segunda-feira, 13 de maio de 2013

O incrível mundo de gumball O vírus creepypasta

O episódio começa com os Wattersons (a família principal do programa) andando de carro por uma floresta à noite. Não havia qualquer sinal de civilização por perto (exceto, lógico, a estrada em que eles estavam dirigindo). Não havia nenhum carro à mais passando pela estrada. Eis que descobrimos o porque de eles estarem ali: Richard, o coelho rosado e gigante, havia seguido as indicações de um mapa astral achando que fosse o mapa da estrada (há o uso de humor nos episódios). Antes que perguntem, sim, Richard é tão idiota quanto Homer Simpson (depois dessa, talves seja ainda mais estúpido). Os Wattersons, oficialmente perdidos na floresta, não sabem o que fazer, até Nicole (a mãe)sugerir procurar uma cidade onde possam passar a noite, que todos concordam ser o melhor a se fazer. Todos exceto Darwin (o peixe), que sugeriu trocar de pai (outro momento de humor, mas aí você já vê a diferença: no desenho da TV, Darwin é um bom rapaz, ele nunca, por mais anta que fosse, diria algo do tipo).
Continuando a "viagem", os Wattersons logo avistam sinal de civilização ao longe, uma pequena cidade, dessas "cidades do interior" americanas, apenas casas, nenhuma estrutura que tivesse mais de dois andares. Caminhando um pouco pela cidade, minúscula por sinal, (para se ter uma idéia do tamanho dela, imagine uma cidade do tamanho de South Park) eles encontram uma pousada para passar a noite, ou aS noiteS, já que aquele povoado parecia estar à quilômetros de qualquer outra cidade. Ao entrarem na pousada, eles se deparam com a atendente, uma senhora idosa. Mas o que mais me chamou a atenção: ela era uma humana! Em todos os episódios de "O Incrível Mundo de Gumball", a gente se depara com bananas falantes, gatos falantes, frutas falantes, tem até um amendoim com pernas falante, pra você ter uma idéia. Mas a coisa mais próxima de um ser humano era uma personagem que era um queixo virado de ponta cabeça, filmado em Live Action. Nicole, logo após conseguir um quarto para toda a família, conta a história que a família passou, e pergunta se ela pode ajudar. A velhinha disse que seria difícil arranjar ajuda, não é costume eles receberem visitantes por ali. Gumball, o personagem central, pergunta então por que ela havia aberto uma pousada, se nunca recebia turistas por lá. Antes que ela pudesse responder, Richard interrompe, dizendo que havia visto alguém na janela da pousada, que fica bem ao lado da porta de entrada. A velhinha diz que não era ninguém, e mostra à família o quarto deles... com uma única cama de casal, sendo que há cinco pessoas, e Richard sozinho já ocupava meia cama. A atendente disse que era o único quarto que eles poderiam alugar, porque... era o único quarto da pensão. Sem alternativas, eles decidem ficar por alí. Nesse momento, Anais (a coelhinha pequena) espirra. A atendente se aproxima dela, falando feito um macaco (como você faz quando vai falar com o filho recém-nascido de seu irmão), perguntando se "alguém não estaria gripado". Gumball (o único que sobrou ¬¬) diz que não é uma gripe, e sim uma doença cujo nome não consigo me lembrar agora. Aparentemente, essa doença não tinha nada de mais, mas ao ouvir qual era o problema com Anais, a atendente parece ter ficado bastante assustada. Forçando um sorriso de que estava tudo bem, ela pergunta se eles não querem comer alguma coisa, depois de horas na estrada. Todos vão ao restaurante, exceto Anais que estava muito cansada, e prefere ficar por lá. Na saída do quarto, a atendente pisa em cima de um tecido e pergunta o que é. Darwin fala que é o pijama da Anais, causando certo estranhamento na velha, visto que segundo ela, "até um preservativo tinha mais tecido que aquilo".

