi uma escolha questionável a esse ponto da história.

Um membro da multidão tentou invadir o palco, mas foi impedido pelos seguranças assim que ele tentou quebrar uma das placas da frente. Disney pegou aquela comunidade e lhe quebrou os joelhos. As casas foram arrasadas, o terreno foi limpo, e não havia uma maldita coisa que qualquer um pudesse fazer sobre isso. TV e jornais locais eram contra o resort desde o início, mas alguma ligação insana entre as explorações de mídia da Disney, e os locais de interesse turístico entrou em jogo e as opiniões mudaram repentinamente.
De qualquer forma, Treasure Island, nas Bahamas. Disney investiu milhões no lugar e começou o trabalho. A mesma coisa aconteceu com o Palácio de Mogli.

A construção estava completa. Os visitantes realmente se hospedaram no resort. As comunidades do entorno foram inundadas com o tráfego e os aborrecimentos habituais associados com o fluxo de turistas perdidos e irados.

Então, tudo parou.

A Disney desligou o lugar e ninguém sabia, sequer, o que pensar. Mas eles estavam bastante felizes com isso. A perda da Disney foi bastante hilária e maravilhosa para um grande grupo pessoas que não queriam tudo aquilo em primeiro lugar.

Honestamente, eu não pensei nesse lugar, desde que soube que tinha fechado a décadas atrás. Eu vivo a quatro horas de Emerald Isle, então realmente só ouvi rumores, não presenciei nada disso.

Então eu li este artigo de alguém que havia explorado a Treasure Island e criado um blog inteiro direcionado exclusivamente para as coisas loucas que ele havia achado por lá. Coisas simplesmente... Deixadas para trás. Coisas quebradas, desfiguradas, provavelmente destruídas por funcionários descontentes que perderam seus empregos.

Todos os locais ao redor tinham uma mão na destruição daquele lugar. As pessoas simplesmente ficaram furiosas sobre o Treasure Island e fizeram isso com o Palácio de Mogli.

Além disso, há rumores de que a Disney havia lançado seu "estoque" de aquário nas águas locais quando fecharam... Incluindo tubarões.

Quem não gostaria de ter algumas oscilações em merchandising após isso?

Bem, o que estou querendo dizer, é que esse blog sobre o Treasure Island me fez pensar. Mesmo muitos anos tendo se passado, desde que o resort fechou, eu pensei que o Palácio de Mogli seria um lugar legal para uma "Exploração Urbana". Bater algumas fotos, escrever sobre a minha experiência, e provavelmente ver se eu encontrava alguma coisa para levar de recordação.

Eu não vou dizer que não demorei em realmente ir pra lá, porque, honestamente, demorei um ano desde que descobri o artigo sobre Emerald Isle.

Durante esse ano, fiz uma imensa pesquisa sobre o Palácio do Resort... ou pelo menos, tentei.
Naturalmente, nenhum site oficial da Disney ou fonte fazia qualquer menção sequer sobre o lugar.

Ainda mais estranho, no entanto, era que ninguém antes de mim havia pensado em "blogar" ou até mesmo postar uma foto sobre o lugar. Nenhuma TV local ou site de notícia tinham sequer uma palavra sobre o assunto. O que era de se esperar, uma vez que todos haviam se manifestado da maneira que a Disney queria. Eles não sairiam por aí falando sobre os próprios erros, não é mesmo?

Recentemente, eu descobri que empresas podem realmente pedir ao Google, por exemplo, para remover links dos resultados de busca... Basicamente, qualquer coisa. Olhando para trás, provavelmente, não era que ninguém nunca tinha falado sobre o resort, mas sim que suas palavras estavam apenas inacessíveis.

Então, no final das contas, eu mal conseguia encontrar o lugar. Tudo que eu tinha era um mapa velho pra caralho que eu recebi pelo correio nos anos 90. Era um item promocional enviado a pessoas que tinham ido recentemente a Disneylândia, e eu acho que já que eu estive lá nos anos 80, quando tudo isso ainda era "recente".

Eu realmente não pretendia depender muito dele. Ele acabou esquecido junto com meus livros e revistas em quadrinhos da minha infância. Só lembrei disso após meses de pesquisa, e mesmo assim, ainda levei algumas semanas para localizar a caixa onde havia guardado.

Mas eu FINALMENTE encontrei. Os moradores não ajudaram nem um pouco, como a maioria tinha se mudado para a praia nos últimos anos... ou os antigos moradores que apenas zombavam de mim e faziam gestos rudes, antes mesmo que eu pudesse dizer "onde eu encontro o Palácio do...".

Após um longo tempo, a viagem me levou longe. Plantas tropicais que se alastravam e cobriam a área repleta de espécies nativas de flores que na verdade sempre pertenciam a aquele lugar.

Fiquei admirado quando cheguei aos portões na frente do resort. Enormes portões monolíticos de madeira que de ambos os lados pareciam ter sido cortados de uma gigantesca Sequoia. O portão em si havia sido furado em vários lugares por pica-paus e comido na base por insetos escavadores.

Pendurado no portão havia uma placa de metal, algum rabisco aleatório com letras negras feitas a mão, que dizia "ABANDONADO PELA DISNEY". Claramente um pequeno protesto de algum funcionário.

Os portões estavam abertos o suficiente para que eu pudesse entrar, mas não dirigir, então eu peguei minha câmera digital e o mapa, cujo outro lado mostrava apenas o projeto do resort. Segui a pé.

O terreno interno do lugar era tão cheio quanto a porta de entrada. Palmeiras permaneciam tortas apoiadas nas pilhas de seus próprios cocos. Bananeiras também estavam lá em seus resíduos fedorentos. Havia essa espécie de confronto entre a ordem e o caos, graças as plantas cuidadosamente plantadas ali.

Tudo o que restara de quaisquer estruturas exteriores foram quebradas. A madeira apodreceu e haviam vários pedaços de um material queimado que não pude identificar. O que parecia ser um balcão de informações ou um bar ao livre, agora era apenas uma pilha de destroços desgastado pelo tempos.

A coisa mais interessante no lugar era uma estátua de Baloo, o urso de "Mogli - O Menino Lobo", que ficava em uma espécie de pátio de frente com edifício principal. Ele estava intacto em uma pose animada, dançando, olhando para o nada com um sorriso cheio de dentes e cocô de pássaros cobrindo todo o seu "pêlo" e raízes ao redor da plataforma onde ele estava.

Me aproximei do edifício principal - O PALÁCIO - apenas para encontra o exterior do prédio coberto por pichações onde a pintura ainda não tinha descascado. As portas da frente não estavam apenas abertas. Suas dobradiças foram quebradas e as portas haviam sido roubadas.

Acima das portas de entrada, ou a abertura onde um dia houvera portas, mais uma vez, alguém havia escrito: "ABANDONADO PELA DISNEY".

Eu gostaria de poder contar todas as coisas incríveis que vi dentro do Palácio. Estátuas esquecidas, caixas registradoras abandonadas, uma sociedade secreta de mendigos... Mas não.

O interior do prédio era tão gritante, tão vazio, que eu acho que na verdade alguém havia roubado a moldura das paredes. Tudo que era grande demais para ser roubado... Balcões, mesas, árvores gigantes de plástico, tudo isso descansava em meio a essa câmara vazia que ecoava lentamente cada passo que eu dava como uma metralhadora.

Eu verifiquei a planta do lugar e me dirigi aos locais que pareciam de alguma forma interessantes.

A cozinha era como você pode imaginar... Uma área de preparação de alimentos industriais com todos os aparelhos e espaço, nenhuma despesa poupada. Cada superfície de vidro fora quebrada, cada porta havia tido suas dobradiças roubadas, cada superfície metálica havia sido chutada e amassada. O lugar inteiro cheirava muito a mijo velho.