Com Anais dormindo (e eventualmente espirrando) no quarto, o restante da família desce até o saguão. Na verdade, o "restaurante" ficava no mesmo lugar do balcão de atendimentos e da porta principal. E era BEM pequeno, diga-se de passagem, na verdade, toda a pousada era tão minúscula que até a Barbie sofreria de clasutrofobia vivendo lá. Logo a velha chega com o prato do dia, a qual ela batizou de "Sopa Surpresa". A cara não era das melhores, e houve certa relutância de todos em comer a sopa, e ver que surpresa ela trazia. Até que Richard finalmente toma uma colherada,e aprova a sopa. Logo, todos acabam tomando e gostando do sabor. Até que, de repente todos caem de sono. Enquanto isso, no quarto, Anais continua dormindo, quando ouve um barulho estranho. Ao se levantar, bem ali no meio do quarto, bem mal-iluminado pela única janela dele, ela vê uma figura um tanto quanto deifícil de se descrever. Era como se fosse uma pessoa normal, coberta por um manto preto, mas com bizarros olhos brancos. Obviamente amedrontada demais para sequer pensar em gritar, ela só gritou quando sentiu a mão da coisa tocar em sua perna. O grito dela ecoou por toda a pousada, onde, no saguão, os Wattersons são acordados. Logo eles correm em direção ao quarto. A sombra, ao ouvir o barulho dos Wattersons subindo apressadamente pela escada de madeira, salta pela janela, provavelmente o mesmo lugar por onde ela entrou. Ao entrarem no quarto, Anais conta o que tinha acontecido. Nicole achoa que ela deve ter tido um pesadelo, causado pela doença dela. Anais manda que olhem pela janela, mas tudo que se vê é uma rua vazia. Nenhum sinal de um homem vestindo um manto preto. De qualquer forma, todos acham que ela precisa de um médico urgentemente. Eles procuram pela atendente, mas ela não foi achada em nenhum ponto da pousada. Eles decidem sair e procurar por conta própria pelo hospital. A essa hora, o desenho já parece ter perdido a nuance cômica, se concentrando mais no lado sério da história. Eles procuram por toda a cidade, o que é um tanto fácil, visto que ela é minúscula.

Gumball e Darwin acabam achando o tal "hospital", a maior estrutura da cidade, mas ainda assim também minúsculo. Eles resolvem entrar, mas eles se deparam com uma cena estranha. Apesar de todas as luzes estarem acesas, não há ninguém no saguão principal. Nenhum médico, nenhum paciente, nenhum recepcionista. De repente, um doutor aparece no saguão. Gumball rapidamente pergunta o que houve com o hospital, e o médico fala que ele costuma ficar assim de vez em quando, visto que a cidade quase não tem moradores. Mesmo que isso não tenha sido uma resposta que tirou todas as dúvidas dele, ele leva Anais para lá de qualquer jeito, afinal, mesmo sendo um hospital muito estranho, é o único hospital (ou a única instalação chamada de hospital) na cidade. O médico observa Anais (a família toda já está lá), e diz que ela precisará ser internada por um dia. "Para evitar qualquer uma das inúmeras complicações que essa doença pode trazer", diz ele. Ele também garante aos Wattersons que ela ficará bem, pois eles tem todos os equipamentos que precisam pra tratar da doença. Eles queriam passar a noite lá, ao lado de Anais, mas o doutor fala que infelizmente o hospital não tem instalação suficiente para suportar "tanta gente". Basicamente, na sala onde Anais ficaria internada, só há espaço para o paciente e o doutor. Mesmo todos concordando em, nesse caso, passar a noite no saguão, o médico diz que outras pessoas poderiam vir ao hospital, e seria anti-ético mantê-los ali. Com muito desconforto, os Wattersons voltam para a pousada. Não havia muito mais o que fazer, pois Anais teria que ser tratada de alguma maneira. E já que era o único hospital da única cidade em provavelmente um raio de quilômetros de extensão, era o máximo que podia ser feito. De volta à pousada, a atendente continua desaparecida. Agora que Anais já está no hospital, eles têm mais tempo para procurar com mais atenção onde ela foi parar. Saguão; nada. Quarto; nada. Sótão; nada.

De repente Nicole à encontra no banheiro. Ela havia sido assassinada. Se por um lado, não era uma dessas cenas de "assassinatos graficamente brutais" típicos de episódios perdidos, também não era uma cena à ser mostrada em um programa assistido por crianças. Não havia "tripas escorrendo pelo chão, o um olho foi arrancado e arremesado contra a parede". Mas havia muito sangue. Muito mesmo. Foi o suficiente para assustar os Wattersons (também, se não fosse O_O). Aterrorizados, eles voltam para o hospital, para pegar Anais. Aquela cidade era um perigo para eles. Ao chegar no hospital, mesma cena de antes: luzes acesas, ar-condicionado ligado, sala vazia. Sem nem se preocupar em chamar o doutor, eles correm dentro do corredor que era apontado como sendo "triagem". Finalmente eles chegam até a única sala de internação. A sala estava em condições precárias. Quer dizer, não havi rombos nas paredes, nem baratas andando pelo chão, como uma boa sala de hospital público do Brasil. Mas também, não havia quase nenhum aparelho. Só havia aquele pedestal de metal aonde se prende o soro fisiológico ou sangue. Mas em uma coisa o médico acertou: só havia espaço para um paciente e um doutor naquela sala (apenas o paciente, caso este fosse Richard). Extremamente nervosos, os Wattersons começam a procurar freneticamente por todo o hospital. Richard ouve um barulho estranho vindo de trás de uma porta (não havia nada escrito nela). Ao entrarem por ela, os quatro descem uma escada até onde parece ser o porão do hospital. Lás eles encontram a cena. O doutor jazia morto à facadas no chão, em uma morte bem parecida à da velhinha. Também havia outro homem (eu esqueci de mencionar, o doutor também era humano, só tem humano nessa cidade). A princípio não se conhecia ele, mas uma certa indumentária que ele segurava na mão acusava que ele é quem tinha tentado raptar Anais. Mas o principal estava no centro do porão. Deitada sobre uma espécie de maca, e presa à amarras, estava Anais (vestindo um desses aventais que pacientes usam / ele também tinha menos tecido que um preservativo, suponho). Sua boca estava amordaçada por um lenço, e ao redor dela se encontravam umas 3 pessoas (o roteiro não especificou), todas trajando os macacões utilizados por infectologistas (eu me esqueci o nome da budega, você sabe, aquele macacão branco com uma máscara de gás que os bacteriologistas usam quando vão estudar amostras de micro-organismos). Um deles, provavelmente o líder, apontava uma pistola à cabeça da pobrezinha. Eles estavam prontos à matar Anais, mas fram impedidos pelo susto que a entrada dos Wattersons causou neles. Nicole, horrorizada por "Deus-sabe-que-motivo" (¬¬) pergunta que diabos eles faziam.