O enorme freezer, nem mesmo esfriava um pouco sequer. Agora, tinha filas e filas de espaço vazio nas prateleiras. Ganchos pendurados no teto, provavelmente para pendurar os pedaços de carne, e enquanto eu estava lá dentro, por um momento, percebi que eles estavam balançando.

Cada gancho balançava em uma direção aleatória, mas seus movimentos eram tão lentos e pequenos que era quase impossível de se ver. Achei que aquilo tinha sido causado por meus passos, então eu os fiz parar de balançar segurando-o com uma mão, e em seguida, soltei cuidadosamente, mas em poucos segundos eles começaram a balançar novamente.

Os banheiros estavam em grande parte no mesmo estado que o resto do lugar. Assim como em Treasure Island, alguém tinha metodicamente quebrado cada vaso sanitário de porcelana, repletos de fezes. Havia cerca de meia polegada de sujeira, fedendo a água estagnada no chão, então eu não fiquei lá por muito tempo.

O que era mais estranho é que nos banheiros e as pias (e os bidês no banheiro das mulheres, sim, eu fui lá), tudo pingava, vazava, ou apenas escorria livremente. Me pareceu que deviam ter fechado a água por muito tempo. Há muito tempo.

Havia muitos quartos no palácio, mas naturalmente não tive tempo de olhar todos eles. Os poucos que eu olhei estavam igualmente destruídos, e eu também não esperava encontrar nada lá. Pensei que tivesse alguma televisão ou um rádio em um dos quartos, porque tenho certeza que ouvi uma conversa tranquila saindo de um deles.

Apesar de ter sido como um sussurro, provavelmente era a minha própria respiração ecoando no silêncio, ou apenas outro caso do som da água fluindo brincando com a minha mente. A conversa era algo do tipo:

1: "Eu não acredito."

2: "(resposta curta e incompreensível)."

1: "Eu não sabia disso. Eu não sabia disso."

2: "Seu pai te disse."

1: "(resposta incompreensível, ou apenas murmúrio)."

Eu sei, eu sei , isso soa ridículo. Estou apenas dizendo o que eu passei por lá, por isso pensei ter visto algo correr naquela sala - ou pior, alguns mendigos que provavelmente haviam se escondido lá e estariam prontos pra me esfaquear ou algo do tipo.

Chegando as portas da frente do palácio de novo, percebi que não havia encontrado nada de interessante e tinha perdido toda a viagem.

Porém, enquanto olhava pra fora das portas, notei algo interessante no pátio que eu não havia notado antes. Algo que provavelmente me daria pelo menos UMA coisa para mostrar ao publico e que tivesse valido todo aquele esforço, mesmo que fosse apenas uma fotografia.

Havia uma estátua realista de uma cobra gigante, talvez dois metros e meio de comprimento, enrolada e "tomando sol" em um pedestal bem no centro do lugar. Era quase hora do sol começar a nascer, o que dava uma iluminação perfeita para uma fotografia. Aproximei-me da cobra e tirei uma foto. Então, eu fiquei na ponta dos pés e tirei outra. Eu me aproximei novamente para obter uma foto mais detalhada de seu rosto.

Lentamente, a cobra levantou a cabeça, olhou diretamente nos meus olhos, virou-se e deslizou fora do pedestal, passando sobre a grama e desaparecendo entre as árvores.

Todos os dois metros e meio da "estátua". Sua cabeça enorme desapareceu no meio da floresta antes mesmo de sua cauda deixar o local enquanto o sol aparecia.

Disney havia soltado todos os seus animais exóticos no terreno. Bem ali no meu mapa era onde ficava a "Reptile House (Casa dos Répteis)". Eu deveria ter imaginado. Tinha lido sobre os tubarões da Treasure Island, e eu deveria saber que eles haviam feito isso.

Fiquei chocado, apenas absolutamente estupefato. Minha boca deve ter ficado escancarada por um bom tempo antes que eu voltasse a si. Pisquei algumas vezes e me afastei de onde a cobra tinha saido. Voltei para o Palácio.

Apesar de ela não estar mais ali, eu ainda não queria correr nenhum risco e continuei o meu caminho para dentro do prédio.

Demorou algumas respirações profundas e tapas na minha própria cara para cair em si depois dessa. Procurei um lugar para me sentar, já que minhas pernas estavam um pouco parecidas com geleia neste momento. É claro que não havia lugar para se sentar, a menos que eu quisesse repousar sobre cacos de vidro e carpete mofado ou arrastar-me em cima de uma mesa de confiabilidade questionável.

Eu já havia visto algumas escadas perto do átrio do palácio e decidi me sentar lá até que eu me sentisse melhor.

A escadaria, diferente da frente do edifício não estava tão suja, exceto por um acúmulo surpreendente de poeira. Puxei uma placa de metal da parede, mais uma vez pintada com a frase "ABANDONADO PELA DISNEY" cujo eu já estava acostumado. Coloquei a placa nas escadas e me sentei sobre ela para me manter pelo menos um pouco limpo.

A escada levava para baixo, abaixo do nível do solo. Usando o meu flash da câmera como uma espécie de lanterna improvisada, eu podia ver que a escada terminava em uma porta de malha de metal com um cadeado. Havia uma placa na porta, e desta vez, era uma placa de verdade. Dizia: "SOMENTE MASCOTES! OBRIGADO!".

Isso me animou um pouco, por duas razões. Uma delas era que uma área de mascotes definitivamente teria algo interessante. E a segunda razão, era que o cadeado ainda estava no local. Ninguém havia ido lá embaixo. Nem os vândalos, nem os saqueadores, ninguém.

Este era o único lugar que eu poderia realmente "explorar" e, talvez, encontrar algo interessante para fotografar ou até mesmo, roubar. Eu havia chegado ao palácio concordando comigo mesmo que estava tudo bem qualquer coisa que eu quisesse pegar de lá, porque - hey - "abandonado", certo?

Não demorou muito para arrombar a fechadura. Bem, pra ser sincero, isso não é verdade. Não demorou muito para prender a placa de metal na parede que o cadeado estava preso. O tempo e a decadência tinham feito a maior parte do trabalho para mim, e eu era capaz de dobrar a placa de metal suficiente para puxar os parafusos para fora da parede - algo que ninguém tinha aparentemente pensado em fazer, ou tivesse sido capaz de fazer no momento.

A área dos mascotes foi uma mudança surpreendente e muito bem-vinda do resto do edifício que eu havia visto. Além disso, nada tinha sido roubado ou quebrado, mesmo que a idade e a exposição tivessem definitivamente envelhecido o local.

As mesas tinham blocos de anotações, canetas, relógios... Até mesmo um relógio de parede completamente cheio de cartões antigos. Haviam cadeiras espalhadas e até uma pequena sala de descanso com uma velha televisão cheia de estática e um enorme balcão repleto de comida e bebidas estragadas.

Era como um daqueles filmes pós-apocalípticos, onde tudo é deixado jeito que estava na hora da evacuação.

Enquanto eu caminhava pelos corredores que mais pareciam um labirinto, o local se tornava cada vez mais interessante. Conforme eu ia mais longe, via balcões e mesas derrubadas, papéis espalhados e quase se fundindo com o chão úmido, e um grande tapete lentamente apodrecia no chão.

Tudo parecia "mole". Tudo que era de madeira se desintegrava como mingau quando tocado até mesmo com a menor quantidade de força, e itens de vestuário pendurados em ganchos em uma das salas simplesmente caiam em fios úmidos, se eu tentasse retirá-los.