O líder conta que eles iriam matar Anais. Porque ela apresentava uma doença contagiosa, à qual ninguém na cidade era imune. Na verdade é biologia básica: ao longo do tempo, as pessoas vão se adaptando à doenças, e passam tais características à próxima geração. O mundo civilizado estava composto por pessoas que receberam essa característica de reconhecimento dessa doença específica e, embora ainda apresentassem sintomas, ela agiria muito mais branda. Só que falávamos do mundo civilizado, mundo com o qual aquela cidade evita contato à tempos. Portanto aquela doença era letalíssima em seus habitantes. E com Anais carregando o vírus por aquela cidade, todas as pessoas estavam em risco (todos humanos). A melhor maneira seria matar qualquer um que mantivesse contato com Anais, sem nenhuma proteção. Era o caso da velhinha, do doutor ( que na verdade, até sabia do plano de sequestrar Anais, mas aceitou "morrer por sua cidade") e do sequestrador. Os carrascos estavam vestindo o macacão especial, portanto eles estavam limpos. Claro, não só Anais deveria morrer, como todos os Wattersons. Nicole lembra à eles que estão sendo muito radicais e certamente irracionais. O líder mostra um álbum contendo fotos de todos os habitantes da cidade, crianças estão entre eles. A doença de Anais poderia matar todos eles. Segundo o líder, a vida de uma pessoa não vale a vida de tantas outras. Na verdade, faz sentido: valia a pena salvar uma pessoa arriscando a vida de tantas outras? Com a morte de Anais, é garantido a segurança de toda uma cidade. Mas os Wattersons ainda assim queriam salvá-la (não foi necessariamente uma decisão egoísta, você deixaria morrer sua filha de 4 anos, para salvar pessoas que nem conhece, portanto sem poder saber se são ou não honestas- e merecedoras de tal atitude?)

Mas a sorte estava do lado deles (e contra os três aspirantes a inquisidores). Um deles descobre que havia um buraco em seu macacão. Sua segurança foi violada, agora ele era um possível infectado. Em meio a essa confusão, Nicole aproveita e imobiliza um dos médicos, Richard cai em cima do outro, Gumball e Darwin libertam Anais, e o outro médico simplesmente correu pra fora do porão. Os wattersons fazem o mesmo. Eles vão até o carro deles, que ainda tinha combustível, nem pegam as coisas dentro da pousada, e dão no pé. Eventualmente eles chegam à uma cidade (de verdade dessa vez). Animados pelo inferno finalmente ter acabado, e Anais estar de volta com eles, eles se abraçam. Temos uma família unida, de novo. Anais, porém, não deixa de se sentir mal por quase ter tirado a vida de uma cidade inteira. No entanto, Gumball lembra ela de que todas as pessoas com quem ela entrou em contato morreram. Exceto o médico covarde, mas Darwin garante que ele iria se matar, sabendo que estava infectado. Ele faria a mesma coisa que o doutor que atendeu eles no hospital- ele se mataria em nome de sua cidade. Anais mais uma vez abraça sua família, e assim o episódio acaba. Os créditos passariam agora. Mas havia uma anotação de uma cena que apareceria ao término dos créditos. Nesta cena, vemos a cidade. Muitas macas são vistas nas ruas, todas carregam pacientes aginizando. A cãmera vai rodando pelo cenário, e além das macas, vemos também corpos sendo queimados, pessoas lamentando a morte de seus entes queridos... a cidade toda foi contaminada.


Conclusão
Culpa de Anais? Os Wattersons foram egoístas? Eu não acho. Na minha opnião, a real culpa recai sobre os próprios habitantes da cidade, que acharam que podiam simplesmente se isolar do mundo. Eles se esquecem do mundo, mas o mundo não se esquece deles. Mas essa é apenas minha opnião. Creio que, como qualquer roteiro, é possível fazer interpretações diversas sobre esse episódio. Esse é apenas o primeiro episódio feito pela equipe de Ben Bocquelet. Eu tenho outros roteiros aqui, e eventualmente irei postar no site.


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