Uma coisa que me incomodou bastante foi que a luz estava se tornando mais escassa e pouco confiável conforme eu ia mais para as úmidas e sufocantes profundezas do local.

Eventualmente, cheguei a uma porta listrada, preta e amarela com as palavras "PERSONAGEM PREP 1" estampadas nela.

A porta não abriu de primeira. Percebi que aquele provavelmente era o lugar onde as fantasias eram mantidas, e eu definitivamente queria uma fotografia daquela bagunça fedorenta e bizarra. Por mais que tentasse, qualquer ângulo ou truque que eu tentava, a porta não queria ceder.

Isto é, até eu desistir e começar a me afastar. Foi quando houve um ligeiro som de estalo e a porta se abriu lentamente.

No interior, o quarto estava completamente escuro. Breu total. Eu usei o flash da câmera para procurar por algum interruptor de luz na parede, mas não havia nada.

Enquanto fazia minha pesquisa, fui jogado para fora do meu sentimento de emoção por um zumbido alto elétrico. Fileiras de luzes em cima de mim repente começaram a se acender.

Demorou um segundo para os meus olhos se ajustarem, e parecia que a luz ia ficando cada vez mais brilhante até que todas as lâmpadas explodissem... Mas assim que eu pensei que iria chegar a essa fase crítica, as luzes diminuíram um pouco e se estabilizaram.

O quarto era exatamente como eu havia imaginado: Vários uniformes da Disney pendurados nas paredes. Pareciam cadáveres desenhos animados pendurados por forcas invisíveis.

Havia uma prateleira inteira de tangas e roupas "nativas" em cabides.

O que eu achei estranho, e o que eu queria fotografar imediatamente, era uma fantasia de Mickey Mouse no centro da sala. Ao contrário das outras roupas, esta estava deitada de costas no centro do quarto como uma vítima de assassinato. O pelo sobre o traje estava podre e caindo aos poucos, e ele tinha alguns remendos.

O que era ainda mais estranho, porém, era a cor do traje. Era como se fosse uma fotografia negativa do Mickey Mouse. Preto onde deveria ser branco, e branco onde devia ser preto. Seu macacão que normalmente seria vermelho, era azul claro.

A visão foi desanimadora o suficiente para que eu realmente adiasse fotografar a coisa até o último instante.

Tirei uma foto dos trajes pendurados nas paredes. Ângulos de cima, de baixo, fotos de lado para mostrar todas as fantasias, os rostos dos desenhos animados pútridos, alguns com olhos de plástico faltando.

Então eu decidi encenar uma foto. Precisava apenas de um dos personagens enlameados no chão sujo.
Peguei a cabeça de um traje do Pato Donald e cuidadosamente o removi para que a coisa toda não desmoronasse em minhas mãos.

Enquanto olhava para o rosto de olhos arregalados, para aquela cabeça mofada, um barulho muito alto me fez pular de susto.

Olhei para os meus pés, e entre os meus sapatos tinha um crânio humano. Ele havia caído de fora da cabeça do Donald, e se quebrou em pedaços aos meus pés; apenas o rosto vazio e o maxilar inferior permaneceram, olhando para mim.

Larguei a cabeça do Donald imediatamente, como seria de esperar, e corri para a porta. Quando cheguei na porta, olhei de volta para crânio no chão.

Eu tinha que tirar uma foto daquilo, sabe? Eu TINHA.

Precisava de uma prova do que havia acontecido ali, especialmente se a Disney tentasse de alguma forma acobertar isso. Eu não tinha nenhuma dúvida em minha mente, desde o início, que mesmo se fosse apenas negligência grosseira, a Disney era responsável por isso.

Foi então que o Mickey Mouse, no meio da sala, começou a se levantar.

Primeiro ele se sentou, e em seguida, se apoiou sobre os pés. O traje do Mickey... Ou quem quer que estivesse dentro dele, ali no centro da sala, com seu rosto falso apenas se virando lentamente para mim, enquanto eu murmurava "Não..." de novo, e de novo, e de novo...

Com as mãos trêmulas, o coração batendo violentamente, e pernas que mais uma vez se transformaram em geleia, eu consegui levantar a câmera e apontá-la para a criatura que agora me avaliava calmamente.


A tela da câmera digital exibia apenas pixels espalhados na forma daquela coisa. Era uma silhueta perfeita do traje Mickey. À medida que a câmera se movia em minhas mãos trêmulas, os pixels se espalhavam por onde o Mickey se movia.

Em seguida, a câmera parou. Ficou em branco, silenciosa e... Quebrou.

Ergui os olhos mais uma vez para o traje do Mickey Mouse.

"Hey", ele disse em um tom abafado, mas perfeitamente executando a voz de rato, pervertidamente. "Quer ver minha cabeça sair?".

Ele começou a puxar a sua própria cabeça, movendo seus dedos das luvas desajeitadamente em torno de seu pescoço. Seus movimentos eram impacientes, semelhante a um homem ferido tentando se livrar das garras de um predador.

Enquanto ele colocava seus dedos em volta do pescoço... Muito sangue.

Muito sangue... Amarelo... Grosso, espesso, nojento.

Eu me virei quando ouvi um barulho horrível de carne e pano se rasgando. Só me preocupava em fugir. Acima da porta do lado de fora desta sala, eu vi a mensagem final cravada numa placa de metal por unhas ou ossos:

"ABANDONADO POR DEUS".

Eu nunca tirei aquelas fotos da câmera. Eu nunca escrevi sobre isso em lugar algum, até agora. Depois que fugi daquele lugar, para o bem da minha sanidade mental, se não a minha própria vida, eu entendi por que a Disney não queria que ninguém soubesse sobre aquele lugar.

Eles não queriam que ninguém como eu entrasse lá.

E eles definitivamente não queriam que nada parecido com aquilo saísse de lá.


quinta-feira, 19 de março de 2015

Teletubbies e o Universo do Meio



Quem assistiu aos episódios bobos de Teletubbies nunca iria imaginar que existe a possibilidade de conter neles uma verdade perturbadora. O programa produzido pela BBC em parceria com a RagDoll tinha o propósito nobre de divertir o público infantil, no entanto, Teletubbies nunca deixou de ter um aspecto esquisito e sinistro. Na trama, seres parecidos com grandes ratazanas gordas com antenas se comportavam de forma idiota o tempo todo, em um lugar que parecia uma colina verdejante. Aimedin.jpg

Todas as ideias bizarras assistidas nos 365 episódios sairam da cabeça de um único homem: Andrew Davenport, e é nesse ponto que a história começa a ficar interessante. Davenport é o diretor criativo da Ragdoll e um campeão de audiência nos programas que levam sua autoria. Ingressou nesse ramo após concluir seu curso na Universidade de Londres. O sucesso e a fama de Andrew sempre foram destaque da imprensa da sua cidade natal, Folkestone, assim como o seu lado negro, um lado tão obscuro que Davenport nega veementemente, talvez porque queira esquecer.

Durante sua infância, Andrew teve problemas na escola, sendo obrigado à estudar em um colégio que era um tipo de escola militar nas proximidades de Folkestone que tinha a má fama de “maltratar” seus alunos. Nesse período, Davenport compulsoriamente se submeteu ao rigoroso Plano de Disciplina do colégio. Dentre os eventos desse plano estava passar um final de semana em uma base militar onde é a atual RAF Menwith Hill Station, em Harrogate.

Depois dessa viagem Andrew voltou transtornado. Aquele menino sempre "elétrico" virou uma criança séria, sem expressões. Sempre cabisbaixo pelos cantos, o jovem nunca tocou no assunto abertamente. Chegou a frequentar um psiquiatra para se livrar do trauma mas não obteve sucesso. Com o tempo o impacto dos acontecimentos da viagem diminuiram até se anularem nas profundezas da alma de Andrew. E ficou lá, escondido, até o dia em que Davenport decidiu colocar as idéias no papel: era o programa do Teletubbies.

Agora, o já adulto Andrew apresentava aos executivos da BBC, o projeto para esse programa infantil: tudo muito bom, muito simples … ou pelo menos era o que parecia ser. Em um certo dia, Davenport foi à uma festa com toda a equipe do programa. O diretor exagerou um pouco na bebida e terminou em um estado deplorável. No meio da choradeira, Andrew começou a confessar aos presentes sobre um tal "Operação Mider”. Segundo suas palavras, durante a viagem feita com o colégio militar aos seus 13 anos de idade, Andrew e seus colegas terminaram submetidos à um experimento de uma Operação chamada pelos militares de Mider. Todos foram postos em uma cúpula que parecia feita de um plástico líquido e permaneceram ali enquanto uma luz fortíssima tomava toda a esfera. Andrew revela que desmaiou, acordando em um lugar totalmente bizarro. Nesse lugar, nada parecia fazer muito sentido, as leis da Física não eram respeitadas e as criaturas que habitavam o local não tinham nada a ver com qualquer animal que habitava o nosso planeta. Eram seres parecidos com grandes ratos humanoídes, com cerca de 2 metros de altura, vestindo roupas metálicas e com antenas em cima das cabeça. Na região do abdomen desses seres havia uma display que demonstrava tudo aquilo que eles pensavam e até mesmo o que Andrew pensava. Todos se comportavam de maneira boba, emitindo algo parecido com risadas o tempo todo. Pareciam crianças. Andrew e mais três de seus colegas permaneceram nesse local, segundo sua perspectiva, por longos meses. Se comunicavam com as criaturas por pensamento e elas materializavam tudo aquilo que eles desejavam, quase sempre com um sorriso no rosto. Certo dia, no meio desse ambiente incomum, Andrew e seus colegas encontraram um pilar, uma pedra em forma cilindrica, que emitia uma luz intensa. Curioso, um dos colegas de Andrew terminou por tocar nesse cilindro e desapareceu. Os outros ficaram temerosos e saíram dali correndo. O pobre rapaz voltou ao seu lar, um globo com janelas tortas que flutuava, aonde as criaturas viviam. Porém, conta o próprio que certo dia o pilar cilindrico apareceu ao lado da sua janela. Andrew temia tocá-lo mas uma das criaturas transmitiu um sentimento positivo fazendo com que Andrew criasse coragem. E ele tocou e acordou dentro da esfera da base militar no momento exato em que aparentemente teria desaparecido. Davenport disse à sua equipe que aquilo tinha sido real demais para ser uma ilusão. Os seus outros colegas do experimento também tiveram a mesma visão de Davenport. Do total de 12 crianças, apenas ele e mais três colegas foram parar naquele lugar, os demais foram cada um para um lugar diferente. Andrew ainda concluiu dizendo que os responsavéis falaram que haviam obtido sucesso no acesso do “Universo do Meio”.

No dia seguinte, Andrew negou tudo que falou para equipe. Disse que era um pensamento bobo, para não acreditarem em nada e se calou por meses. Não se ouviu mais Andrew, senão quando tinha que dar uma ordem.

A história era estranha demais para ser mentira. Anos depois, estudiosos da Teoria das Cordas revelaram que poderia existir entre dois universos paralelos um lugar em que as leis da Física que conhecemos não se aplicariam. Acreditam eles que era um espaço vazio, sem vida, o vácuo. Mas talvez eles estejam errados, talvez exista algo, existam os “Universos do Meio” e talvez Andrew tenha sido um dos primeiros humanos a visitá-lo. Talvez essas criaturas nos visitem… o tempo todo.
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